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Edson Rios
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
proporcional67@bol.com.br
Biografia

Edson Ríos

Participante do II Concordo Nacional de Contos - 1990, Agraciado com Medalha de Bronze. Participante do XI Concurso Nacional de Poesias - 1990. Agraciado com Diploma na categoria Destaque Especial. Participante do XVI Concurso Nacional de Poesias - 1995. Agraciado com Diploma na categoria Mencion Honrosa.


A PENA E A FOLHA...

 

Tens lembranças das palavras que ficavam esquecidas,

quando pela tua mente viajavam outras, mais outras,

e outras tantas, mais interessantes ainda,

e as primeiras letrinhas esquecidas, separadas?...

 

E tu olhavas para a folha do caderno sem pauta,

e a folha ali, deitada,preocupada;

porque o ponteiro dos segundos não parava,

e a folhinha em branco, desesperada...

 

Porque ela sabia que você poderia desistir de usá-la,

e ela permaneceria eternamente em branco,

não cumpriria o dever de ter sido uma folha que foi usada;

e você disperso, desprovido de encanto...

 

E também, distraído, fútil,

poderia passar dela, para uma outra,

e a folhinha seria uma qualquer, que passou,

passou, por não ter sido útil...

 

E a folhinha pensava...

 

- Quem sabe se a pena me fizer um rabisco,

mesmo que seja um risco,

posso ser usada para ser o início de um bilhete,

para um necessário lembrete...

 

E a folhinha sentia ciúmes da pena,

que dançava entre os teus dedos,

enquanto a tua mente pensava, pensava,

e a meiga folhinha não era usada...

 

Mas, a sonhadora folhinha determinava para sí:

- Quero fazer parte de uma história ou estória,

não importa;

o que eu não quero é ser amassada e ao lixo jogada!!...

 

E alimentava a folhinha uma fantasia:

 

- Ahhh!... quem me dera eu pudesse sonhar de sonhar...

Poderia eu transformar-me em uma Gênia Vegetal...

Sim!... Porque não?... Tudo se pode!... Tudo se consegue...

A minha origem é vegetal, mas não fui criada para vegetar!...

 

E você despertou de um transe inimaginável,

que teria em sonhos conhecido a Gênia Vegetal;

e passou a mão pelos cabelos, esfregou os olhos de espanto,

e afastou-se ao ver sobre a mesa a folha do caderno, em branco...

 

E rapidamente versou algumas coisas, quase todas as coisas;

versos que socorriam a tua mente culpada,

para que a folhinha fica-se feliz por ter sido usada,

e certamente seria através dos séculos lembrada...

 

Talvez,

dentro de uma garrafa de vinho Chileno,

ao sabor das ondas de um mar revolto ou ameno,

ou deitada nas areias de uma praia deserta...

 

Apenas com o nome do dono, do dono da pena!...

 

Tens lembranças?...

 

Sim!...

 

 

CENAS MUDAS...

 

Um sorriso tímido,

uma ponta de incerteza no olhar,

uma lembrança que passa imaginando o destemido,

passado de pessoas ausentes e presentes a se abraçar.

 

Uma paisagem renascentista projetada,

detalhes intercalados indefinidos,

estampas surreais e aquareladas,

reveladas com motivos abissais definidos.

 

Minha mente dispersa se completa do nada,

quase igual ao incomparável tudo,

conversas descabidas que enfada,

movimentos mentais de dança sem conteudo.

 

Receio a perda destas miragens inacabadas,

que caminham comigo desde antes,

bem se manterão tal qual vozes circundadas,

ainda bem que se distanciam como dantes.

 

Um dia normal de forasteiro,

aparente e rotineiramente igual,

que convém apartar-se lisonjeiro,

para que não se esconda na sombra desigual.

 

Tento tocá-la com carícias mentais,

mas ela furtivamente se esconde,

não se deixa divagar por entre os perigos letais,

manipula letras acanhadas, vindas de não sei onde.

 

A minha mente retraída e repetitiva,

depois da certeira primitiva visão,

teima raptar esta inconteste imagem fugitiva,

para o primeiro emergir da minha amplidão.

 

Prefiro não comentar sobre a distância,

tentarei esquecer parte desta ausência,

caminharei sobre a dita incontida irrelevância,

talvez o imaginar reprima essa transparência muda.

 

Para sombrear a minha paz,

o sol do meio do dia delineará a sombra de um pássaro,

solitário...

 

 

CONSIDERAÇÔES DE INSÔNIA...

