s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Guarac Pach
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

EU ME CHAMO VOCÊ

Eu tenho escrito cartas...
Eu tenho contado as estrelas,
Meu coração anda batendo sozinho,
O que fizeste comigo?
Eu rio de coisas que ninguém mais sabe,
Há quem se assuste com meu olhar perdido,
Com menos importância tenho vivido os dias,
Acordo a noite só para ver a lua,
Encontro versos simples... Saltitantes nas pautas de meu caderno.
Outro dia me senti folha solta,
E o vento correu comigo...
Brinquei de me esconder entre os passos de gente triste e apressada.
Era eu vivendo um sonho
E um sonho vivendo meus dias.
Nada mais sei,
Não sou mais eu,
Desde de que fui você.

.

LÁGRIMAS...

As lágrimas são palavras que não nasceram,
Sentimentos que se calaram,
São sorrisos que não vingaram,
A fé que foi desmentida pelo desespero.

Lágrima é a voz dos resignados,
É o fruto da paz roubada do peito ainda verde
Que se perdeu sem ser provado,
Água que transbordou do leito e segue sem rumo.

Lágrima é o grito que não pôde ser ouvido,
São reticências colocadas no final de quem não quis continuar,
É o momento de dar o nó na garganta,
É a angustia expelida por fustigar a alma de quem não pôde amar.

As chuvas são lágrimas de uma estrela que apagou,
É a tristeza que cansou de ficar no canto,
É o canto de quem não tem motivos,
É o motivo de quem desistiu e se entregou.

Deus fez a lágrima para expressar o que o medo revela,
O que a alegria não supera, a verdade que não pode ser dita,
A dor que não pode ser sentida,
O destino que não pode ser mudado, somente vivido!

.

INEVITÁVEL BUSCA

Eu queria falar desta fome infinda,
Que varre o peito e desenterra a alma nua.
Retratar em prosa ou versos os motivos infames
Que nos trazem à vida.

Ah Deus! Queria eu avisar a juventude,
Escrever-lhes um mapa abreviando o caminho
Antes que fossem devorados pelo desejo de ter o outro
Mas, já é setembro e a primavera roubou-lhes a inocência.

Plantemos agora os sentimentos,
Deixemos pois que as águas movam os moinhos,
Talvez, assim, o inverno não seja tão frio,
E a saudade levada pela brisa encontre seu destino.

Será, pois, o amor o desterro que todo coração busca,
Solitário, feito para alimentar um corpo,
Mas, que, insensatamente, insatisfeito, insano,
Tentará alimentar outro.

.
.

Sou carioca, Teólogo, Psicanalista, Psicopedagogo e atualmente aluno do Curso de Direito, nasci em 1968, comecei a escrever com 13 anos. Minhas poesias sempre foram instrumentos usados pelos amigos de infância para conseguirem namoradinhas. Passei algum tempo sem produzir nenhum verso, praticamente uns 15 anos, me dediquei neste período aos estudos e a profissionalização, aqui no Brasil só os acadêmicos vivem de literatura, o resto precisa dar duro, e, eu que nem me considero poeta, não podia me dar o luxo de ficar escrevendo... Fui me preparar e especializar, mas, depois de ter buscado conhecimento, ví que estas formações só foram possíveis pela estrutura inicial, deixada lá atrás, quando ainda menino, e num rompante, meio que por instinto de resgate, voltei a escrever. Tudo que havia produzido antes se perdeu, e o que resolvi fazer desta vez foi tentar não perder, e neste processo ví a vida juntar em um livro essas poesias mais recentes, ví esse livro ganhar forma, despertar interesse para publicação, mas tudo muito por acidente, sem que eu pudesse gerir, como se tivesse vida própria, se lançou na Bienal Internacional do Livro de 2003, sob o título Profecias de Um Só, continua seguindo seu curso, tocando pessoas. Este ano lancei meu segundo livro, Inevitável Busca, um e-book que vai seguindo seu destino como seu irmão mais velho. É a vida, a letra esta viva, o poeta só lhe sopra para dar impulso, eu que não sou poeta decidi terminar minha existência me diluindo em palavras...

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s