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Sonia Maria da Silva
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

OUTUBRO

Cinelândia
coração da cidade
palco de feito
político
e crítico
no reencontro
rostos amigos.

Brilha
uma estrela
Voando ao céu
Vai longe na América
Latina na História
Na luta incessante
Contra a opressão
Imposta de fora
e de dentro
Da América.

Nas escadarias
Nas flores
Os ausentes
Bailando
Presentes
Nos corações
de todos na praça.

Bandeiras vermelhas
Marés de bandeiras
O vento levando
Na alegria
De se abraçar
O sopro do vento
Que vai embalando
Os outros hermanos
Presentes
Nas lutas
De ontem
E de sempre.

Os sonhos antigos
Tornados mais vivos
N voz que é do povo
Que está a cantar.

Um canto de luta
De todos na luta
Pela hustiça
Do pão para todos.

A fome presente.

Andante a estrela
Justiça
Da esperança
Pão.
Dos povos
da América
Latina
Que atiça
Amor
Que é hora do povo
Bem junto cantar.

.

VIDA

\'...para nascer nasci,para conter o passo de quanto se aproxima,de quanto me golpeia o peito como um novo tremente coração.\'
Pablo Neruda

Para nascer nasci
Para viver vivi
Para amar...

Amo a luz das estrelas
Brilhantes no azul do céu.
Amo o portal de claridade
Das manhãs ensolaradas.
Amo o som cristalino
Da água nos seixos dos rios.
Amo a sombra das árvores
Convidando ao frescor das folhagens.
Amo o gorgeio dos pássaros
E o entardecer de outono.
Amo o trinado das crianças
Tocando as ondas do mar.
Amo a tua presença
E na ausência continuo te amando.
Amo a vida que se abre
A cada amanhecer
Amo a Esperança que nos leva
Para um novo acontecer.

.

GRANDE ALMA, CHE

O corpo franzino envolto na alva roupagem tecida nos encontros políticos.
Os corpos desnudos envoltos no clima de impacto dos rostos de todos.
Os corpos em movimento.
O movimento milenar tecido com o corpo franzino e forte num jogo de corpo e som ancestral.
Os corpos desnudos,aos pares bailando imagens nas mentes de todos.
Os corpos em movimento.
O corpo em jejum pressionando o poder opressor
Há que endurecer
Os corpos desnudos resvalam no chão em formas sinuosas a vida presente.
Os corpos
A imagem da não-violência e do amor como forma de luta no mundo de então.
Os corpos desnudos,estilhaçados,trepidam no chão em lenta agonia.
A morte e os mortos no monte no meio de todos.
A dor, a dor lancinante nos rostos presentes.
O corpo altivo e franzino clamando a união por um mundo mais justo.
Os corpos se atiram, se batem,se lançam formando barreira
Indignação
Dor
Sofrimento
A fuga.
Os corpos se erguendo
\'Hay que endurecer...\'
O corpo franzino em pose guerreira
De encontro com o mundo.
Os corpos vestidos
Clamando nos passos
A luta de todos
\'Hay que endurecer
pero sin perder la ternura\'
Jamais!
Jamais!
Jamais!

.
.

Nasci na primavera de 1950, no 18 de outubro ,no bairro do Catete, no Rio de Janeiro.
Desde cedo brincava com giz e apagador , riscando as paredes dos muros da casa em que passei a viver no bairro de Bonsucesso. Fiz-me professora de História devido a influência de três grandes mestres da década de 70:Maneco, Jacques e Aquino. Há vinte e nove anos em sala de aula , não perdi a Esperança de construir juntos um Brasil melhor.
Pela profissão , comecei a me dedicar ao cinema e aos escritos, e fui tentando aqui e acolá , algumas poesias, militantes e amorosas.
Trago sempre dentro de mim o calor das palavras de nosso querido Neruda, com quem dividi admiração e sonhos com os jovens da Cidade Alta e da Maré.
Tenho em Giordanno Bruno o filho amado ,escrivinhador como a mãe .

 

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