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Vincius Negro
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

ASCENDAM

Ascendam-se as paixões, fervam-se os leitos
Mistérios e canções brotam do peito
E uma nova mão cinge o papel
É mais uma - para o povo - estrela guia
Que se move através da poesia
Verdadeira língua de babel

Ouço a canção a ressoar pelos milênios
Sinto o farfalhar - asas de gênios
Comigo a declamar esta missão
Que é rugir esses meus versos pelos ares
E inundar toda a terra de palmares
Na mais vibrante e colorida inspiração

O homem desperdiça ventos tantos
Na inútil letargia de seu pranto
Falso alento - verdadeiro algoz
Será que não - a criação - almeja?
Ou o ruir - valha-me deus! - deseja?
Ser no vazio a estupidez feroz?

Seu coração a muito já enseja
Os raios de ouro qu´amplidão dardeja
Nos gestos da canção
E o furor do olhar de mil infantes
No saciar - no erigir - de cada instante
Num soar - bravio - de tufão

E existindo como o chamado de seu peito
Vem o poema alumiar-lhe o leito
Vem o poeta nos raios da procela
De rijo braço a estender-lhe a mão
A abençoar-lhe com os louros da razão
A libertar-lhe da sentença e sela

Os grilhões tão novos quanto a mão
Tem como antro tua imaginação
Como desfecho neurótico albornoz
Abra o peito e miras à frente
Ou se une as vagas em onda potente
Ou vadia vaga, ignorante e só!

Há de soar nos vales e campinas
Namorar entre tantas - belas - rimas
Ela - menina - musa da verdade
E trazer meu canto névoa acima
A urrar por todas as esquinas
A rouca - e louca - voz da liberdade!
....

ALBATROZ

Da janela disperso, encontrado a vagar
Além de brumas e estrelas navegar
Pra dentro dos sonhos - no horizonte a florir
Buscando acalanto no puro rimar
Cantando maneiras de o mundo mudar
Buscando o sorriso - eterno elixir

Navego adiante e trovando divago
O vento ululante me vem num afago
O sol radiante anuncia o porvir
No céu um cruzeiro aponta-me o espaço
Ao léu altaneiro - das nuvens o paço
Instigando-me a alma - desperta a rugir

Disfarces não quero - o muro rompi
Ferve nos veios o sangue tupi
Corre nas veias o sulco da vida
No ar inspirado a poesia sorvi
Não mais fadigado ao píncaro ergui
Os mastros traçados das teias da lida

Dos sonhos retorno - dos sonhos descendo
Nos inúmeros corações, uma chama ascendo
Nos seres incito um antigo clamor
Albatroz bem faceiro - rompendo muralhas
Livrando-lhe o dorso de velhas cangalhas
Abrindo-lhe as alas, pra força do Amor!
....

AMOR

Na força do amor eu confio
Pra preencher o vazio
Que me ronda a cidade
A força do amor - uma estrela
Qual onda que o corpo incendeia
Curando de toda maldade

Do porvir a esperança
Na poesia uma dança
Nasce inspirada de amor
Uivando da lua um chamado
Que escorre na noite dourado
Pra agradar uma flor

Amor de infinitos encantos
Calor que inspira mil cantos
Tudo vence - segundo o profeta
É o amor horizonte infinito
É erguer no silêncio esse grito
Acordando longínquos ascetas

Amante do amor - o poeta
A todos agora desperta
Pra sentir - do amor a canção
Perceber e cantar o sorriso
Que emana no céu como aviso
Do gozo da inspiração

biografia:
Vinícius Negrão

essencialmente curioso, ávido leitor e escritor, que com a sutileza das rimas e força dos sonhos espalha pelos ares poesia e amor. Em nosso peito uma paz, para melhor perceber o mundo, e também um vulcão, para melhor expressá-lo.

owen_dillion@hotmail.com

 

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