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Silvino dos Santos Potncio
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
sspotencio@yahoo.com.br
Biografia

Silvino  dos Santos Potêncio

O meu nome  é Silvino dos Santos Potêncio, e sou natural da Aldeia de Caravelas no Concelho de Mirandela – Trás-Os-Montes -  Portugal.

-  Sou o Autor de  alguns Livros de poesias  já desde os anos 70  com o primeiro título de Poemas de Angola -  “Eu o Pensamento e a Rima” onde eu vivi por quase 11 anos. Depois  escrevi “Curriças de Caravelas” sendo este trabalho uma colectânea de poemas em forma de trovas comentadas sobre os usos e costumes da aldeia típica Transmontana – Nordeste de Portugal.

O Livro “Poesias Soltas” é uma colectânea em aberto e alguns dos poemas estão publicados na minha Página Literária www.silvinopotencio.net 

Tenho também obras em prosa que reunem as minhas crônicas dedicadas ao Mundo da Emigração Portuguesa das últimas décadas,  pois eu mesmo vivo no Brasil desde 1979 como Emigrante.

Aqui eu vos deixo um fraterno Abraço poético a todos(as).

Emigrante Transmontano em Natal (Brasil)   

 

Eu sou!?...

 

Eu sou aquilo que sou,

E não aquele que querem que eu seja!

Não me importa o ângulo por onde me veja...

Foi Deus que disse; assim seja.

 

Eu sou aquilo que sou,

Aquilo que ninguém me fez ser...

Eu sou aquilo que sou e serei até morrer!

Foi Deus que disse; é este o Meu Querer.

 

Não quero ser outro qualquer,

Nem me façam ser de outro jeito...

Porque eu sou assim cá dentro do peito!

Foi Deus que disse; está feito.

 

Na alma e no coração...

Eu sou aquilo que eu sou,

- E disso eu não abro mão, e está encerrada a questão!

Foi Deus que disse; é este o teu condão.

 

Eu sou aquilo que eu sou,

Enquanto o meu ser me sustenta,

Este corpo de cor incolor quase isenta...

Foi Deus que o disse; quando me deu água benta.

 

Transparente a todos vós,

Trago genes dos meus avós,

Que já passei aos meus filhos,

Foi Deus que disse; aqui tens os teus cadilhos.

 

- Iguais serão os meus Netos!Que vão em busca dos trilhos,

Que vivem o seu teorema, A quem deixo este poema,

E... em herança dos meus afetos.

 

Eu sou aquilo que sou...E não aquilo que fui, nem aquilo que eu quis ser.

Já esqueci o passado... sou só eu, aqui ao meu lado!

Foi Deus que me fez assim moldado. 

 

As Curriças de Caravelas  ( Parte L)

 

Lá longe da minha janela,

Eu vejo as tuas Curriças!

Sempre serás a mais bela,

Aldeia que me enfeitiças!

 

Cantinho do meu Portugal,

Que eu guardo em pensamento...

Viver longe é o meu mal,

Viver perto me dá alento!...

 

Imagens que me trazem saudades,

Da Aldeia onde um dia eu nasci!...

São gentes que não sei a idade,

Pelo muito tempo fora que já vivi!...

 

As gentes da minha aldeia,

São cheias de tradições...

No peito de uma Alma cheia,

  Onde cabem tantos corações!

 

As trovas do meu coração,

Eu as faço aqui bem singelas...

Escrevi muitas pela minha mão,

Para o POVO de Caravelas!

 

Da Casa da Nossa Avó,

Ela me arrastou pelo chão.

A Professora era uma só,

E se chamava Dona Conceição!

 

Quase quatro anos passados,

Depois daquele dia em diante...

Fugi das curriças e dos bardos ,

E dos cordeiros eu fiquei distante!...

 

(in: CURRIÇAS DE CARAVELAS – TROVAS COMENTADAS)

Autor: Silvino Potêncio 

 

Ali... na beira da praia!...


- Ali na beira da praia,

...onde a onda se desmaia!...

Falente de emoção,

- como a cantar a canção,...

Da Lua... que lá do alto,

- gira-mundo em sobressalto!

Dia e noite sem cansaço,...Ela se deita naquele regaço!!!...

 

Da praia que me faz saudade,

Dos tempos da tenra idade...

Onde o amor não tem preço,

Nem sequer a cor eu conheço!

 

Das nuvens que ali me cobrem, de beijos...

Ali na beira da praia... Eu mereço!!!...

Que até, de mim mesmo eu esqueço!

Do Sol da cidade escaldante, em desejos...

E da tua silhueta sem turbante,... Vai fundo, que eu sou teu amante!...

 

Ali na beira da praia,...

É onde a areia se aquece!...

- Onde a memória me enriquece,

Por dentro este baú de saudade.

Do tempo da tenra idade,

Em que tudo era vontade,

De amar!... de cantar!,... de espraiar... Os sonhos do meu olhar!

 

Este calor de “ófurô”,

Que aflora e diz ser o teu amor,

Que se esvai, e que se apaga...

Ali nas ondas do teu estertor!  

Ali na beira da praia,

-onde a onda se desfolha...

Se enrola... e se desdobra,

Tal qual languidez feito cobra,

Por entre os poros e pêlos,

Que te cobrem todos os zelos!...

 - Que me chegam de cá de dentro, Do peito, e da minha obra!.

Qual morada da Sereia que ali,

- Ali na beira da praia,... É onde a onda se desmaia...

Meu Castelo de Areia eu levantei, em pensamento,

- É... onde eu vivo este momento!

 

(IN: “Poesias Soltas”)

Autor: Silvino Potêncio – Natal/1980

 

 

 

 

 

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