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Merlnio Maia
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

PAZEANDO
Merlânio Maia

Existe um verbo tão belo,
Atual, tão necessário
Que é preciso urgentemente
Tirá-lo do dicionário
Estava tão escondido
Mal divulgado, mal lido
Sequer diziam: - Aqui jaz!
O seu nome é: PAZEAR
Que traduz: harmonizar
E estabelecer a PAZ

Na sua conjugação
Presente do indicativo
EU PAZEIO logo em mim
A PAZ é sujeito ativo
E todos ao meu redor
Percebem que eu sou melhor
Mais produtivo e capaz
Mais amigo, mais irmão,
E até melhor cidadão
Pois conduzo em mim a PAZ

TU PAZEIAS e a vida
Pra ti bela se apresenta
Tens o fardo mais maneiro
Nunca, jamais te apoquentas
Tua família é mais calma
E dentro da tua alma
Há harmonia demais
Há o respeito e o calor
Há concórdia e esplendor
Pois permaneces na PAZ

E na terceira pessoa
Já sei que ELE PAZEIA
E sei que da liberdade
Sua vida está cheia
Respeito e Não-violência
São dele a pura essência
E ele nunca fica atrás
Se a consciência consulta
Vê decência, amor e luta
Na instauração da PAZ

E ao chegar no plural
Eu, Tu, ele, NÓS PAZEAMOS
A força se faz mais forte
E aos poucos nós mudamos
A face triste da Terra
Já começa o fim da guerra
Pois a ação nos satisfaz
Lutamos por igualdade
Por respeito e liberdade
Somos bandeiras da PAZ

Porém se além de nós
Vemos que VÓS PAZEAIS
Já passa a haver alegria
E harmonia demais
E a Terra vai melhorando
Todo mundo vai se amando
Numa corrente audaz
Em tão forte aliança
Levando tanta esperança
Consolida-se a PAZ

Imaginem a maravilha
Se ELES PAZEIAM também
Acabando a omissão
Instituindo esse BEM
Na superfície da Terra
Destruindo toda guerra
Com ações fenomenais
Instaurando a consciência
De um mundo sem violência
Um mundo de amor e PAZ

EU PAZEIO, TU PAZEIAS
E ELE PAZEIA, também
E juntos NÓS PAZEAMOS
Na força do grande BEM
A vida de sonho e dores
Dos grandes pazeadores
Nos pergunta: - VÓS PAZEAIS?
E até hoje ELES PAZEIAM
Não se omitem, nem se alheiam
Pra que o mundo tenha PAZ!

A SAGA DO HOMEM JUSTO
Autor: Merlânio Maia

Contam que um homem justo
Pai de família honrado
Homem de bem exemplar
Caridoso e iluminado
Morreu pra Terra e ao subir
Sem saber aonde ir
Foi dar na porta do céu
Viu o anjo do protocolo
Com um computador no colo
Que o tratou como um réu

Sentou-se numa cadeira
E um computador ligou
Perguntou o nome do justo
Digitou e esperou
E haja a máquina demorar
E o anjo voltou a olhar
Assoprou, deu dois suspiros
Mas surpreso observou
Que a máquina detectou
Que o HD tinha vírus

Ouviu-se um agudo apito
E a tela ficou travada
O anjo ligou pro arcanjo
Que veio dar uma olhada:
-\'Desligue logo o sistema
Que assim desfaz-se o problema!\'
E o anjo fez esta ação
Mas quando redigitou
Não mais ali encontrou
O homem na relação

Mandou logo imprimir
A relação dos fiéis
E o nome daquele homem
Não constava nos papéis
E o anjo tristemente
Disse ao homem: \'Infelizmente
Não lhe encontrei no papel
E sem essa informação
Não posso dar permissão
Pra ninguém entrar no céu\'

E o homem resignado
Pediu-lhe pra informar:
- \'Mas, por favor, me adiante
Devo ir pra que lugar?\'
O anjo coçou a cabeça
E disse: -\'Não se aborreça
Vou dizer, mas me consterno
Tenho o dever de informar
Pois muito bem! Seu lugar
É lá embaixo, no inferno!\'

