s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Eduardo Jorge
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
Perdido no tempo.

Num acanhado,
E toscamente esculpido,
Cepo de arvore ressequda,
Outrora vida florida,
Extinta de p, pelo passar do tempo,
Meus braos ento j fatigados,
Abraam os remos j gastos,
Sobre as ondas sagradas,
Do rio de todas as horas,
Da f que me sustenta,
Na procura da foz do saber.

Estimulando os sentidos,
Para o mais intimo de mim,
Cavando bem fundo,
As palavras que me atropelam,
Soltando dentro do meu peito,
Retalhos do amanh.

Meu corpo ento j rogado,
Trespassando as chamas da vida,
Suspirando pela orvalhada,
De um novo amanhecer,
Rememorando as carcias de mel,
Despejadas, entregues, em noite de favos,
Sobre meu corpo ento fulgente,
Obstinado em sonhos de desejos,
Certo dos momentos j vividos,
Como pedaos de um longo caminho,
Que ningum poder apagar,
Por estarem j vividos, resolvidos,
Sem dar prazo, aos guardies do tempo.

Eduardo Jorge em 21 de Novembro de 2008

Por entre dez mil sonhos

Neste imenso mar de criaes,
A que damos o nome de sonhar,
Podemos desaguar, sentir,
A pulsao do esprito do sol
O crepitar das guas,
Os gritos de paz das montanhas.

Para que tanta luta interna,
No resistas a energia que te deseja guiar,
No receies o xtase
Sente o bater do teu peito,
No deixes nunca de sonhar,
Entrega-te aos deleites do dar,
Pois de multiplico irs arrecadar.

No deixes nunca de acreditar,
Segue pela vida, continuando a sonhar,
Pois por entre dez mil sonhos,
Tens imenso por onde fantasiar,
Flutua no mar do teu prprio ser,
Que o amor exultante acabars por encontrar.

Procura nos dias, os sorrisos escondidos,
Do outro, parte do teu caminhar,
Levanta as palmas das mos,
Recebe a energia do ar,
Observa o fogo do nascer,
No sol pronto para aparecer,
Trazendo com ele a esperana,
De que nada acaba, tudo um novo renascer.

Pergunta ao tempo que passa,
Qual a finalidade de existir,
O tempo vai-te entregar sinais,
Que a razo maior de viver,
a avaliao do amor que consegues entregar,
Pois a vida uma dana constante,
Onde por vezes desacertamos os passos,
Mas no podemos, deixar nunca de danar.

Sob ondas rtmicas de interpretao,
Procuras entender os teus receios,
Eles, so produto da tua mente,
So gerados por desassossegos do enfrentar,
Procura na tua f o apoio para entender,
Que neste mundo tridimensional,
Quem te poder negar,
A existncia de outras dimenses.

No deixes nunca de acreditar,
Segue pela vida, continuando a sonhar,
Pois por entre dez mil sonhos,
Tens imenso por onde fantasiar,
Flutua no mar do teu prprio ser,
Que o amor exultante acabars por encontrar.

Eduardo Jorge em 5 de Dezembro 2008

Falando com a luz.

Entrega-me,
A paz que necessito,
Para enfrentar as realidades que se apresentam,
No meu caminhar dirio, sem no entanto fechar os olhos,
Aos males que teimam em existir ainda neste lugar.

Entrega-me,
A tolerncia,
Para que entenda melhor, porque so arremessadas pedras,
Em vez de ternos sinais de amizade, mais simples de devolver,
Como desejava eu entender, porque se valoriza tanto o mal,
Quando os gestos de bem ficam por valorizar.

Entrega-me,
A mar,
Que transporte para longe os meus medos,
D-me o brao de um rio, que leve at foz,
Os receios que trago comigo, as sombras que se me possam juntar,
Os temores de nunca ter tentado, apenas por receio de falhar.

Entrega-me,
A pacincia,
De escutar a vozes que o vento transporta,
Em forma dura de entregar, dizendo-me que em tudo existe,
Um conhecimento por encontrar,
E porque no, uma alma solitria que precisa do meu escutar.

Entrega-me,
A luz,
Do conhecimento, que me permita continuar,
A degustar o sabor do entender quem nunca deverei julgar,
Afinal quem tem esse mesmo direito,
S por certo quem na vida, nunca se atreveu a errar.

Entrega-me,
O calor,
De tudo que chega de ti por afecto,
Mesmo a vida entregue sem hesitar, para nossos males cuidar,
As conversas de ensinana ainda no escutadas,
Por aqueles que tudo julgam saber, sem no entanto nada segurar.

Entrega-me,
A sensibilidade,
De no fechar os olhos aos muros da injustia,
Daqueles que muito podem mudar e que nada fazem por isso,
Recordando o conhecimento que nesta orbe pequena,
Colocas de vez em quando, ternos anjos de outros lugares.

Entrega-me,
O grito,
Para que eu possa gritar bem alto,
Que no tenho receio de ser ou mostrar,
Que de ti teimo tanto, tanto gostar,
Meu amigo, meu irmo, pedao colossal de um santo lugar.

Entrega-me,
A coragem,
Para encontrar o meu caminho sem me desviar,
E que na hora da minha morte,
A tua eterna aliana, me possas restituir,
Em forma dessa luz imensa e indescritvel que me passar at sacro lugar.

Eduardo Jorge em 03 de Outubro de 2008

biografia:
Eduardo Jorge

Nascido a 23 de Julho na Mouraria, em plena centro da velha cidade de Lisboa.
O gosto pela pintura nasceu cedo no tempo de liceu,
o gosto pela escrita surge por acaso aps a partida da esposa, para o tecto espiritual, apareceu como forma de desabafo de um dor imensa, sem formao especifica na arte da escrita, ela surge de uma forma natural sempre de dentro para fora , sem preocupaes de arte intelectual, ou demonstrativas seja do que for, apenas como pedaos de si.
Mecnico de mquinas de preciso, com viagens constantes por esse mundo, faz da escrita sua fiel companheira de viagem.

eduardojorge@msn.com

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s