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Ronaldo Rhusso
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
S NO MORRER O AMOR!

Vera noite vi em sonho
Turbilhes com suas vagas;
Quase alcanavam o cu!
As palavras me vieram to latentes na viso!
Ouve um choque de egos toscos
A provocar mil vis fagulhas;
E a chama que nasceu lambeu sinistramente o dio!
Vi queimar indacas podres;
Vi tostar diversos corpos;
Vi almas sujas de quem era o horizonte desse mal!
Quando o fogo apagou o que restou nem era cinza.
Era o vasto e temerrio arremedo do meu ser.
Ah! Morte...
Se eu pudesse engan-la, talvez me matasse o 'eu'...
Talvez me purificasse dos desmandos que eu provei.
Ah! Morte...
No espere a parada. Nosso encontro se perdeu.
Se marcarem novo embate cubra a face e cumpra a Lei.
Chamem os anjos, homens raios!
Chamem as frteis Madalenas!
Clamem aos plenos pulmes, pois o inferno j perdeu.
Beba a largos sorvos glidos dessa Fonte que to Deus!
Quer provar do infinito? Encha a boca de ardor!
Se quiser ver o segredo, saiba, s no morre o amor!
Vi to forte e limpo ao e um reflexo a me olhar:
'No sabia que existia'!
Disse o espelho a mim mesmo.
Meu reflexo era opaco e meu ser um verbo anmalo.
Despertei dessa viso como quem engana a morte.
'No sabia que existia'!
Ecoou mais uma vez.
Eis que a face do Cordeiro se me veio lembrana!
Eu chorei desconsolado.
'Ora vem'! Gritei co'a alma!
Eis que um raio iluminou o meu Caminho e a esperana!
Novamente me peguei nesse xtase to lindo!
Apalpei a minha mente e vi que, essa, era s vida!
Entreguei meu tabernculo a Quem era por direito!
Eis que o fogo renasceu e eu o vi sair de mim.
Espalhou-se como um raio e logo iluminou o mundo.
'No sabia que existia'!
No Se afaste mais de mim!
Sei que em Sua companhia, vai deixar-me o triste fim!
Entendi esse segredo e repeti para mim mesmo:
Quando tudo terminar s no morrer o amor'!

Ronaldo Rhusso

Executado

Cadafalso empertigado, cujo olor beira alecrim
s convite inescusvel, e se declino, ai de mim!
Vais se abrindo e em ti eu caio e um gemido me tomado.
Ao cair, confesso, o falo, da tristeza separado,
pro Nirvana flutuando, estocando o fio na agulha.

Cadafalso embriagado com meu jeito de molhar
doces lbios com a chama que pra seca ludibrio,
suga o eu que nunca pensa e se deixa esconder.
Cadafalso s a cachaa; s o vcio que no largo!
No me importa o endereo, pois, algoz, sou de mim mesmo...

RONALDO RHUSSO

Graa!

E envia a descarga, o luzir desse Cu...
E no resta labu ou qualquer outra carga!
H de dar ilharga uma nova recarga
Onde a estrada mui larga, eis, ser cho fiel!

Utilssimo vu cobrir todo o fel
E, assim, solidu sobre essa lida amarga
Impedindo o que alarga ao sofrer e o embarga
Ao lhe dar sobrecarga em 'amor fogaru'!

Ora, eu sei que o papel do luzir supremo!
E nas notas que fremo em cantar tremulado
Apresentam legado ao dar fim pr'esse enfado

Aludido em mau grado e 'gozado' ao extremo!
Inda assim no mais temo e entoo num brado
'Esse estado alcanado a mim foi Dom deixado!'

Ronaldo Rhusso

biografia:
Ronaldo Rhusso

Nascido em Botafogo, Rio de Janeiro, passou parte da adolescncia em Ilhus-Ba. Foi militar de carreira, mas desistiu e foi conhecer o prprio pas com uma prancha a tira-colo; descobriu as discrepncias sociais e se associou ADRA internacional; sofreu gravssimo acidente e, aps alguns meses de luta para tentar se recuperar voltou a escrever no Recanto das Letras onde publica seus devaneios, manifestos, protestos...

ronaldo.rhusso@gmail.com

 

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