s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Angelo Soares Neto
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
CLAUDIANA

Construir estradas paralelas sobre linhas planas
para caminharmos sempre juntos,
como nos contorcemos sobre um tempo
que nos fez semelhantes e nunca nada nos cobrou por isso.
Os leitos profundos ns os fazemos sempre,
independente de quereres, bordados de seda e espinhos,
tapete estendido sobre lugares indistintos
onde os teus ps que caminham so de ferro
envoltos em sapatos de algodo macio,
deixando lisas as pedras onde passam, beijando precipcios.
Brandos cantares imitando hinos aos teus ouvidos sussurram:
Caminha, vai, no tenha medo,
esmaga os espinhos e tece a seda
com que se faro bandeiras festivas em todos os domnios,
colorindo noites e estrelas, permitindo a vida,
estandartes de borboletas acordadas no encanto de luas
com suas asas leves vincando seus destinos.
Assim voc, como o desenrolar de um fio,
agudo prumo segurando pipas entre as nuvens
em inimitveis rodopios, mos em paz que fazem pouso
em tantos coraes famintos,
sinalizando portos de repouso absoluto. Ps peregrinos
que cruzam oceanos despertencidos e indistintos,
em barcos de guerra, com remos resolutos,
recolhendo sentimentos to por a desavisados,
enchendo de virtudes mos que vo pedindo.
So os ps nus os que semeiam bosques
nas cordilheiras mais altas, somando flores e frutos,
que deixam marcas nos caminhos estreitos,
que sinalizam os rumos
nas paredes tantas vezes sem co dos mais profundos labirintos,
que vo mostrando o trao dos faris nas noites escuras,
onde a amizade a grande sentinela
de todo o amor que vai se construindo.

BALADA DO FILHO MORTO
BRUNO MEZENGA


Dorme meu filho, dorme,
no bero da minha dor, coberto com meu sorriso,
encostado no meu peito, ao hino do meu amor.
Dorme, dorme, passarinho,
guardado dentro do ninho de espinhos que eu fiz tecer
no meu corao vazio,
para guardar teu silncio, teu movimento macio,
teu riso to resguardado, a tua infncia ainda viva.
Vai descansado e sonhando descobrir novos encantos
onde ningum penetrou,
de roupa branca encenando anamneses de planos,
brincadeiras de doutor,
escutando coraes, imaginando alegrias,
que um dia tuas mos macias curariam perdies.
Fotografia rasgada ao meio, ausncia dividindo o tempo, colo sem peso,
noite escura acobertando a covardia da vida que te esquece o corpo
sobre o frio, to quieto, to sozinho,
que bebo com meus olhos perdidos, meu silencio, meu maldito vicio
de te amar tanto e tanto que estrangulo o grito.
Sentinela calada eu vou seguindo estes teus passos brancos,
teu rumo to decidido, tua vontade cerrada,
tua bondade guardada que s quem viu preservou,
vou engolindo o destino to de repente rompido,
num instante decidido sem mesmo te consultar:
ficou assim resolvido que no brincarias mais.
[ Minhas mos esto to presas...]
S comigo a brincadeira continua em vida inteira
que eu possa me recordar, meu corao teu trilho.
Dorme em meu peito, meu filho, sem mais nenhuma aflio,
vou te embalando to lento que ns nem vamos notar,
minha mo no teu cabelo, nossa distancia esquecida,
o sangue em chuva caindo de dentro do meu olhar,
cobertor desafinado tramado em perda e saudade,
que s a morte nos trs.
Vai e me espera tranqilo, parte de mim te acompanha
e a outra parte seguindo.

NERUDIANA 2

Volto a falar como quem passa uma vida inteira
buscando em espelhos
o sentido inconstante dos desejos proibidos
rabiscados sem definio na tua pele.
Pergaminho indecifrvel de contornos
como um rio manso que alisa vales e pomares
insistindo em fecundar a minha terra bruta,
chuva macia caindo em meus olhos
para sempre semeados desse teu encanto.
Cheiro de p molhado, de vidraa antiga
respingada de vela,
vio de grama serenada estendendo tapetes
nos caminhos, para que eu sempre te encontre.
Para que eu possa me fartar do teu encanto
e da tua boca pintada, do teu riso, do teu cheiro,
como se na ousadia de te pertencer
eu pudesse entender para sempre o teu destino
e compreender o porque da luz intensa
envolvendo sempre os teus cabelos em chamas,
em sons sutis de serenatas e pandeiros.
Sei que so os olhos do meu querer que te fazem,
e quero te fazer como te vejo.
Quero poder ver o sentido dos teus lbios,
ainda para mim desconhecidos,
entreabertos sempre entre prazer ou fria,
tantas vezes para mim dissimulados,
sempre to apressados como uma brisa ligeira
que por nunca me pertencer no me importavam.

biografia:
Angelo Soares Neto

Natural de So Jos do Rio Preto, estado de So Paulo,Brasil, medico psiquiatra, membro da Unio Brasileira de Escritores e da Sociedade Brasileira de Medicos Escritores, tem publicado os livros:Cad? de pedras e limo e Amantes Infiis [poesias] e Pequenas Histrias para Boi Dormir [ contos infantis].

angelo.soares@riopreto.com.br

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s