s
s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Nelci Nunes Silva [Cnsul - B.Saudade-Belo Horizonte-MG]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
POEMA AZUL

Nelci Nunes O FALADOR

Dedicado a umas 'divises' de me...

Rompe de encontro ao vento; ela, de olhar faceiro,
Sempre reunindo foras, e; com o sol renasce, no pose,
Labor suave de pensamentos, versos, fbula...
Nesta sua recndita poesia de fina ternura, rene,
Mar, elementos, vozes, brilho; a me e o gesto de amar.
Tins... Parintins, seu corao a Festa de Parintins,
Dos bois, em lugar algum no h, mais enfeitados.
Santa festeira, me que encanta. slaba solta, San...
Tosse discreta, caso de se fazer presente, cantos,
Tantos festejos, bumbo, tambores, tarol e tan-tan...
Nus, anjos, Barroco; me valorosa; filhos, anjos nus.

__________________________________

QUANDO A SORTE VOA

Nelci Nunes O FALADOR

Saio noite.
Ando sem rumo,
O casario passa por mim,
Segue lento, mal iluminado.

Mordo algumas pulgas,
Em busca do tempo perdido,
Teria sido mais feliz,
Depois do primeiro passo atrs.

Estou sendo fumado pelo tempo,
Lembranas montonas, ruins.
Os mortos no sossegam de dia.
Viajam cada vez mais vivos,
Entre um silncio e outro.

Aqui proibido fumar.
Este depenado companheiro,
Solidrio, traga-me aos poucos.
Viajo escondido na sua fumaa,
Incrdulo, desapareo em plena luz diurna...
______________________________________

ESTAO ELTRICA

Nelci Nunes O FALADOR

Esta msica que vem de fora,
Som de antigos negros felizes,
De brancos com alma negra.

Ela emociona,
Provoca arrepios,
De vez em quando,
[Furtivas lgrimas...

Basta ouvi-la,
Em pouco tempo,
Estar danando, extasiado...

O aparelho de som,
Ter o seu volume elevado,
Provocando escandaloso pico de euforia.

Sem estilo definido pra danar,
Basta o movimento de qualquer jeito,
Eis que a magnfica dana desconjuntada est pronta.

a Velha Escola do Funk.
Alegre, despreocupada, eletrizante.
Embalado, voc no percebe o quanto,
[Este ritmo contamina...

POEMA DESCONEXO INCOERENTE

Lenol franzido; fagulha de sono perturbado, rapa de segunda.
O aristocrtico horrio poltico recomea na malfadada tera.
Banco de horas excessivo; sem retorno, tediosa quarta.
Corre cheiro de dinheiro, cesta do bsico; salrio duma quinta.
A ltima bebedeira consciente da semana acontece na sexta.
Religioso excomungado cumprimentando suas ltimas no sbado.
Misria pessoal; frango assado, ningum se importa com o domingo.

Domingo de mazela pessoal; frango salgado, mas quem se importa?
Sbado, amontoado de horas bestas; excomungado, religioso praguejando.
Sexta, ltima frustrada bebedeira da semana de tantas vidas passadas...
Quinta parte de salrio sofrido, sequer cheira a dinheiro novo.
Quarta de excessos, todo o banco de horas no rende mnimo salrio.
Tera recomeo do hilrio poltico eleitoral democrtico obrigatrio.
Segunda, fim de sono perturbado; lenol revirado, cara franzida.
Domingo ferrado com essa quinta remendada do quinto artigo.

Duas festejadas desculpas de esbalde em dezembro.
A proclamada liberdade democrtica de novembro.
Tem esgualepado pensando promessa em outubro.
Avante! Os militares esto perfilados, setembro.
O Governo sempre promete alguma nova em agosto.
Estradas ulceradas; repletas de carros, frias, julho.
Quase todas as mulheres ficam desenganadas em maio.
Nada aqui florido durante este solitrio ms de abril!
Deus salve o recesso poltico! Fuga programada para maro.
Carnaval, estrangeiro atacado sob o parco sol de fevereiro.
Sirva-se do gole derradeiro a fim de esganar a coragem em janeiro.

Ponha vista no mal feito daquele um.
Vamos causar uma reviravolta no tempo, Ns dois.
Seremos falsos heris, cambaios, os trs...

