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Francisco Coimbra
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
PALAVRA ALEGRE

a palavra alegre
anuncia-se sempre
a quem a segue



DECISIVO [O] DECIDIR

tenho [h uns dias a esta parte] andado
a tentar escrever um poema dedicado
ao uso da Poesia como forma de intervir
tomando posio sobre nosso destino
entregue como tudo ao tempo do devir
onde a presena humana desatino?

da resposta a esta pergunta fica sendo
o maior motivo do que me trs lendo
ao colectivo uma importncia acrescida
traando deste modo meu o objectivo
pela partilha duma interveno devida
com a responsabilidade como motivo!

fao-o movido inteira solidariedade
pleno dos valor maiores da amizade
reclamando-me mais um a vir dar voz
importncia da Poesia ter militncia
pelo mundo que se abre como a noz
fruto sem afectividade e significncia?

na imagem escolhida fruto sumarento
cada um se permita ler aqui momento
de fruto saboroso carnudo aromtico
com o qual consiga bem dentro de si
necessidade de dar algo programtico
ao que h num poema de mais deci-

sivo e intemporal - ser bem preciso!



ARTIGO 31

DECLARAO UNIVERSAL
DOS DIREITOS DO HOMEM

I
Liberdade, igualdade e fraternidade
entre os homens

quanto mais simples
o que nos chama

mais nos aquece
aces[s]o corao

II
Universalidade dos direitos
do homem

a palavra de cada um ser
a palavra de todos

a partir do momento
a contar de cada verso

III
Direito vida,
liberdade e segurana

tudo est ligado
nada exclui ou omite

a misso da poesia
nada omitir

IV
Proibio da escravatura
e da servido

um s verso pode ser
um poema

[ou - o que se queira]

desde que tenha lugar
nu no Universo!

V
Proibio da tortura
e de tratamentos cruis,
desumanos ou degradantes

um artigo s comea
[ou acaba]
quando est completo

no se faz por decreto
[ou Lei]
o que cada um l

VI
Personalidade jurdica

o gosto deve respeitar
todos os gostos: com gosto

o respeito pela diferena
faz toda a diferena

VII
Igualdade perante a lei

quem chegou at aqui
vai lendo os artigos

perante cada artigo
escrevo e prossigo

VIII
Defesa jurisdicional dos direitos

as palavras sempre alertam
para as suas carncias

esta encontra o par per-
feito com coerncia

IX
Proibio de priso,
deteno ou exlio arbitrrios

se a Poesia mundo
ela no o muda

muda com ele
como fala a Lngua

X
Garantias da funo jurisdicional

aproximar as palavras
deixando-as tocar

o espao entre elas
abertura de flauta

XI
Garantias de processo
e de direito criminal

com a necessidade
de interpretar somos

sermos intrpretes
e termos diversidade

XII
Direito a intimidade
e a honra e reputao

uma relao
de proximidade

uma noo relativa
no osso da intimidade

XIII
Liberdade de deslocao
e residncia

a imobilidade
uma priso

sem razes
ou folhas

XIV
Direito de asilo

quem me acolhe
e no tolhe

[ segurana]

faz-me barco
no molhe

XV
Direito a cidadania

sou do mundo
razo de ser

[ter uma razo]

dou ao mundo
razo de ser

XVI
Casamento e famlia

constituir famlia
no cincia

manter a famlia
deve ser uma arte

XVII
Direito de propriedade

o que se faz
o que nos faz

quem [o] fez
faz 'de vez'?.

XVIII
Liberdade de pensamento,
conscincia e religio

se tudo que fazemos
o que nos faz

devemos poder
ser tudo que queremos

XIX
Liberdade de expresso
e de informao

o que dizemos
quando escrito

d a expresso
da informao

XX
Liberdade de reunio
e de associao

dar a ler
partilhar

reunir
leitores?

XXI
Participao
na vida pblica

na via pblica
estamos na rua

na vida pblica
estamos na rua

XXII
Direito segurana social
e direitos econmicos,
sociais e culturais

estamos na Lua
ns os poetas

estamos na Lua
dando os ns

XXIII
Direito ao trabalho
e direitos dos trabalhadores

a paz o po
o ganha po

temos as rimas
da necessidade

XXIV
Direito ao repouso
e aos lazeres

o melhor da vida
so os prazeres

comer e beber
a_poste procriar

XXV
Proteco social

ter na nao
uma famlia

ler da noo
um Estado

XXVI
Educao

sem Educao
no h regras

sem ter regras
no h Estado

XXVII
Participao
na vida cultural

sem interesse
no h cultura

sem ter regras
fraca a Nao

XXVIII
Ordem social e internacional
e efectivao dos direitos

entre as naes
toda a sociedade

e sem sociedade
no h organizao

XXIX
Deveres
e limites dos direitos

s devo o que dou
do que recebo

tudo o que percebo
o que aprendo

XXX
Sentido da Declarao

nua sensao
a dum regresso

ao acabar sinto
regressar o inicio

XXXI
Todo o heternimo
pessoa e a Pessoa deve

numa sensao
eu represento!

[o fogo a arder
em mim de Mim]

importa saber
quem sou?

[paixo fogo/ feita de amor
paixo gelo/ feita de dio]

a mim a Mim
a ela eu & ela

[toda a Lei comrcio
a regular uma transao]

eu anulo-me
sem representao!

[eu apresentei
nu a sensao]

quando calo
no tenho calo

[tudo pode ser simples
. mas .
a simplicidade difcil]
Assim

{Resolvi partilhar com o Assim [meu heternimo] nossa presena nos Poetas do Mundo!}

biografia:

Francisco Coimbra
, natural de Coimbra, portugus desde 08/06/1956, cursou e completou o Curso de Engenharia Mecnica do ISEC [Instituto Superior de Engenharia de Coimbra] j em 1987/88. Desde 1983/84 tem desenvolvido actividade como professor, leccionando diversas disciplinas, entre elas Expresso Dramtica, presentemente professor do Ensino Recorrente para adultos.

Notas
Escrevo tentando manter uma 'escrita' desde 1975.
Em 1985 publiquei um livro em edio de autor [no tenho nenhum comigo]; outros em fotocpias.
Em 2005 comecei a publicar no Recanto das Letras, onde fui deixando um 'dirio'; registei o seguinte perfil:

Sou heternimo dum heternimo que criei, Assim Mesmo [assina: Assim]. O 'programa potico' do meu heternimo quase igual ao meu: ser aquilo que se escreve, ser atravs da escrita.


franciscocoimbra@hotmail.com

 

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