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Z.A. Feitosa
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

DANZA POR PROFESIÓN - VI
[In Asas Queimadas, Ed. Autor, 1981]

Posaste en mis ojos
la ternura caliente de tu mirada,
bebiste en mis labios
el ardor húmedo de tu boca,
tiraste de mis brazos
la envolvencia tibia de tu abrazo,
despertaste en mis entrañas
la erupción magmática de tu interior,
estallaste en mi corazón
la pasión irracional de tu cuerpo...

Sufro, ahora, con tu ausencia
siempre que me abandono sin ti,
siento las llagas que me haces
los dolores de las heridas que no te hice,
me complico gustando así de ti
pues no sé cómo prenderte a mí,
en cuanto tenues hilos van tejiéndose
de la luz de tus ojos,
van tejiendo una invisible malla,
una fascinante red
que va prendiéndome mágicamente
a ti...
..... :::::: .....

TANGO - I
[In Asas Queimadas, Ed. Autor, 1981]

Uñungue...trungue!
El engranaje traga la ceñida pieza,
adecuado artefacto que pone a respirar
ruidosamente el quemante instrumento...

Um...u..um...u...ummmm..um!
Se interrumpe la vibración ruidosa
por la emisión sonora de la voz que sale del pecho
resonante y tibia...

Uñungue...trungue!
El engranaje traga la ceñida pieza,
adecuado artefacto, haciendo con que no se
interrumpan las vibraciones en sonidos
resonante ytépidos...
Uñungue!
Se quiebra el hilo de sonido que se entrenzó en luz
en la fascinación circunspecta e intrusa!
Uñungue...trungue!
El engranaje traga la ceñida pieza,
adecuado artefacto que pone a respirar
ruidosamente el quemante instrumento...
Um...u..uim..u..ummmmm...um!
Se reextiende la emoción en el rasgueo del disco...
Uñungue...trungue!
Se interrumpe la vibración ruidosa
por la emisión sonora de la voz que sale del pecho
más resonante y más tibia...

Se escuha del corazón la exculposa queja
para atenuar la falta que no derivó
de la voluntad propia,
pero de un descuido resultante
de la inercia hablante que una escucha...
Uñungue...trungue!
El engranaje traga la ceñida pieza
adecuado artefacto que prolonga sin quebrar
insustentablemente lo que delicia y extasia,
los temblores de la voz
resonante y ardorosa
Uñungue...trungue!
El engranaje traga la ceñida pieza
adecuado artefacto que hace durar sin cesar
la imaginación que lacera el corazón con sus llamas,
parindo un estridente cariño de un gauchismo
contagiante, con todos los pesos del bien querer
que los corazones entretenidos se piden...

Uñungue...trungue!
El engranaje traga la ceñida pieza
adecuado artefacto que inquieta, desasosega
como última pieza de este tercer instante...
El corazón se transforma en un fuarda voz
para conservar segura y presa, con todo el poder,
esta espresión de sonido que toca el alma;
el corazón se transforma en un guarda voz
para retener para otros instantes sin revelar el fuego
de este momento que se nutrió de energía
transpositiva, un estado de entrelazamiento
como un abrazo...
Uñungue!

..... ::::: .....

VALS SENSUAL - V
[In Asas Queimadas, Ed. Autor, 1981]

Tu presencia, cuando callada,
me dice ternuras
que no escatiman palabras para expresarse...

Tu presencia, mismo callada,
me transmite sentimientos,
cuyo género sólo el corazón descifra...

Tu presencia, hasta callada,
irradia magnetismo y me prende en la fuerza
que emana de tu cuerpo...

Es en el silencio de las palabras
que todos los sentimientos hablan;
una extraña lenguaje que nace de la expresión
de tus ojos azuladamente claros,
de tus labios timidamente refrescados
por tu lengua encarnadamente mojada,
de tus manos astutas, deslizando en cariños,
de tu nariz jadeante, de intermitente aspirar,
de tus oídos atentos a los ruidos mas tenues
de mi cuerpo excitado, tornando embarazoso
el tiempo, instante, que quedo a tu lado
e que me entrego a tu placer...

biografia:

Z.A. Feitosa
é o pseudônimo literário de Zeilton Alves Feitosa, nascido em 14 de Dezembro de 1952, na povoação de Marizópolis, então comarca de Sousa, no Estado da Paraíba, onde experimentou desde criança as dificuldades de sobrevivência dos habitantes do sertão nordestino.

