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Jos Manuel da Cruz Vaz
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia

CAFÉ DILUENTE

Vozes vazias da noite fria
Dos deslocados da estadia fechada
De um café que teve de fechar.
Os vazios repetentes dos dias
Continuam nas noites vazias
Pois o café fechou.

As vozes elevam-se sem querer
Os prédios em volta ouvem o gemer
Da saída,
Dormem intermitentemente
Enquanto o passeio não se cala.

E vão, acendem as luzes do volante
E marcha a trás como adiante.
O som afunda-se na rua
Amanhã, a noite continua.
Feia.
Mas mesmo assim amada a valer.

Café, estrada parada na borra
Da conversa fiada no passar tempo sem nada.
Do lado de fora.

Café das mãos atadas
Ao balcão escorregadio,
Café de gente que sente frio
Ás vezes, em casa

Café, reduto final
Onde pousa a asa
Hangar, que às vezes fecha
Para se limpar das penas das aves
Que não souberam voar.
E deixa a gente estar,
a olhar
Simplesmente para o que deixou passar.
Café, bar,
Café luar,
Café onde repousa o estar
único lugar que resta ao passar.
Café? Ajuda a aguentar
O que ainda falta percorrer.
Ou onde se espera apenas…..
Pela bica da manhã seguinte.
Café, diluente
Das mágoas..

José Manuel da Cruz Vaz jacinto
19/1/10


DESAFIO À Meia-idade

Venham as lembranças
E os desejos
Venham
A histórias
Que ainda acabam em beijos
Venham
As vontades de sorrir
Antes do tempo de partir.
E vamos ainda brincar
Com esta idade
De verdade.
Sem mentir.
Como era antes
Da puberdade,
A curta distância
Da infância.
A vida ainda nos faz rir
Antes de ir.
Há que manter a confiança
No existir!

LIVROS

Ah, já sei. Afinal,
Que o que já li,
Foi embrulhado em mim
E agora, estou aqui
A tentar apertar-me mais ou menos,
Para, quando me soltar,
Ler, a seguir, o livro que salvei
com a pluviosidade da minha atenção.

Salvem-se, livros, afinal
Do digital!
Livros,
não memorial!
Sim, vivos.
Livros, livres do Louvre.

E a custo, batem as palmas para o plantel.
Venham as glórias humanísticas,
Que se alongam nas estatísticas do Guiness,
Que apenas registam a matéria
O existir das cores humanas enquanto existem.

Ouvi dois tiros
Para quê?
Contra Quem?

MALANJINO

Malanjino,
traduz a árvore de Ngola.

Malanjino,
é o industrutível caminhante,
Como o diamante que viu sempre fora.

Malanjino,
pausa quando lhe apetece, tanto na estrada asfaltada,
Como na picada picante de jindungo enterrado.

Malanjino
arranca, seja qual for a inclinação do estrado.

Malanjino,
Só obedece à sua vontade.
Faz barulho em silêncio,
Quando tem que reclamar com o destino
afastado do quintal onde plantou.

Malanjino,
dobra as palmeiras
Sem deixar o dendém cair na descida
Antecâmara da oferta aos convidados
Da última vinda.

Malanjino
sobe quando a escada desce,
Destroçada pelo cansaço.

Malanjino,
sobe,
mesmo sem laço,
Levitando, fluindo,
Segurando sempre
os degraus cansados.

Malanjino,
chega sempre na hora de continuar.
indicador da ida,
Para a frente do lugar onde não se deixa estar.

Malanjino
é Senhor,
servo, apenas,
da Terra
Que o pariu.

biografia:

JOSÉ MANUEL DA CRUZ VAZ JACINTO
, nasceu em Malange [Angola], a 18 de Outubro de 1960. Em 1975 mudou-se para S. Paulo [Brasil] onde viveu durante três anos e, em 1978, radicou-se definitivamente em Portugal. Desde sempre gostou de ler e quando tinha 40 anos, após ter ouvido um Fado que o enterneceu, sentiu-se atraído pela Poesia...desde então começou a compor e nunca mais parou! É licenciado pela Universidade Autónoma de Lisboa e actualmente Professor de Matemática do Ensino Secundário.
É sócio [e Vice-Presidente da Assembleia Geral] do \\\'Mensageiro da Poesia - Associação Cultural Poética\\\' e Membro Efectivo de \\\'Os Confrades da Poesia\\\'.

BIBLIOGRAFIA
\\\'O Meu Bairro Era Azul\\\' ; \\\'Triângulo Atlântico\\\'.

E-mail:

josevazjacinto@gmail.com

 

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