Diante da serenidade
O anjo surpreendido
Ouviu do homem: - \'Pois bem!
Onde o caminho escolhido?\'
Disse o anjo: - \'É só descer
Lá embaixo e dá pra ver
É uma caverna escura
Nem há controle na porta
Mas lá a sorte está morta
Pois a vida ali é dura!\'

O homem logo se despede
Agradece e vai descendo
E enfim entra no inferno
E por ali vai vivendo
Depois de duas semanas
Chegam no céu caravanas
Com o séqüito de Satanás
Param na porta a gritar
Pedindo pra convocar
O santo arcanjo da paz

Diz o diabo: - \'Assim não dá
Só pode ser terrorismo!!!\'
O Arcanjo sai e pergunta:
- \'Que é isto é anarquismo?\'
E o diabo diz: - \'Quem mandou
Me diga! Quem enviou
Aquele agente sagaz
Que desde a sua chegada
Está mudando a parada
Levando ao inferno a paz?\'

\'Valorizando a equipe
Divulgando a união
Já mudou tudo no inferno
Desfigurou, meu patrão
Ou vão tira-lo dali
Ou faço um inferno aqui!\'
E o anjo diz: -\'Tenha calma
Que eu resolvo o mitiê
Já formatei o HD
E sei quem é aquela alma!\'

\'Foi engano aquele homem
É puro e é muito justo!\'
E assim mandou buscá-lo
E este veio a muito custo
Pois no inferno ele viu
O seu grande desafio
Do ambiente transformar
Já que os sentimentos seus
Sintonizavam com Deus
Em todo e qualquer lugar

O reino dos céus reside
No imo do ser humano
São palavras de Jesus
Resumindo o nosso plano
Quem faz de si esperança
Já é pleno de bonança
E há amor nos atos seus
Vibra em outra dimensão
É feliz e tem razão
Pois já é Filho de Deus

QUANDO ACABA A ELEIÇÃO
Merlânio Maia

No período eleitoral
Candidato vira santo
Bota a cara em todo canto
Favela, sítio, hospital,
Tapera, escola, curral,
Velório, igreja, pensão,
Promete o céu e o chão
Jura descaradamente
Mas muda radicalmente
Quando acaba a eleição!

A teta é bem saborosa
Por isso, quem quer deixar?
O salário é um manjar
E a função é poderosa
A mala preta formosa
Enche os cofres e o colchão
Pois é na corrupção
Que o ganho se multiplica
E a politicalha enrica
Quando acaba a eleição!

O pobre eleitor coitado
Detém o real poder
De banir, cobrar, deter,
E excluir o candidato
Mas o político de fato
Encanta e ilude o povão
Como um piolho malsão
Retorna ao poder de novo
Pra sugar o nosso povo
Quando acaba a eleição!

Mau político tem prazer
De enganar quando promete
Setecentos vezes sete
Promete sem se conter
Sabe que vão esquecer
Nunca houve punição
Não há lei que diga não
Quem paga a promessa é o povo
E o peste vai rir de novo
Quando acaba a eleição!

Pobre do povo enganado
Trucidado em sua calma
Vende o voto e perde a alma
Paga caro ter votado
Não verá do combinado
Nem saúde, educação,
Nem infra-estuturação
Nem água, esgoto ou transporte,
Segurança só na sorte
Quando acaba a eleição!

O que se vê todo o dia
É a briga pelo poder
Quem mais tem mais faz pra ter
E haja dinheiro e folia
A bandidagem alicia
No caos da corrupção
A ética perde a razão
Ser honesto é coisa rara
Falta vergonha na cara,
Quando acaba a eleição!

E a gente sente vergonha
De ver chafurdando em lama
Símbolos que a gente ama
De forma torpe e bisonha
Mas a nação ainda sonha
Botar na grade o ladrão
E sanear a nação
Pra ter sua honra de novo
E o governo ser do povo
Quando acaba a eleição!

biografia:

Merlânio Maia
, poeta, cantador, compositor e músico tema na sua poesia o instrumento que dá voz aqueles que não a têm.
Desde criança que a poesia do seu povo foi incorporada a sua vida e esta poesia popular nascida do cheiro, das alegrias e das dores do mundo primeiro incorporou-se a vida e a voz deste poeta.
Nascido no nordeste brasileiro , porém filho do mundo!

merlanio@gmail.com

 

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