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Miguel ngelo Mejias-Cortez Carvalho
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

EVAPORO - ME

DE PÉ...
DELICIO À PASSAGEM DO VENTO,
SULCANDO OS CABELOS;
DESALINHOS DO TEMPO.

DEITADO...
APRECIO À ESTAGNAÇÃO DO TEMPO,
LUZ PÁLIDA; RUGAS AO CENHO...
EVAPORO-ME LENTO...

DORMINDO
APRECIO OS MOMENTOS DE NÃO SE SER MAIS.
BRINCO CRIANÇA...RIO INOCENTE E BRILHO...SEMPRE...
REVEJO AMORES...QUE SE FORAM...
ABRAÇO AMIGOS AOS QUAIS JÁ DISSE ADEUS...
ABRAÇO E BEIJO MEU PAI...
E DIGO COM TODO O MEU AMOR:
-SOU EU PAIZINHO...
SEU FILHO.

MICHELÃNGELO
ARMAÇÃO DOS BÚZIOS


A IMENSIDÃO DE UM TALENTO, PRESO NUM CORPO
QUE SOFRIA...


Envelhecer...É...Depois de um certo tempo na vida, vai
ficando cada vez mais difícil encarar esta inexorável verdade; este
axioma dolorosamente cruel. Uma das minhas terríveis e mais
contundentes fraquezas é, sem dúvida alguma, minha incapacidade
cronica de lidar com despedidas. Este percalço tão comum e
constantemente natural, cria em meu ambiente emocional um turbilhão de
dor desesperadamente fiel ao meu ser emotivo. Discorro sobre este
tema, para tentar explicar o que estou sentindo em relação à morte
desta imensa estrêla, e o buraco negro que ficou com a partida do
imenso Michael Jackson. A música para mim, sempre foi um direcional de
atitudes e uma companhia imprescindível em minha vida; o ar e seu
sabor. Óbviamente, as despedidas no âmbito pessoal e familiar, são uma
cunha profundamente encravada em meu peito, à dividi-lo em duas
partes; momentos de alegria e de dor da saudade. No campo musical, meu
debut de perdas veio muito cedo - na inocência divina da infância -
quando ví o mundo perder a voz que o acalentava [ e também ao meu sono
]; Nat King Cole. Se Deus tem um timbre de voz, com certeza é o dele.
Límpida, linda de suaves nuances aveludadas, era envolvente e calmante
até quando falava; sempre uma referência e uma escola. E com o peso e
a maestria deste cantor e pianísta exímio, meu ouvido foi se moldando,
banhado sempre no que havia de melhor, não importando o estilo.
\'I want you back\' me apresentaria aos Jackson 5 em
1970, ano em que perdi, sem sentir tanto pois ainda não conhecia a
profundidade de seus valores: Jimmy Hendrix e Janis Joplin [ não conto
o Jim Morrison porque os \'The Doors\' nunca fizeram muito a minha
cabeça ]. E foi uma grande inundação de prazer auditivo que se
extendia e se firmava ao som de hits como: \'I`m Going Back To
Indiana\', \'ABC\', \'I`ll be there\', etc. Paralelamente aos \'another
four\', Michael Jackson solo, embrulhava para presente meu coração com
baladas como: \'Ben\', \'Happy\', \'Music and Me\' e outras preciosidades
que só a alma traduz com clareza o que os ouvidos descrevem. E fui
seguindo assim minha trajetória de aprendizado, evoluíndo meu sentido
de musicalidade [ e foi um erro não ter começado minhas aulas de piano
nesta época, talvez não fosse tão frustrado aprendendo sómente aos 41
], até aquele fatídico 16 de agosto de 1977, quando meu mundo sonoro e
o universo como um todo perdemos o inigualável Elvis Presley. O Rei do
Rock, havia pouco, tinha sido oficialmente introduzido a mim, por
força dos bailinhos no terraço do meu prédio no bairro carioca do
Maracanã. Rápidamente percebí que não seria mais o mesmo, depois
daqueles momentos de perplexidade e envolvimento com aquele talento
branco de voz negra e energéticamente bela. Sua morte prematura levou
consigo uma parte desta alma que vos escreve, provocando uma lacuna em
meu peito, e na história da música, que jamais será preenchida. Por
triste ironia do destino, no mesmo dia só que no mês seguinte,
setembro, calava-se a maior diva que o belcanto conheceu: a divinal
Maria Callas. Eu estava à caminho de sair da adolescência, e já havia
perdido meus precoces ídolos.