Trs sonhadores desocupados,
Dois foragidos heris fracassados,
Um louco feliz fazendo o que lhe der nas ventas.
Confuso; tem gente brava brigando na feira.
Isto no nada do que voc ou eu faramos,

POEMA MORTO

Quando parto desta vida com alento,
Deus sabe o que fiz do meu talento.

Certo dia,
Quando atinei,
Estava s vsperas da morte.

Na volpia,
Enlevo do pensamento,
Quis enaltecer o inevitvel.

Confiante de que daria tempo,
Fui aos poucos assuntando,
Buscando a forma galante,
[prossigo.

No desejo lamurias,
Estatelado, sem camisa,
Frvola a necessidade de velas.

De escasseada descendncia,
Sem prole vampiresca,
Dou-me ao luxo de dispensar a cruz.

Vou silente,
No quero premissas,
Eplogo sem culto, macumba, rito ou missas.

Amante da msica,
No prembulo da minha sada,
Deixem tocar suavemente,
De Catulo da Paixo Cearense, Luar do Serto.

Esta sonora quebra do glido ambiente,
Vai regozijando os presentes,
Fazendo lembrar que fui muito feliz,
Querendo entender as gentes

Deixe que invadam o lugar,
Minhas sortidas e inodoras jardineiras,
Poupando-nos dessas funreas,
E mui ftidas coroas.

Sem incensos,
Coloridas velinhas,
Ou esotricas pedrinhas...
Carnia no necessita de iluminada
[estrada.

J vou...!
Impoluto, prefaciando o perdo,
A todos que me chatearam,
Sabendo que recproco o
s mgoas que causei.

Despeo-me,
Deso do bonde do mundo,
Grato pelo tempo que nele sobrevivi.

Agradeo aos amigos,
Os poucos que me suportaram.
Benditos os pais pela educao!

Por estes _ seco discretamente uma
Lgrima teimosa.
Eles sabiam de verdade,
Como amar o prximo.

Custa-me caro falar dos irmos,
Que no seguiram tal exemplo.
Amealhando parva em amor prprio.

Gostaria de me despedir,
Dos amigos e familiares,
Agonizante, no disponho de tanto tempo.

Mas notrio,
O quo necessrio , ser grato aos amigos,
Aos entes queridos... Fico pelo indulto.

Se ressuscitar pudesse,
Voltaria como a velha angstia,
vido de tornar vida muito melhor.

Recorreria, certamente,
A alguns saborosos erros,
Corrigia outros e descobriria novos.
Lembrando sempre de que a vida
[assim mesmo, contnua.

Difcil reparar as injustias,
Pois no sei em que tempo voltar,
A tentativa vlida como maneira de remisso.

Sem luxo,
Posso partir em nfimo atade.
De minha me, na mo, ponham-me,
Uma breve recordao.

Lembrando meu pai, sempre alegre,
Deixem pelo caminho sorrisos,
Abandonados os gotejos de lamentao.

Quando sem alvssaras o cortejo sair,
E a multido de fs acompanhar,
Digam que ali vai,
Apesar das intempries,
Um ser muito feliz.

No fiquem para o final,
Deixem que os homens da sapa,
Faam o seu trabalho,
Que as larvas completem a misso...

Ao ser lembrado,
Falem o que lhes prouver,
Carnia no reluta, ou faz defesa.

Mas se de carisma,
For merecedor em recordaes,
De onde estou,
Sintam que agradeo.

Aos que ficam,
Em impoluta batalha,
A pacincia a melhor conselheira.

Desta vida no levo material riqueza.
Aqui deixo para quem quiser,
Toda estirpe de avareza,
Que o vil $3>$3>$3>$3>l pode causar.

... E ao partir desta vida com alento,
Deus sabe o que fiz do meu talento...

Desenhe-me no dedo indicador,
Trs pontinhos reticentes,
S para lembrar ao alvitre que tem a morte,
Que a vida mesmo assim...
[Contnua... Sempre...

Calorento que sou,
A chuva tenho-a em grande estima.
Sei que estar chovendo,
No relutem, deixem-me molhar...

A SADA

Todos os dias,
minha porta,
Vem algum rogar,
[o po.

Todos os dias,
minha porta,
Vem algum buscar,
Alento e po.

Vou ajudando,
Na medida do possvel,
Tambm necessito de amor,
[e po.

Hoje,
Fiquei de sentinela,
porta esperando,
Quem quisesse po...

Amanh,
Quem vir,
Pedir-me carinho,
Palavras e po.

