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Marlon Schirrmann
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

ÉBRIO DE SAUDADE

CANTO I

No perecer desta longa madrugada
Procuro meus pensamentos a galope
E garimpando no suspiro da sorte
Encontrar a minha chinoca tão amada
Ao longo deste campo de várzea inóspita Encontro ideologias neste chão
Forjado na base da espada e do canhão
Tudo pela forma de governo imposta
Meu cansado zaino carrega em seu lombo
O grande fardo recôndito da vida
Que laborar aqui nesta terra é tida
Sem a característica do abandono.
Foi da poeira deste meu Rio Grande
Que constitui minhas longas quimeras
Dentro de longínquas e belas taperas
Da campesina xucra me fiz amante
Naquela velha chaleira esquento água
Pra fazer o meu velho e parceiro amargo
Num Bueno circulo de amigos largo
Pelas trovas afora eu deito minhas mágoas
O fogo deixa queimada a lenha tristonha
No fim de uma cansativa tarde campeira
Feitas estas minhas lidas de forma ordeira
Pelos alambrados vejo a aurora medonha
Inicia aqui a noite estrelada e fria
Recolho meu ser próximo ao candeeiro
Esquentando a mão de um gaúcho faceiro
De terminar mais um dolorido dia
Novamente a madrugada se aprochega
Esta saudade insistente aqui retorna
Mas sem tu chinoca minha vida é morna
Tuas antigas lembranças me atormentam.

.

CANTO II

Busco tragueado o velhusco pelego
Que meu pobre bisavô já teve posse
Ao qual pealado morreu de tosse
Tísico e borracho, eu vou ficar aqui mesmo.
Mas tu oh quiméricos redundantes sonhos
Que me trazem macanudo Minuano
Forte e rígido com seus ventos cantando
Versos que nestes tempos são enfadonhos
De pialo eu levanto a ver a alvorada
Que por anos se chamou de precursora
E agiu em guerras farrapas de co-autora
Levantando novos dias em rumo a camperiada
Eu não lido apenas para sobreviver
Peleio pelo caráter da teimosia
Por que gosto destes tempos de invernia
Mania ao qual matreiro desejo eu ser
Nestes toscos xucros versos busco eu mostrar
Vinte e quatro horas de um sonhador
Que trabalha nesta terra amada com louvor
Para um dia olhar o velho passado e chorar
Mas...não penses tu, que é choro de amargura
É a intrínseca lembrança da minha vivência
Que recomendo aos que fazem referência
Ao modo empírico-sulista de aventura
Mal e mal escrevo estas palavras tortas
Pois aprendi a escrever com a vida
Ao qual por tempos longos foi trazida
No lombo do pingo co`a esperanças mortas
Me despeço deste verso, ao som de um gaiteiro
Que pelo bom som, conquista seus ouvintes
E eu, pobre diabo do campo sem requintes
Sigo meu vasto e eterno rumo tropeiro.

.

ESTAÇÕES DO AMOR

No inicio
Tudo é primavera
Parece que tempera
A vontade de se olhar

Depois de algum tempo
Tudo é verão
Parece esquentar a relação
Teu corpo é meu propósito

Os meses passam
Tudo é outono
Começa o transtorno
As folhas caem

Por fim
É inverno
O amor já não é eterno
Aproxima-se o separar

Mas por sorte
O tempo segue
E a primavera converte
Ao reaproximar este olhar

.

A CHUVA

Que magnífico efeito
É ver a chuva cair.
É ver a terra ser alimentada
Como uma mera criança
Desolada pela fome.
As gotas caem.
Que magnífico efeito.
São como camicases
Suicidadas na aventura
E num ato de bravura
Ao alimentar o chão.
É um batalhão feroz e bravo
Na qual nos traz no crepúsculo\\\\
O cheiro, o vento e a visão
Da chuva a

C
A
I
R

.
.

Nascido em Santa Maria, Rio Grande do Sul, Marlon William Schirrmann escreve desde seus quatorze anos, tendo como norte uma poesia com teor filosófico.Foi selecionado para participar de duas antologias em nível nacional [Antologia dos Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. II e III, Ed. CjBE] e uma em nível internacional [Antologia Livre Pensador, Ed. Scortecci - XVIII Bienal Internacional do Livro de São Paulo]. Foi integrante do Grupo de Discussão Literária Santa Poesia e de seu Jornal poético \\\'Poesilha\\\'. Participou com poesias do 3º Festival Mundial de Poesia junto ao grupo palavreiros, hospedado na UNESCO, em homenagem ao centenário de Pablo Neruda [www.palavreiros.org]. Ganhou o prêmio internacional de Menção Honrosa nos Jogos Florais com a poesia \\\'Estro de um dia qualquer\\\' em Portugal.Tem suas poesias publicadas regularmente em jornais regionais e locais. Já projeta o lançamento de seu livro de poesias, com a coletânea de todas suas obras publicadas e inéditas.Estuda na cidade onde reside a faculdade de Direito. Fundou o grupo poético Cafeína, www.grupocafeina.com.br.

 

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