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Paulo Monteiro
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Rubay

Paulo Monteiro

Neste mundo de coisas abjetas,
onde falam por Deus falsos profetas,
da mesma forma que nos tempos bblicos,
Deus fala pela boca dos poetas.

Soneto Branco

Paulo Monteiro

Quando te escuto ou vejo me parece
conhecer-te, querida, h tanto tempo
que at nos vejo lentos, de mos dadas,
passeando nos vergis do Antigo Egito.

Depois eu te contemplo inda mais bela
colhendo as uvas mansas de Salm
e me imagino o prprio Salomo
para ofertar-te um reino em minha lira!

Mas se no sou nem rei, nem sou poeta,
se no posso ofertar-te o que mereces,
deixa ao menos que eu viva o meu exlio.

Deixa fugir de ti, curvado ao peso
deste amor que me torna inda menor,
com medo de perder-me nos teus braos.

Receita de Pai

Paulo Monteiro

Um dia me levavas pelas mos e eu te pedia:
Pai, pra! que eu no agento mais!
Outro dia, em que minhas mos te conduziam,
Exclamaste:
Pra, meu filho, que estou cansado!
Cansar, meu pai, sempre cansaste,
Mas agentas todos os pesos,
Suportas todas as caminhadas...
De ti, quando nos separarmos deste mundo,
Guardarei as lies que me deixares,
Lies que espero legar s minhas filhas.
No me pedes. Ordenas.
Ordens duras, s vezes.
Ordens que me fazem afastar-me cabisbaixo.
E chorar baixinho.
Nem sempre consigo entender-te.
s to duro contigo.
E mais duro para entender-te,
Pois o bugre que guardamos em nossos peitos
Luta constantemente com ns mesmos.
Passo Fundo, 10 de agosto de 2007.

Biografia de Paulo Monteiro

Velho gacho Insacivel
De fazer aos mandes guerra,
Nestas pginas encerra
Por um pendor invencvel
Seu amor Incorrigvel
s tradies desta Terra.
AMARO JUVENAL [Ramiro Barcellos],
in Antnio Chimango.

