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Henrique Eduardo de Oliveira
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
PONTA NEGRA

Ponta Negra, um dia, inda me lembro
Dos luais que fazamos no passado
Na beleza desse cu todo estrelado
Onde a noite era apenas uma cano.

Das famlias que chegavam de mansinho
Sempre em busca de um dia ensolarado
Ou apenas um descanso, lado a lado
Onde aos poucos se espalhava a multido.

Sua duna, to bonita e majestosa
Todo dia sempre era disputada
Como , todos tinham a chegada
No mais alto ponto a se escalar.

Onde as mquinas produziam tal momento
E as pessoas simplesmente se encontravam
Diante da vista que vislumbravam
Extasiados, sem ter hora pra voltar.

E o sol convidava a um belo banho
Nessa praia de gua pura e cristalina
Transformando em descanso, a rotina
Que levamos, no trabalho, a cada dia.

Enfim, na vila, os turistas encontravam
O sorriso dessa gente hospitaleira
O trabalho do arteso e da rendeira
Contagiando com o seu canto me magia.

Mas hoje, Ponta Negra, eu no encontro
Este mundo encantado de outrora
Seu presente, pouco a pouco me apavora
Quando volto, bem cedinho a caminhar.

E observo como ests abandonada
Com esgotos despejando a cu aberto
Seus dejetos mal cheirosos e quase certo
Comprometendo a beleza desse mar.

E a noite, quando dou minha voltinha
Pelos bares mais famosos dessa orla
Me deparo s com violncia e droga
Assustando o namoro dos casais.

Que, com medo, vo sumindo a cada dia
E hoje mesmo sendo a noite enluarada
S avisto pelos bancos da calada
Drogados, prostitutas e nada mais.

E os pescadores, l da vila, foram embora
Para praias mais distantes da cidade
Por que hoje, com tanta modernidade
Em casas simples, no se pode mais morar.

E o comrcio foi crescendo sem ter planos
Nos roubando o sossego do passado
Tudo em volta foi sendo industrializado
Extinguindo para sempre o arteso.

E hoje sinto que o turismo tem crescido
De uma forma tanto quanto indecente
Pois a mdia tenta induzir nossa mente
Que prostituta no puta, profisso.

Mas, um dia, Ponta Negra, eu acredito
Que o seu brilho ainda possa brevemente
Ser a forma natural e diferente
De atrair multides em sua volta.

Mesmo assim, gostaria que soubesse
Que seus filhos potiguares inda te ama
E que sempre mantero acesa a chama
Pois, curtir sua beleza o que importa.

O GATO PRETO

Numa noite frienta
Tarde da madrugada
Perto da calada
Da Praia do Meio.

Nasce mais um gato
Sem teto, sem dono
Vtima do abandono
De um mundo alheio.

Se era engraado
Isso pouco importa
Pois, o que se nota
Revelante de fato.

que cometera
Na vida, um erro
De ter nascido preto,
Um grave pecado.

Sua me certo dia
Por comida, procura
Atravessando a rua
Foi atropelada.

Ficando o gatinho
Perdido em seu mundo
Faminto e confuso
No meio do nada.

Se algumas pessoas
Lhe davam carinho
Outras, de mansinho,
Queriam aprontar.

Maltratando o gato
Dizendo ter medo
Porque se era preto
Ento, dava azar.

Me recordo um dia
Que um pai, simplesmente
Se sentiu contente
Por ter assustado.

O pobre gatinho
Junto com seu filho
Como se aquilo
Fosse um grande ato.

E o gato, coitado,
Vive se escondendo
De um mundo ingnuo
Que se diz cristo

Que vive pregando
O amor e a bondade
Encobrindo a maldade
De seu corao.

Pois, quando ele encontra
Um conforto amigo
Tem sempre um motivo
Pra algum alertar:

'Este gato doente
Nunca foi vacinado
Se no tiver cuidado
Poder lhe matar'.

E nesta noite observo
Que o gato ao meu lado
Meio desconfiado
No me pede comida.

Fitando em meus olhos
Parece-me dizer:
O que me d prazer
lutar pela vida.

EU GOSTARIA DE SER...

Eu gostaria de ser uma TV
Para que os meus pais tivessem
Tempo de olharem para mim.

De ser um jornal, livro ou revista
Para que eles pudessem
Ler o que sinto, enfim.

De ser seu sonho por uma noite
Para que eles vivessem
Minhas esperanas perdidas.

De ser o rdio do seu quarto
Para que eles sintonizassem
Minhas palavras perdidas.

S no queria ser agora
Esse algum abandonado
Sem ter ningum pra me escutar.

Meus pais se sentem to felizes
Mas, no percebem que seu filho
Se encontra ausente, meditar.

Por isso, triste a minha vida
E essa tristeza sem a escrita
Vai ser difcil de explicar.

Todas as crianas do meu bairro
Tm sempre algum, junto ao seu lado
Para brincar e conversar.

E aqui, somente os meus brinquedos
Com quem na vida eu procuro
Ser um algum, desabafar.

Mas, como isso impossvel
Perdido no meio de tudo
Perco a vontade de brincar.

Enfim, a noite em minha cama
Me faz crescer a amargura
E calado, comeo a chorar.

Eu gostaria de ser uma TV
Para que os meus pais tivessem
Tempo de olhares para mim.

biografia:
Henrique Eduardo de Oliveira

Nasceu em 15 de julho de 1968, natural de Natal/RN, poeta desde os 16 anos e possui diversos trabalhos publicados em forma de crnicas e poesias.

henry-oliveira@bol.com.br

 

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