\'EX BEATLE JOHN LENNON MORTO À TIROS EM NOVA YORQUE\'.
Esta era a manchete saída na parte interna do jornal \'O GLOBO\' em 9 de
dezembro de 1980 pois, devido ao adiantado da hora do assassinato,
naquela cidade americana, os assinantes como eu não leram esta
manchete na capa. Na época eu já era fâ incondicional dos Beatles e
também um dos milhões que esperavam a tão sonhada volta dos \'FAB
FOUR\'. John Lennon era o meu preferido dos quatro, não só pelas
canções solo, como também pelo seu ativismo político/pacifista, que
vinha de encontro ao meu ideal socialista e minha veneração por
Gandhi. Sofri um baque enorme pois ainda estava sob os efeitos dos
lutos por Elvis e Callas e, após acrescentá-lo a este doloroso rol,
sofri o golpe de \'misericórdia\' com a perda mais do que prematura da
maior cantora que este país já viu ou verá: Elis Regina.
Bem...Dissequei o assunto das minhas perdas musicais
apenas para dizer que a passagem de Michael Jackson me desperta para a
realidade de que o tempo está passando e vai fechando uma era, um
ciclo de grandes \'superstars\' que nos embalaram em seu talento, e nos
acompanharam exaustivamente no passar, sem percebermos, de nossa linda
juventude. Hoje, meu corpo vai ficando velho, mas ao rever estes
momentos em minha memória, ao rever o verdadeiro Michael Jackson que
sempre habitará a minha alma juvenil: negro, afinadíssimo, dançante,
vivaz e...Jovem menino. Descarto aquela imagem caricatural dos últimos
tempos, apago as acusações levianas noticiadas, expurgo o lado
doloroso do ser...E... Me envolvo novamente na aura de ternura e paz
de sua anjelical voz cantando \'Happy\', remeto-me ao melhor de mim
jovem e pergunto ao Michael, olhando para o céu; ainda na letra da
canção...That you ?

Michelângelo
Armação dos Búzios


Biografia
Miguel Ângelo Mejias-Cortez Carvalho
- MICHELÂNGELO
Eu me chamo Miguel Ângelo Mejias-Cortez Carvalho, sou
jornalista/chargista, comecei no histórico semanário \'O PASQUIM\', em
1978, com 15 anos, e fiquei por lá durante uma década. Trabalhei
também em várias revistas da extinta BLOCH EDITORES tais como: Ele e
Ela, Carinho, Amiga, Geográfica Universal e Fatos [ Aonde meu editor
sugeriu que eu mudasse meu nome artístico de Miguelangelo para
Michelângelo, o que foi prontamente aceito. Este editor - que é meu
padrinho artístico - era nada menos que o grande jornalista, escritor
e imortal, Carlos Heitor Cony ]. Trabalhei também na REDE GLOBO, na
novela Roque Santeiro, atuei também por um bom período na engajada
revista Cadernos do Terceiro Mundo [ Atual Cadernos do Terceiro
Milênio ], que era editada em 70 países e em três línguas diferentes;
lá eu tinha a página final de humor. Colaborei com diversos veículos
de comunocação do Brasil e do exterior nestes meus 31 anos de
carreira. Em Búzios tive atuação ativa e decisiva como chargista do
jornal PRIMEIRA HORA, o que me rendeu o título de Cidadão Buziano e a
vaga para a Academia Buziana de Letras. Também sou cantor e compositor
[ Toco piano ] e, como escritor e poeta, também faço as letras das
canções. Enfim. A arte habita cada um dos meus poros e eu tenho
tentado ser um dos bons mas, por mais que eu me esforce, jamais
conseguirei outras obras primas como as que eu ajudei a produzir: meus
dois amadíssimos filhos. Neles vejo a presença de Deus e a certeza de
que eu não merecia tanto.
Eu assino MICHELÂNGELO, em tudo o que faço em arte

michelangelo.setucbuzios@gmail.com

 

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