Paulo Monteiro, cujo nome civil Paulo Domingos da Silva Monteiro, filho de Pedro Mendes Monteiro e Leocrcia da Silva Monteiro, nasceu em Passo Fundo, no dia 26 de setembro de 1954, na localidade de Santo Anto. Seu pai, funcionrio do DAER Departamento Autnomo de Estradas de Rodagem foi transferido para Ernestina, onde morou durante alguns meses. Em 1956 fixou residncia na Vila Jernimo Coelho, sendo o primeiro morador daquele ncleo urbano.
Paulo iniciou seus estudos na ento Escola Parque e Grmio dos Viajantes [hoje Escola Municipal Pe. Jos de Anchieta], de onde saiu na quarta-srie do Curso Primrio, revoltado com os castigos fsicos e psicolgicos ento impostos aos alunos, continuando seus estudos na Escola Municipal Cardeal Leme, em Santo Anto.
Concludo o Ensino Primrio cursou a 1a. srie do Curso Ginasial no Grupo Escolar Joaquim Fagundes dos Reis [em extenso do Colgio Estadual Nicolau de Arajo Vergueiro]. Ali se destacou escrevendo poemas para o jornal Fagundes em Foco, organizados pelas professoras de Lngua Portuguesa, com trabalhos dos alunos. Logo a seguir seus trabalhos comearam a ser publicado nos jornais da cidade.
A divulgao de seus poemas despertou a ateno de outros jovens escritores, com os quais se integrou, fundando em 29 de julho de 1971, o Grupo Literrio Nova Gerao, que manteve intensa atividade cultural, atravs de publicaes em O Nacional e Dirio da Manh, manuteno de programas de rdio, e a edio da revista Presena, daquele grupo de jovens escritores.
J estudando na hoje Escola Estadual Nicolau de Arajo Vergueiro, na Praa Tamandar, Paulo Monteiro passou a fazer parte do movimento estudantil junto ao Centro Cvico e ao Grmio Estudantil, do qual foi presidente. Ligado oposio Ditadura Militar, em 1973, foi um dos fundadores da Juventude do extinto Movimento Democrtico Brasileiro [MDB], sendo um dos seus lderes a nvel municipal, e fazendo parte do diretrio estadual daquela organizao partidria. Ao mesmo tempo exercia militncia clandestina no Partido Comunista Brasileiro PCB , do qual se afastou por divergncias ideolgicas, em meados de 1975.
Teve intensa participao em todos os pleitos eleitorais a partir de 1972, e concorreu a vereador nas eleies de 1976, realizando uma campanha de oposio intransigente ao regime militar, que lhe valeu srias advertncias de lderes emedebistas, especialmente por pronunciamentos onde denunciava as violaes dos direitos humanos e clamava pela anistia e o retorno dos exilados, mxime Joo Goulart e Leonel Brizola.
Em 1977 ingressou na Prefeitura de Passo Fundo, indo trabalhar no setor de Cadastro da Secretaria Municipal da Fazenda. No ano seguinte foi um dos responsveis pelo lanamento da candidatura de den Pedroso, Assemblia Legislativa, sendo um dos responsveis pela coordenao de sua campanha, em Passo Fundo. den obteve expressiva votao e acabou aglutinando o grupo que serviria de base ao futuro Partido Democrtico Trabalhista [PDT].
Continuando em sua militncia poltica, como presidente da Juventude do MDB, foi um dos articuladores do movimento pela reorganizao do trabalhismo. Com a perda da sigla para Ivete Vargas contribuiu para a criao do PDT Partido Democrtico Trabalhista. Tendo sido convidado para ingressar no MDB, inclusive com promessa de um alto cargo na Secretaria Municipal de Obras e Viao, que no aceitou, acabou sendo demitido, em dezembro de 1981, fato que teve intensa repercusso, inclusive com matria de capa no Dirio da Manh.
Logo a seguir ingressou como assessor da bancada do PDT na Cmara de Vereadores, onde continuou sua militncia, empenhando esforos na organizao de associaes de moradores e outras entidades da sociedade civil. Foi, ainda, o principal idealizador do Curso Libertao, da Juventude Socialista do PTD, arregimentando professores que lecionavam gratuitamente contribuindo para a continuidade dos estudos de mais de seiscentos passo-fundenses. Em 1982 foi um dos coordenadores da primeira campanha eleitoral do PDT, em Passo Fundo, quando Rudah Jorge concorreu a prefeito.
Em 1986 liderou o movimento que culminou com a fundao da UAMPAF Unio das Associaes de Moradores de Passo Fundo -, em 24 de maio daquele ano, sendo eleito seu secretrio-geral para o binio 1986/l988. Posteriormente foi eleito presidente da UAMPAF, sendo reconduzido por mais duas vezes, exercendo a presidncia at meados de 1993.
Como presidente da UAMPAF liderou movimentos que culminaram com a reduo do preo das passagens dos coletivos urbanos, concomitantemente com a melhoria da frota. Apoiou a manuteno da Empresa Municipal de Transportes Urbanos, criada no governo Dipp/Salton, quando, em seu primeiro governo, Osvaldo Gomes tentou fech-la. Comandou mobilizaes que garantiram a ocupao da atual Vila Alvorada e da Beira-Trilhos; organizou, com o apoio da administrao municipal, as comunidades que construram os Postos Policiais Militares [Santa Marta, Edmundo Trein, Nen Graeff, So Jos e Victor Issler]. Contribuiu para a criao da Escola da Vila Cruzeiro. Liderou manifestaes contra o fim do Programa Nacional do Leite Gratuito e incentivou comunidades a enfrentarem, inclusive com aes judiciais, a poluio urbana. Participou ativamente de colegiados representativos, como o CONDEPRO Conselho de Desenvolvimento da Regio da Produo -, do qual foi um dos primeiros integrantes.
Formou ao lado das lideranas polticas que apoiaram o engenheiro passo-fundense Flvio Petracco ao governo do Estado pelo Partido Socialista Brasileiro [PSB], em 1986, sendo um dos coordenadores de sua campanha, em Passo Fundo.
