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CONCEIAO OLIVEIRA
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

CABISBAIXO

Cabisbaixo percorro a rua estreita
Meus lentos passos adivinham o trajeto
Tudo é silêncio, a lua boceja.

O vento frio da madrugada teima em perguntar:
Onde está? Quero o silêncio
Necessito dele para acalmar minha alma em agonia.

Onde estão meus companheiros? Onde?
Repito vozes, invento uma canção
Recito um poema para as estrelas, recordo-me dela.

Onde estou? Por que agora?

Um quarto sombrio, os gritos dela
Ela a louca, ela a tonta
A mulher privada dos sonhos

Muda, taciturna, a musa dos meus versos anda
Pela escuridão
Repito, quero o silêncio em minha volta,
Quero o silêncio do meu corpo em agonia

Abrasado e desejoso de amor
Insisto em esquecer certos fatos e assim forço-me a voltar
Cada vez mais às feridas passadas
Um canto secular me desperta para o dia que chega
As fumaças das chaminés se encontram no ar

E as comadres abrem as janelas para formalizarem
O gostoso bom dia
O gosto do café mistura-se no afetuoso beijo trocado na hora adeus

Reflito: estou só, raciocino: nasci só.
Alcanço a certeza de uma velha busca:
- Sou eternamente só -

COM UMA ESTRELA EM CADA MÃO

Com uma estrela em cada mão
Faço dos meus trapos
Roupa da minha alma
Espelho que deixe às claras todos os meus sentimentos

Com uma estrela em cada mão
Fica fácil tatear pelos caminhos tortuosos
E tentar conquistar gnomos e anjos
E com toda a modéstia do mundo, tentar guiar outros passos

Com uma estrela em cada mão
Posso se quero oferecer meus versos
Posso se consigo cantar cânticos novos e,
Posso, entre tantas outras coisas
Saudar o sol que tanto amo, sem medo de derreter como Ícaro

Com uma estrela em cada mão
Posso contar milhões de estórias encantadas
E posso viver como os gnomos
Posso também, como uma feiticeira, adivinhar pensamentos
Posso até quem sabe, andar sobre as águas
E assim também, falar outras línguas

Com uma estrela em cada mão
Posso com meus pés descalços
Arar terras tórridas
Semear canções para conquistar amigos
E em tempos como estes, encontrar amores e abrigos

PERDIDA

Os dias passam
As horas correm
Só eu fico perdida no tempo
Os sonhos são: revolução?
E os dias correm na contramão
Só eu fico perdida na escuridão

Os anos passam
Os meses seguem a mesma direção
O home trata de guardar tudo com ambição
Só eu fico sem saber qual a solução

O fim do tempos se aproxima
A poesia já não rima
O homem chora de frio, de falta de pão
Só eu parada, não sei se vou, se fico ou não

A fome corre, de boca em boca
A bomba cai, de mão em mão
Só eu olhando, se vou se fico
Se grito, ou não.


biografia:
CONCEIÇAO OLIVEIRA

Indicada para o XXII Premio Nósside 2006
Mencionada XXIII 2007
Mencionada Especial XXIV 2008
Menção Especial \'Ases \' São Paulo

dorolioliveira@yahoo.com.br

 

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