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Tania Montandon
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Saudades do esquecido

Oh tempo que passou...
Se j existisse o videocassete
Para imagens que o ser gravou
Dentro de si no canal sete

Oh tempo que passou...
Quantas infinitas vezes
Perco porque no rebobinou
As dos lindos cavalos monteses?

Oh tempo que chegou...
Como triste e avarento
S tragdias e desalento

Oh tempo que chegou...
Passa por sobre o filme
O anjo que ali voou


Livro

Uma preciosidade sinttica
A comunho do abstrato com o concreto
Material de valor raro
Exige grande esforo
Uma bonita prova da diferena
Possibilitada pelas circunvolues cerebrais extras
Do ser humano ante os demais seres

A eternidade

Na grande dependncia
De um ponto de referncia
Reina a intendncia

Da viso infinita
Porm dados objetivos
Delimitam o amparo
Angustiam a estirpe
Dotivam um sonho raro
Viver eternamente

Desprezo ao decorrente
Dos limites mundanos
Viagem quo abrangente!


Sexo

Carne enxarcada de brilho
Sedas luas percorrendo o trilho
Somas nuas a banhar no rio

Deleite csmico pelo qual sorrio
Nada, tudo, galvaniza o desvario

Lama, lamba, ama-lhe
Cama, samba, bamba-lhe
Suando viajante de terso brio

Como um rio
Nasce, cresce, reparte-se
E morre...


Um caminho estreito

Muitos comportamentos h no meio
Personalidades diversas
De quantas fontes surge a Lei?

H margens de erro dispersas
S um louco faria aquilo
Soltaria o cerne de seu ser mais ntimo

Sob tantas garras de crocodilo
No sobraria nem um fio de cabelo nfimo
Porm o impinge a honra da integridade

Expor-se a todos males tribais
Abster-se do tolo apego unidade
Para sobreviver a estes instintos canibais

Medo: eficaz preveno

To jovem e j com o fsico comprometido
Por balas de pistola no peito

Devido a desavenas guerris
Nada a fazer alm de esperar

A cruel e certa morte avanar
Morre por uma douta causa

S no possui o consentimento
Para participar de seu contedo

Resta rezar...
...para tal guerra no comear



Ponto de vista

Do alto se v que forte
a compulso a se maltratar
Troque de lado e admire o porte

Da natureza sob o altar
E as guas fluem com destreza
Seguindo o prprio fado

Assim no cansam tal beleza
Revoltando-se de mal grado
Porm todo terreno esbange um lago

Cujas guas renunciam correnteza
Mostrando qual um outro lado
Por detrs de toda certeza


Violncia

Violando a essncia do ser que aprende
Importunando a si prprio por longos anos
Alimentando toda a carncia subjacente
Talvez obrando um desvio raquidiano
Eis uma face humana natural
Nem Hitler, Sadd ou Nietzsche...
Ante teorias qual do fetiche
...

Sbio elefante

Uma tromba de elefante
Invade alheia privacidade
Grande bala de canho triunfante

Explode-lhe a cabea com intensidade
Ainda vale um vintm sua pele
Ou seu couro volumoso

S no h quem considere
Seu ato qualquer crime doloso
Tem memria, inteligncia

Tem bondade natural
S no tem humana conscincia
Que abale sua calma pr-mortal


E haver um dia...

Quantos anos tem o menino? Doze.
Nessa idade eu j trabalhava por meu po.
A senhora morreu. Qual a idade? 96. J era tempo.
E quanto aos anos bissextos e os meses por se nascer Prematuro?
Coitado! Nasceu dia 29 de fevereiro.
Passivo de coito todos somos. Mas essa data...
H tempo para tudo. Mas para tudo, qual o tempo?

Gnese

Qual ser o limite de qualquer desvio no grande Dharma Natural?
Qual ser a medida da influncia humana no desenvolvimento universal?