 

Poucos veem,

poucos sentem,

poucos dormem,

noites inteiras...

 

Os rios caminham para o mar,

e o mar?...

 

O tempo não fala,

mas qual é o tempo do tempo?...

 

Todos adormecem e dormem,

e as ondas?

 

O eco dos ecos,

quem atenta e escuta?...

 

Qual é a distância entre a raiz e o fruto,

das folhas?...

 

Quem entende os lamentos dos animais,

e as suas lágrimas,

quem,

sente e chora com e por eles?...

 

Quando a tempestade molha o teu corpo,

tu agradeces pela água que te lava e mata a tua sede?...

 

Quando os raios do sol queimam a tua pele,

tu agradeces pelos teus poros ainda respirando?...

 

Se te quebram algumas telhas do teu telhado,

tu agradeces pela luz do luar iluminando o teu rosto?...

 

Por todos os séculos e séculos que vierem,

agradeça,

por alguém sentir o teu sorriso distante...

 

Pelo menos de tempo em tempo,

os eclipses surgem,

e os astros de todas as grandezas aplaudem...

 

Por quê,

o primeiro não espera o segundo,

para chegarem juntos,

com o terceiro?...

 

Pense...,

reflita...,

sorria...,

a vida te espera sempre com um sorriso...

 

Equilibre

o teu corpo, a tua mente e as tuas palavras,

para que o teu sorriso seja sincero...

 

Poucos veem,

poucos sentem,

poucos dormem,

noites inteiras...

 

 

UM DIA DESSES, QUEM SABE...

 

Te buscarei,

Te acharei no teu canto,

Te trarei para mim...

 

Tudo isso porque te quero desde sempre!...

 

E porque te quero,

te envolvo loucamente,

 

te abraço forte,

te beijo violento...

 

Porque te desejo!...

 

Porque te desejo,

te levo para a cama e te rasgo a roupa,

te deito nua,

te sugo imenso teu corpo em febre...

 

Penso em tudo isso quando estou distante...

 

Assim como agora...

 

Que clamo ao meu bom senso e não consigo,

não consigo,

porque o meu desejo imenso,

se encontra intenso buscando a tua boca quente...

 

Um dia desses, quem sabe...

Te direi que te deixei ir,

para eu ter uma trégua...

 

 

ALGUMAS COISAS...

 

Se tenho culpa de não ter nada com isso,

é porque não tenho nada!

Nada, nada, nada que agrade a ti, a mim, ou a alguém!...

Não posso e não quero participar disso,

daquilo ou de qualquer nuança que se apresente.

Cintilante ou opaca, reprimo!...

Menos que tudo ou mais que muito, não aceito!

Se aos prantos eu chegar,

estarei certo de que tudo faz parte do meu contexto,

e que a solução virá em forma disforme...

 

Porque sempre devo ser efêmero!...

 

Os lugares por onde passo não são os meus, mas preciso ficar.

Estas pessoas não são as minhas; querer é preciso.

Enquanto espero, imponho o meu jeito para mostrar os meus defeitos.

Mesmo sem demonstrar, preciso de amigos; sem querer encontrar.

As aparências de tudo são iguais ao nada!

Ideais castrados repreendem qualquer ego!

Ser amado é um estado crônico?

O assunto de todos é notícia vulgar?

O paladino solitário é rejeitado por um exército em transe...

 

Meus sonhos possíveis:

viver momentos,

querer verdadeiro,

sem morrer de paixão...

 

Assim,

mesmo não estando, sempre me encontro pensando,

multiplicando tudo por um palmo de razão,

e dividindo o nada por quase tudo,

de quase tudo...

 

Gandi!

Diga-me: por que você errou? Se errou!?...

Quantas foram as noites abaixo e acima dos trópicos,

que não me permitiram raciocinar.

E por qual razão agora posso?

 

Diante dessas dissonâncias,

mesmo em transes profundos e imperdoáveis,

tento lembrar daquela película de Feline,

da mocinha que era bandida antes e depois;

eternas lembranças...

 

Como seria o pranto da mãe Vietnamita?

Seu filho inerte em seus braços,

membros pendentes,

olhos brancos fitos em direção ao céu de um azul sem estrias...

 

Indira!

Por onde caminhas?...

 

Gente de cidade grande,

costumes rebeldes,

corações irados de insana angústia que se finda,

tal qual o aroma sutil das areias cósmicas...

 

Descreveria Pablito Neruda de qual forma?

Talvez usando apenas as 11 letras de qualquer dialeto?!...

 

Somente algumas coisas...

 

 

 

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