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Max da Fonseca
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
max_caos@hotmail.com
Biografia

Max da Fonseca, baiano, nascido em Salvador sob o signo de Aquário em 1991. Recebeu dos amigos Fabrício de Queiroz e Lucas Matos uma ponte até à poesia e começou a escrever aos 12 anos. Hoje, aos 18, editora, junto a Fabrício de Queiroz, a revista literária Na Borda da Xícara que vem começando sua jornada no cenário literário.

Mantém um blog:
http://maxdafonseca.blogspot.com/

_____________________________

\'Eu o classificaria como um garoto que muitos dos mais velhos gostariam de ter sido quando eram garotos. Ele evolui e modifica a sua forma de escrever numa velocidade estonteante, como é típico na adolescência a inconformidade constante. Seus versos possuem um forte impacto, sendo este o principal ponto de sua poesia, já que ele não possui uma linha de pensamento definida: pode escrever sobre qualquer coisa em qualquer época, sua criatividade é invejável e sua inspiração vem da essência do mundo como ele o vê. Cada poema seu merece ser lido várias vezes, só para que se sinta a sensação causada pelos versos, para que possamos sentir raiva, amor, inveja e sentimentos tantos que são comunal a muitas vidas e que o poeta Max consegue transmitir com primazia\'.

*Fabrício de Queiroz Venâncio, sobre Max da Fonseca.

max_caos@hotmail.com

SOBRE SOLDADOS E SORRISOS

No retrato, recordo o sorrir.
Um ato já tão banal pra mim
que simulá-lo pro espelho,
afim de me convencer algum prazer,
parece tortura, loucura, miragem.

A barba por fazer condiz ao ego
já tão sofrido e massacrado.
Desacredito que ser soldado,
dito condecorado patriota,
seja ser um cidadão tão bom assim...

Eu não nasci para matanças.
O olhar pueril de um civil inocente,
quase sempre, me martiriza:
O meu fuzil treme e, abalado,
não consigo ir ao disparo...

Tranqüiliza-me perceber o humano
que ainda me contém. -Não é o fim.
Penso, esperançosamente,
crente que o sorrir não será, pra sempre,
um impotente sonho ideológico.

Dizem que muito logo acabará,
essa guerra desprovida de um sentido,
que me convença da necessidade de um tiro.
Anseio a permissão para piadas inocentes;
anseio pelo regresso ao tempo do sorriso.

[Max da Fonseca]

____________________________

PUERIL

Nasce com uma martelada na cabeça
e segue saudavelmente enfermo.
Lhe habita um inferno não notado
pelos anos datados como infância.

Aprende um idioma, uma idéia
que nunca foi a sua de nascença.
E descansa sua vontade de pensar
na prática preguiçosa da aceitação:

\\\\\\\'Nunca dizer não! Nunca dizer não!\\\\\\\'

Aos dez até faz catequese,
mas já cansado dessa cama cristã...
Acorda sua preguiça e procura-se,
desce em tobogã rumo à consciência.

Melado pela merda de outrora;
inconformado pela hora de agora.
Escala a montanha do protesto,
incestuosamente confessa-se descrente:

\\\\\\\'Eles mentem! Eles mentem!\\\\\\\'

E na trama da arte que marca,
a juventude é uma arma.
Pois que tremam os palácios:
o encanto acabou.

[Max da Fonseca]

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PERDÃO

Despertei entediado e no ócio do acaso
Joguei o barro, fiz o homem.
Dei-te um mundo pra morar, leis a acatar
Fiz a culpa, o pecado, o julgo
E já o julguei condenado e sem redenção.

Dei o corpo, a mente, a alma -o absolvi-
Ofereci a capacidade de amar, de se apaixonar
Mas fiz um jogo de intrigas e inspirei a disputa
E o homem se fez, em normas cultas, vilão
Um do tipo liberto, esperto e safo.

Criei a moral e a ofereci ao homem
Fora um pacote bem cheio, diria perfeito
Com honra, nobreza, valor e honestidade,
Mas por amor -enamorado de si mesmo- recusou
Preferira a vaidade.

Desvirtuado eu o ameacei, o exilei do paraíso
Quase seguro que estava certo, o homem pulou o muro
E por caminhos incertos andou
Na margem do Rio dos Sonhos, o homem tropeçou,
Caiu, se afogou. Paciência...

Saiu pensando ser eu, inventou a ciência
-Aprendeu a criar-, mas eu mereço -ou não-
Não fiz nada direito, não fui bom como devia
E hoje me resta uma poesia pra me redimir
Faço desses versos meu perdão:

Versejo nesta carta em desculpas a mim mesmo
Desculpa por ser mais um filho da puta -burro-
Por criar a minha imagem e semelhança o homem -feio-
Por desenhar rabiscos ordinários e chamá-los sentimentos -secos-
Por não aperfeiçoar a minha cria, fria, e prostrá-lo de joelhos.

Perdão a mim mesmo por não ser perfeito.

[Max da Fonseca]




 

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