Transcendendo sistemas solares e galxias
Sob grandesplendomagnfica inteligncia
As cristalizaes materiais dispersam-se
Harmoniosamente originam ento

O grandioso universo mental
Energia prnica em abundncia
Movimentando espcies e monumentos

Mantendo a Justa Lei
Mesmo que em submisso
De certos espritos grande iluso

Individual

De chofre pisca calafrios
Percorrem a alma mineira
Ridiculassusta primos e tios

Ecoa tud bem, sorrateira
Santo esporte, remdio-mor
Golpes poticos da marcial arte

Expande energia ao redor
Massageia a estima at Marte
Nem se pretende fazer

A todos em tudo
Qualquer pouco compreender
Moda comportamental um absurdo


Juzo da razia

Com o estridor do Toque de Recolher ensaiado
Atacando a sobriedade cotidiana da grei
Aprisiona qualquer liberdade de movimento vo

Incitando toda a gente a ficar preocupada
Qual esperana furta-se inclume
Funestos atos de abjetos nscios fuinhas

Frgido nncio a premer as campainhas
Foi na reide que expirou
- nova pstume

Boto, apertou, que importa?
Beto, Cris, Cludio, Neco, surgis
Peo ao cu, s esta vez, abre a porta


Desventura inslita

Vinda ao belo e ar e sidra
Contgua ao amarelo na descida

Esparsa forma adormecida
Pesa o peito de si Cida

Invade em doesto a tersa tertlia
Inquo inhame de coco D. Jlia

Como cicuta age tal fel feito
Sem aval, azar de enextirpvel jeito

Aniquila bem e zen, um zs
Inerte fsico o cu lhe traz

Tania Montandon

Rondel:
Papai Noel,


Esperei por todo um ano
Pra ter direito a meu pedido
No quero muito no
Apenas um beijo cndido

Que inspire dois coraes
Ao ar livre saltitando
Esperei por todo um ano
Pra ter direito a meu pedido

Duas almas em sintonia
Cantando, sorrindo, vibrando
Uma nova chama de alegria
Esperei por todo um ano

Concreto e Palavras

As trilhas passam ligeiras
Mal as posso vislumbrar
So como estrelas passageiras
De referncia, um outro lugar

Caminho, parada, apressada.
Rumo paralelo ao destino,
Intento tomar no vagar,
Distanciando-me do mal desatino

Estou presa nas correntes da mente,
Que impede o mundo - pois este no a compreende -
De girar em seu tempo e espao.

Contudo, prossigo, crente
Carregando alguma qualquer cruz dolente
Pra esperar, contente, uma fonte de paz.

Profaneu

Eu, eu, eu, s, eu...
Por qu?
Pra qu?
Como posso ser?!

Nasci
Cresci
Sofri
Morri

Do excesso
Deus
Dcs, *
S deus

*morte em francs 

biografia:
Tania Montandon

Nasci em Uberaba, aos cinco anos de idade mudei com minha famlia para Ipatinga porque meu pai foi transferido no trabalho. Trs anos e meio depois, mudamos pra Uberlndia, onde vivemos at ele se aposentar. Em 1994, mudamos para Belo Horizonte, onde moro ainda com meus pais. Ao terminar o terceiro colegial, fiz intercmbio na Nova Zelndia e fiquei l por sete meses e tive que voltar por motivo de sade. Sempre pratiquei esportes: na juventude, dediquei-me muitos anos ao tnis competitivo, colecionava trofus. Quando voltei do intercmbio, comecei a perder o interesse pelo tnis e fiquei fascinada com tudo sobre a mente, a linguagem e comecei a ler tudo que conseguia acessar. Fiz Psicologia na FUMEC. Adoro a psicologia terica, a filosofia, a literatura e lnguas - formei-me em ingls e em francs avanado, tenho o FCE de ingls e DELF e DALF de francs. Possuo esquizoafetividade, o que dificulta bastante - para as coisas mais banais preciso fazer muito mais esforo do que qualquer outra pessoa. Ento no dei certo nos empregos em empresas. Mas a arte passou a ser minha vida, minha alegria, parte de mim, da minha alma e do meu corao. Em 2005, publiquei meu primeiro livro de poesia 'Viagem ao Lu' pela editora Armazm de Idias, com ajuda da famlia e produo independente.

no4949@gmail.com

 

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