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Matheus Jos
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Pinguço
[no boteco Terra]

uma dose de cachaça
para nosso máximo esforço

outra dose de cachaça
para esse mínimo salário

outra dose de cachaça
para debochar dessa desgraça

e torresmo batata e lingüiça
para tirar o gosto de suor
e sangue da língua

e outra dose de cachaça
para tirar o cansaço da cara

e outra dose de cachaça
porque mesmo assim viver tem graça

e outra dose de cachaça
porque a tristeza vem e não me abala

e outra dose de cachaça
pois a esperança vem e me embala

e outra dose de cachaça
para nossa força que não se acaba

e outra dose de cachaça
para a amizade que aqui não é falsa

e outra dose de cachaça
porque aqui não há distancia,aqui se abraça

e outra dose de cachaça
porque mesmo na batalha damos risada

e outra dose de cachaça
para essa risada que é escudo e espada

& de saidêra
uma dose de paz e solidariedade
p’ra ‘quele que o outro mata
o chame para compartilhar
uma garrafa de cachaça .


a janta

Se abr[acem
a cem graus celsios
assem o corpo]
c/ suor e saliva temperados
sirva-se na camamesa
e come e lambe um ao outro
hum...!
de noite o amor pode encher
o bucho da alma
da vida
e do dia que se íam
na pele e osso
da rotina.

BUMBA-POVO-BUMBA

bum!
bum!
-ba meu povo.
no terreiro
balasbombasbolsascontas
filasfomesdesvios
injustiças.
Cuidado!
não agache!/ levante
não corre!/ ande
não esconde!/ encontre-se
Matracas e zabumbas fazem silêncio,
esperam o momento...
Zombações são digeridas na tripa do boi.

O boi suporta
O povo suporta
Dançam,
Pois um dia ressurgirá.

RESISTÊNCIA

Embora o medo pelo reinado da morte
alguns verbetes gritam incessantemente
no dicionário
no diafragma
E na alma
ouçam

Subordinados,
A voz os ouvidos os olhos
Cheiram catam e lambem o silêncio

ouçam.

Sonhei que a palavra paz [re]pousava no sono da palavra sonho.

SONETO INFECTADO SUPLICANDO SOCORRO

Onde a vacina contra este vírus
violento que infectou da alma ao osso
da árvore,do ar,da água e do corpo?

Sei que nos hospitais até a Morte,
tossindo sangue e pólvora, suplica
socorro nestas filasfilasfilas...

sei que se vende tanto e simulando
não se sente a violência deste vírus
e sei que suportamos gigabytes
de crimes,crimes e tristezas Mas,
mas dói muito,que espreme e espuma e exausta.

[E pouco sabe-se da dor do outro
Vômito,enjôo,febre,fome,impostos]

Vida?vacina?onde?quando?como?

biografia:

Matheus José
.Estudante e Poeta Membro Correspondente da Academia Brasileira de Poesia-Casa Raul de Leoni-
,nascido em 1988 na cidade de Ponte Nova/Minas Gerais.Reside atualmente em Petrópolis/Rio de Janeiro.
http://apologiapoetica.blogspot.com/

matheusjuze@gmail.com

 

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