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Glauco D Elia Branco
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

“Vida”

Vida, caminhos vivos;
De corações mortos;
Linha reta;
De caminhos tortos.

Pulsa no peito;
Descompassado infarto;
Meu dia dia;
De sonhos desfeitos.

Ficou pra traz
Meu coração menino;
Com toda angustia;
Deste meu destino.

Não prevalece;
Mais minha razão;
Perdeu a força;
Toda esta emoção.

Valores humanos,
Desumanos;
Pra onde foi;
Este mundo, paizano?

Glauco D’Elia Branco- 16 setembro 2009.
Pseudônimo: “Vaqueano”


Lá mas dura fruta temporona!
Eu sou fruta temporona;
Que aos poucos amadurece;
Indiferentes algumas preces;
Dos pais ou da família.

Sou um eterno adolescente;
Confuso e efervescente;
Às vezes mui carente;
Teimoso e insistente;
De algumas causas sem razão.

Não faço parte da tropilha;
Sou um desgarrado do bando.
Assim como um alazão;
Na imensidão livre do Pampa!
“A estrela d’Alva solitária”

Nunca teve algum ginete;
De laço ou boleadeira;
Que pra domar meus instintos;
Me levou à algum piquete!

Vivo sempre aos solavancos;
Com algazarras e confusões;
Como um Marruá do gado; [*]
Sem cercas ou aramados.

Nos vales e nas montanhas;
No litoral ou campanha
Uma vez aceitei cabresto;
De uma bela morena.

Sou um eterno apaixonado;
Destas coisas do Cupido;
Nestas horas desprovido;
Da querida liberdade.

Hoje já branqueou meu cerro;
A força me falta no braço;
Mas me derreto num abraço;
Daquela que tanto amo.

Glauco D’Elia Branco - Glossário: [*] Marruá, Gado sem doma, criado perdido no campo.
24/11/2007.


Vida Pampeana!

Um piazito... Uma guria...
Dois filhos da mesma cria.
A mãe uma pinguancha;
Destas da trança torcida.

O pai changador buenacho;
Das lidas campesinas.
Doma, ordenha, põe ferros;
Cabo da enxada e criação.

A casa uma tapera mal olhada;
Feita de barro; sapé e Santa Fé.
Um poço d’água, um candeeiro;
Pilão, lamparina e a latrina.

De sol e lua à testemunho;
Capão de mato ao descampado;
Somente o pingo e uma vaquinha;
Hortinha velha e umas galinhas;

Lá vai o piazito sonhador;
Como se fora estancieiro...
Passando em revista a tropa;
Gado de osso na mangueira;

A Guria, bem a guria?
Prendinha das ilusões.
Com sua bruxinha de pano;
Brincando de mãe no zelo.

Sem saber do pesadelo;
Da vida que diante vem.
Desta mãe terra bravia.
Bem longe da galhardia

Dia a dia neste pialo;
Comida só pro sustento;
Carne na banha, arroz
Farinha e feijão ralo.

Légua e meia, lá distante;
No Umbu dos sesteantes;
Sala de escola mal tratada
Lá sonham a criançada.

A professora Dna; Rita;
No seu vestido de chita;
Fica triste e até magoada
Na falta da gurizada.

A criançada vai crescendo;
Pouco a pouco entendendo;
A distância que os separa
Dos filhos do casarão.

O Guri repete o rito;
Do pai velho calejado.
A Guria sonha amor;
Dum Galdério desgarrado.

De geração em geração;
Agarrado a um ideal;
Esta é a vida da campanha;
Esperando o juízo final.

Glauco D’Elia Branco-Nov_2009.

Recuerdos do pampa.

Preto, branco ou mulato,
Pobre, remediado ou abastado.
Ao índio rude que norteia,
Campesina tradição.

Fandango de meus recuerdos,
Do galpão velho, chão batido,
Candeeiro, quase apagado.
De picumã em seu bojo.
Cada vês que a gaita floreia,
Tu arrebanhas seu povo.

Da Florisbela, sempre lindaça,
Tal qual gole de cachaça, daquele.
Que mata o frio do inverno chuvoso.
Todos dançam alegremente,
Neste baile harmonioso.

Pica-pau, Maragato ou Ximango,
Xote, vanerão ou quem sabe um tango.
Índio da terra ou correntino,
Moço, velho e até criança,
Hão de guardar na memória,
Esta gostosa lembrança.

E hoje aqui na cidade,
Buscando melhores dias.
Em correria alvoroçada,
Da indiferença na rua e calçada,
Esta memória é ativada.
Assim como de um sopro no tição,
Quase apagado de brasa.

Esta gostosa memória reponta para o descampado,
Recuerdos deste velho galpão, largado num coxilhão.
Pingo, China, Cusco e Chimarrão.
Para lembrar que mesmo aqui distante,
Não esquecemos a tradição do nosso glorioso rincão.

Autor: Glauco D’Elia Branco
Pseudônimo: “ VAQUEANO!”
Integrante: Associação Cultural Coesão Poética de Sorocaba.
Instituto Literário Paulo Tortello.


Biografia

Glauco D’Elia Branco
[55] profissional da área de serviços técnicos, natural de Porto Alegre, RS, casado, três filhas e dois netos, residente no estado de São Paulo desde 1984 e em Sorocaba desde 1991.
Escritor e interlocutor de poesias de cunho Gauchesco e temas livres.

Participante de Tertúlias Nativistas do CTG Centro de Tradições Gaúchas “Fronteira Aberta de Sorocaba” e “Saudades do Sul de Embu” neste estado.
Integrante da “Associação Cultural Coesão Poética de Sorocaba” e do instituto Literário Paulo Tortello de Sorocaba, participou de eventos na FUNDEC durante semana do escritor de Sorocaba 2009 e concurso de poesias da universidade de Sorocaba UNISO, e do encontro de Poetas da cidade de Salto 2009, participou da III Semana Literária de Sorocaba de 21 a 24 de outubro de 2009; participou do “Encontro de Poetas Del Mundo em 21 de novembro de 2009-São Paulo.
Pseudônimo: “Vaqueano”

glauco@gerbo.com.br

 

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