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Srlia Sousa de Lima
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Quem vai carregar o pote?

No vai e vem da vida
Cada um faz o seu destino
Seja jovem, velho ou menino
Vão tecendo a rede
Pra matar a sede
Pra enganar a fome
Cidadãos sem registro
Pessoas sem nome
Então pergunto: e agora?
Quem vai carregar o pote?
A fome a miséria
Pulsando a revolta
Na mente ou na artéria
Novamente pergunto: e agora?
Quem vai carregar o pote?
O pote é a vida
Que anda pesando
Ninguém se importando
Com esse pesar
Ter que caminhar
Sem eira nem beira
Na alma estradeira
Sem ter opção
Na vida jogado
Pra sempre marcado
Vai ser rejeitado
Por ter pés no chão
Os pés calejados
O corpo cansado
Do eterno penar
Levando essa sina
Sem ver nem a crina
De um belo cavalo
Pra ir bem montado
Com o vento a soprar
Soprando euforia
Trazendo alegria
É que o queria
Sem pote a pesar
São almas sem corpos
E corpos sem alma
Vivendo sem vida
Sangrando a ferida
E eu vou questionar;
E agora quem vai carregar o pote?
O pote é pesado
E o povo cansado
Não quer carregar
O pote é a vida
Que eu mesmo carrego
Perdi o meu ego
Não sei quem eu sou

Prostituto País

Prostituto é o país
Em que meninos e meninas
Não têm nenhum horizonte
Como folhas caindo aos montes
Eles vivem a sofrer
Por quão dura é sua sina
Por isso desde menina
Já começa a padecer
Por falta de uma lei de vergonha
Vem recebendo a cegonha
Pra trazer mais um sofrido
Isto é que tem sido
A infância do Infeliz
Dos adultos virarem meretriz
A vagar por toda a ZONA
Essa infância não cumpre etapas
Vivendo a levar tapas
De todos que sem respeito
Já se acham no direito
De bater no que está morto
Pois já não sentem as pancadas
Ignoram as mancadas
E a injustiça social
Batendo na infância morta
Que de tanta dor suporta
Apanhar e não sentir
Vivendo como objeto
Até virar dejeto
Nos esgotos da cidade
Sofrendo opressão
De quem os rejeita
Só lhe restando a sarjeta
E os restos de solidão
Esse é um país prostituto
Por isso eu estou de luto
Vendo a infância morrer
O que mais me angustia
É saber que a dinastia
Vive na pederastia
Finge não ter conhecimento
E em muitos desses momentos
Também o infante alicia
Enquanto os sentencia
E a lei silencia
Por isso mesmo vicia
O juiz inoperante
Jogando -os num abrigo
Expondo-os aos perigos
Sem impor nenhum regime
Criando a escola do crime
Pra jogar na sociedade
Por não ter capacidade
De gerar educação
Usando como fachada o turismo
Deixando no ar o cinismo
O que deseja de verdade
É promover a promiscuidade
De país entre país


Ação e Reação

O homem joga por terra
Tudo que tem de graça
Agora teme a desgraça
Vê a terra tremer
O vento lhe derrubar
A onda maior que o mar
Vendo tudo, tudo se acabar
E não pode se defender
Melhor se acostumar
Por não saber dar valor
Fica ao sabor dos eventos
Enfrentando mil tormentos
Vivendo a lamentar
Quando era para cuidar
O homem só devastou
Agora sente as conseqüências
Que virão sempre em seqüência
Pelo mal que provocou.



biografia:
Sírlia Sousa de Lima
,Pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio grande do Norte.Sou uma pessoa sensível,inquieta, educadora e poeta.Nasci na cidade de Mossoró RN e adotei Natal como a cidade do meu coração. Sou casa da com Jonas Alves de Lima[O amor da minha vida]Sou casada há 26 anos e, com ele eu \'começaria tudo outra vez, se preciso fosse meu amor\'... mãe de Jonas Alves de Lima Júnior,25 anos, Suelen Lima 23 anos e Susan Caroline Lima 21 anos.[São todos bençãos divinas]Sou mesmo abençoada! atuo como professora de educação infantil no Município de Natal RN.[Rede pública]Faço parte da união dos cordelistas do Rio grande do Norte e sou muito apaixonada pela Literatura de cordel.

sirlialima@hotmail.com

 

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