Ontem, sozinho,
Olhava pras paredes,
Sem saber a quem,
Distribuir meu po.

Ontem,
porta,
Sada do meu destino,
Ele veio,
To pequenino!
Tinha as mos sujas,
Os ps descalos.

Ele parou,
Pensei que pediria po,
Antes de ir embora,
Ofertou-me uma rosa,
Furtada em caminhos da vida,
Em algum jardim de sonho.

No haveria de ser nada,
Era s um menino...

SOBREVIVENDO

A vida deu-me talento,
Feliz seria se dele tirasse o sustento.

Penso em quem amo a todo o momento,
difcil sobreviver, mas me agento.

A menina na rua sorri; no atento,
Sai apressada, sem se importar com meu desalento.

Nesta vida que passa correndo,
Tenho medo, sigo morrendo...

Ficando velho, ranzinza, lazarento,
Todos me olhando, achando nojento.

Quando parto desta vida com alento,
Deus sabe o que fiz do meu talento.

ENCENAO PUERIL, 1968.

Enfim, est morta.
Passada de abandono, de tanta ira,
De tudo quanto detestara.
Amofinou de qualquer jeito, largada.
Evapora veloz, sabe para onde? ... No ajuza!
Nunca marejou alguma protelada importncia...
Em qual mundico vivia penando em fteis risadas?
Falida, vai sem rumo, ausente de filosofia pra se agarrar.
Voou solitria, quem jurava ir junto, mentiu.
Nada quis encontrar no eterno imaginrio.
A fisionomia horrenda era a que eu, escondido amei.
Sim, este rico, infinitamente pobre, miservel, fui eu;
Muitas vezes por ela, desprezado.
Tudo que possua veio custa de credirio.
Caminhava entre mobilirio antigo, mal cheiroso.
Sob chuva, ao anoitecer, na fila, farmcia do governo, rogou abrando.
Vou salgar anncio no jornal, a cidade dever intil, saber...
Definhou aos poucos, solitria, desprezando formalidades.
Deposito vergonhoso, rosas neste cho sapeado, de lpide ausente.

Biografa:
Nelci Nunes O FALADOR

DADOS BIOGRFICOS DO AUTOR:

Filho de Jos Gomes da Silva, lavrador e Maria Moreira Miranda, do lar, Nelci Jos Nunes Silva nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 20 de maio de 1968. Iniciou seus estudos na terra natal depois de ter morado em Bananal de Cima, Barra do Rio Preto, hoje Novo Horizonte, distritos de Tarumirim, Minas Gerais. Residente em Belo Horizonte, onde cursou o magistrio no Colgio Tiradentes da Polcia Militar de Minas Gerais, turma de 1996, rgo em que servidor.

Embora desde menino gostasse de ler e escrever, sua estria aconteceu com a fbula Alvoroo no Brejo, 4 lugar na V Coletiva de Arte PMPE de Pernambuco, 1996 e 1997. Participou de cinco antologias: Antologia de Literatura e Prosa PMPE, Pernambuco 1996 com o conjunto de obra Tarumirim, em 1997, com a poesia Minas Gerais e o conto O Assalto. Antologia do II Concurso de Contos e Poesia, Palavra de Mestre, SINPRO/MG [Sindicato dos Professores de Minas Gerais], Coletnea dos Poemas Premiados e Classificados da Academia de Letras Guimares Rosa da PMMG 2003, poesia Vida de Polcia, Polcia Pela Vida, em 2004, sob o pseudnimo de Alexandre Ramos com a poesia Minas Gerais.

Possui os seguintes prmios e participaes literrias:
V Coletiva de Arte Pernambuco PMPE, 4 lugar, 1996, fbula Alvoroo no Brejo. Prmio Palavra de Mestre SINPRO/MG, poesia O Galo Clodomir, 1997. VI Coletiva de Arte de Pernambuco PMPE, 1 e 3 lugares, 1997, poesia Minas Gerais, conto O Assalto. Prmio Nylce Mouro Gontijo de Crnicas, 1998, da Academia Divinopolitana de Letras, crnica O Dia da Mulher e a Mulher do Dia, 1 lugar. Prmio AMULMIG 2004, da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, conto O Menino, Concurso literrio Externo, 'Euclides Marques Andrade' de Conto, categoria Vencedor.

nelcinunes@gmail.com

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s
s