Tem por pai Etelvino Alves Feitosa e por mãe Rufina Gonçalves Feitosa. Cresceu numa grande família formada por uma meia-irmã: Simone; por quatro irmãs: Zuleica, Zuleide, Zulene e Zenaide; e dois irmãos: Zenilton e Zemilton, além de agregados, comum naquela época. Eram seus pais pessoas de poucas posses, que mal conheciam o alfabeto, mesmo assim se preocupavam em oferecer, além de comida, educação e instrução formal para os filhos.

Estudante, ainda, do Colégio Agrícola do Crato [CE], veio para São Paulo em 1972, deixando-se fascinar pela grande cidade, onde passou a estudar e viver. Em 1975, casou-se com Harue Ishihara com quem tem um filho, Hiroaki Feitosa, um grande amigo e incentivador. Em 1977 - ano de nascimento do seu filho - converteu-se ao umbandismo e, juntamente com José A. Navas - seu colega na universidade, fundou, sob a orientação do Balalorixá Jamil Rachid, um templo de umbanda, o qual, em 2007, assumiu a denominação de Casa do Pai Joaquim de Aruanda [CPJA].

Antes de concluir sua especialização em Jornalismo Brasileiro e Comparado, em 1982, na Faculdade Cásper Libero, ele cursou contabilidade na Escola Técnica Dom Pedro II, assim como se fez bacharel em Administração de Empresa pela UNIFMU. Depois de algum tempo afastado dos bancos escolares, voltou a estudar e, em 1986, foi licenciado em Disciplinas Técnicas pelas Faculdades Campos Salles. Três anos depois, agregou à sua formação o título de bacharel em Ciências Contábeis pela FACESP. E, mais recentemente, concluiu o curso de pós-graduação de Gerente de Cidade na FAAP.

Contista e poeta, desde cedo, sentiu-se fascinado pelo fazer literário. Sob pseudônimo, escreveu contos para revistas com apelo erótico. Isso, no auge da abertura política, no início dos anos 80, no contexto de liberdade de imprensa que fora recém-restaurada.

Z.A. Feitosa é um dos muitos escritores que emprestaram finura e ousadia aos contos eróticos, que foram publicados em revistas de grande circulação naquele período. Foram textos escritos sem maiores pretensões, em verdade ao largo de interesses editoriais, preocupados apenas com a distração dos sentidos, mas que surpreendiam o leitor pelo poder de imaginação. Tanto que o melhor de Z.A. Feitosa é, sem dúvida, o seu lado imaginoso.

Sua obra ficou marcada pela combinação rara de lirismo e sexo, que pontificou de forma indelével os seus escritos. Ele soube, como alguns poucos, tratar com largueza os mais diversos temas relacionados ao sexo.

Não é sem motivo, que o seu nome enquanto escritor, cuja produção literária esteve, por muito tempo, voltada para essa classe de revista, ficou naqueles dias, intimamente, ligado ao subgênero literário chamado de literatura erótica.

Z.A. Feitosa conseguiu, graças ao extraordinário dom de captar sentimentos, criar alguns textos de grande sensibilidade, os quais, temperados pelo regionalismo e pelas metáforas incomuns, transcenderam das limitações e interinidades das revistas.

Dono de um estilo ímpar, Z.A. Feitosa ora recorreu à secura dos ensaios ora à brandura do romantismo para contar, eroticamente, suas histórias ou tecer, de forma lasciva, sua poesia, mas sempre fez da efusão do desejo sexual o mais autêntico meio de expressão dos sentimentos mais íntimos.

É fato que grande parte da produção literária de Z.A. Feitosa só faz sentido dentro do contexto das revistas com apelo erótico, mas isso não diminui o caráter irreverente e gracioso de sua obra, que chegou a merecer alguns louvores naqueles tempos.

A despeito do relativo êxito que seus escritos alcançavam, cioso de sua intimidade, Z.A. Feitosa se apartou involuntariamente das letras em junho de 1984, voltando-se, exclusivamente, para o universo dessensibilizante dos números.

Ao se preparar para a aposentadoria, porém, resolveu abraçar de uma vez por todas a literatura. Ao publicar um novo livro de contos, em 2007, e retomar, por meio de um portal na Internet, aquela obra, que foi prematuramente interrompida, Z.A. Feitosa rompeu artisticamente o injusto silêncio literário, que lhe foi imposto, inaugurando uma nova fase em sua vida de escritor.

No início de 2008, trocou, definitivamente, a escrituração mercantil - balanços e históricos de lançamentos contábeis - pela feitura dos versos e narrativas da escritura literária, celebrando sua aposentadoria, enquanto contabilista, com a publicação de um livro de poemas, ao fim de 35 anos de serviços na área contábil.

zafeitosa@gmail.com

 

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