Nas eleies municipais de 1988 ajudou a dobradinha Airton Dipp/Carlos Armando Salton, sendo convidado para a CAB Coordenao das Associaes de Bairros, aproveitando para consolidar o movimento comunitrio. Ao mesmo tempo em que exercia suas funes na Prefeitura, liderava as associaes de moradores locais e participava do movimento comunitrio a nvel estadual e nacional, chegando a presidente do Conselho Fiscal da FRACAB Federao Rio-Grandense das Associaes Comunitrias e de Amigos de Bairros, e conselheiro da CONAM Confederao Nacional das Associaes de Moradores. Presidiu os quatro Congressos Municipais promovidos pela UAMPAF, o ltimo dos quais em 2003.
Em 1992 concorreu a vereador pelo Partido Democrtico Trabalhista obtendo 640 votos, mesmo dispondo de parcos recursos e sua candidatura lanada de ltima hora, ao verificar que a maioria dos assessores da administrao Dipp/Salton optava por ficarem nos cargos at o final do governo.
Posteriormente, ingressou no PSB - Partido Socialista Brasileiro, participando ativamente de todas as campanhas eleitorais do partido. Em princpios de 2003, afastou-se de qualquer militncia partidria, indignado com o oportunismo, a venalidade e a corrupo que tomou conta do atual modelo poltico brasileiro.
Funcionrio pblico estadual concursado, atualmente exercendo suas funes na secretaria da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Lucille Fragoso de Albuquerque, na Vila Hpica. Foi um dos fundadores do SINFERS Sindicato dos Funcionrios das Escolas Pblicas Estaduais -, sediado em Porto Alegre, do qual foi vice-presidente e conselheiro. Afastou-se daquele sindicato, quando deixou o carter combativo, para militar no CPRS/Sindicato.
Desde 1971 exerce intensa atividade cultural, inicialmente como membro e dirigente do Grupo Literrio Nova Gerao. Na dcada de 1980 editou o peridico literrioQuero-Quero, que era enviado para 500 escritores de todo o Pas. Tem trabalhos inseridos em livros e peridicos editados nas mais diversas partes do Brasil e colabora intensamente na imprensa local.
Esse ativismo cultural fez com que fosse convidado a integrar os quadros das seguintes entidades culturais brasileiras e internacionais:
* International Academy Of Letters Of England [Londres];
* Academia de Trovas do Rio Grande do Norte [Natal, RN];
* Instituto Histrico e Geogrfico de Uruguaiana [RS];
* Academia de Letras de Uruguaiana [RS];
* Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel [Salvador, BA];
* Academia Anapolina de Filosofia, Cincias e Letras [Anpolis, GO];
* Clube dos Trovadores Capixabas [Vila Velha, ES];
* Clube Internacional de Boa Leitura [Uruguaiana, RS];
* Clube de Poesia de Uruguaiana [RS];
* Federao Brasileira das Entidades Trovistas [Rio de Janeiro, RJ];
* Academia Petropolitana de Letras [Petrpolis, RJ];
* Academia Literria Gacha [Porto Alegre];
* Academia Passo-Fundense de Letras [Passo Fundo].
* Academia Sorocabana de Letras [Sorocaba, SP].
* Academia de Letras do Brasil [Boa Vista, RR].
Pertenceu, ainda, s seguintes entidades:
* Grupo Literrio Nova Gerao [Passo Fundo];
* Associao Gacha de Escritores [Porto Alegre];
* Unio Brasileira de Trovadores [Rio de Janeiro, RJ].
Trabalhou na redao do Jornal da Tarde, Dirio da Manh, O Cidado [Redator Chefe] e Jornal Rotta/Jornal Cidade, de Passo Fundo, e Rdio Aliana, de Concrdia, SC. Atualmente, um dos editores da Revista gua da Fonte, da Academia Passo-Fundense de Letras. Atualmente escreve para a Revista Somando. Em dezembro de 2007 foi eleito presidente da Academia, iniciando um processo de abertura da associao participao comunitria. Apresenta, como representante da Academia Passo-Fundense de Letras o programa Literatura Local, pela TV Cmara, divulgando autores de Passo Fundo ou que visitem a cidade.
Em 1982 publicou, em edio de biblifilo, o livro A Trova no Esprito Santo Histria e Antologia. Em 2007 publicou o livro Combates da Revoluo Federalista em Passo Fundo, que o consagrou como um dos mais profundos conhecedores da Revoluo de 93. Define-se como um publicista, pois autor de centenas de artigos e ensaios sobre temas culturais, histricos e literrios. reconhecido como um grande conhecedor dos clssicos da Lngua Portuguesa, que l desde a adolescncia.
No perodo de 1970 a 1990 participou intensamente do movimento literrio conhecido como Gerao do Mimegrafo, divulgando seus poemas em tiragens mimeografadas, como o caso do peridico literrio Quero-Quero, cujas primeiras edies foram feitas em mimegrafo a lcool. Reuniu os poemas escritos naquele perodo num volume intitulado Eu Resisti Tambm Cantando.
Cristo reconvertido, foi consagrado Evangelista na Casa de Orao de Passo Fundo, no dia 20 de setembro de 1996, com a presena de autoridades religiosas e civis.
Casado com Maria Nelci Machado Monteiro, tambm funcionria pblica estadual concursada, o casal tem cinco filhas: Cris Daniele [27 anos, advogada militante formada pela Universidade de Passo Fundo]. Nadejda Aparecida [21 anos, acadmica de Fsica, na Universidade de Passo Fundo], Rozalia Natlia [19 anos, acadmica de Administrao de Empresas na Universidade de Passo Fundo], Paula Tatsuia [17 anos, formada em Mecnica de Usinagem, pelo SENAI de Passo Fundo] e Sara Adlia, j autora de diversos poemas inditos, [11 anos, freqentando a 7a. srie do Ensino Fundamental, na EENAV].
Endereo Para Correspondncia:
Paulo Monteiro
Caixa Postal 462
CEP: 99-001-970, Passo Fundo RS
Endereo eletrnico:

academiapletras@yahoo.com.br

 

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