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Helio Clemente Fernandes
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
FORMAO OU DESFORMAO DE PROFESSORES.

Numa reunio pedaggica
Numa palestra demaggica
Tivemos um bobo a gracejar
Era s rir sem parar.

Disse o referido palhao:
se vocs fizerem o que fao,
Se amarem o que fazem,
Igualmente iro prosperarem.

Para conter os risos ele manda,
A galera olhar a bomba,
A dizerem ai,ai,ai, ou ui, ui, ui [...]
Sem perceber esta se diminui.

Este tolo trouxe a soluo,
Tudo questo de motivao,
Pobre s vai ficar ou restar,
Quem seu trabalho no amar.

Quem neste ser acreditar
Tudo poder realizar,
Seus problemas ir resolver,
Nova vida vai viver.

Sentimentos aflorou
Euforias provocou
Lgrimas rolaram
Sorrisos contagiaram.

O palhao era bom
No desafinou no tom
Se merece 3.000 reais a hora?
Paguem-no sem demora!

O pior que toda essa babaquice
No capitalismo persiste
Mudam-se os cmicos
Homens permanecem annimos.

Este fantoche do capital
Pensa ser um SER SOBRENATURAL
Rebolou, TRAVESTIS IMITOU,
At a bunda da diretora representou.

Com gestos frenticos, eloqentes,
Ele nos fez parecer dementes,
A serventia da bunda a nos demonstrou
Nisto muitos agradou.

Trabalhou estmulo-resposta
Para cada certa resposta,
Bombons ele concedia
Tudo era S alegria.

O empresrio do riso passou a DAR
Um belo receiturio alimentar,
Para quem quiser emagrecer
E, ento, sade poder ter.

O interessante disso tudo
E que o ingnuo era gordinho,
Explicava para seres com estudo
O segredo de ficar magrinho.

Quem ganhou com esta TOLICE?
Quem ganha com esta CRENDICE?
Se o palhao pode at 6.000 reais ganhar,
Outro por meio dele esta muito mais a lucrar.

O acrobtico prometeu voltar,
Se achou o mximo e quer continuar,
Da nossa misria debochar, zombar,
Ele quem ganha para nos enganar.

Absurdo que algum tenha gostado
Das idiotices que se tem escutado:
BASTA VOCE ACREDITAR E TUDO VAI MELHORAR
E SER INDIVIDUALISTA SEM COM OS OUTROS SE IMPORTAR.

A diferena entre o professor
E este mmico ator,
que em uma hora ele esta a faturar
O que nem um ms o professor vai ganhar.

Sua palestra foi montada,
Via internet, que palhaada,
Mas, com um rebolado envolvente,
Arrancou olhares surpreendentes.

E se o CIRCO deixou a desejar,
O PAO no podia faltar.
Tivemos frutas para o manjar,
E um apetitoso bolo para degustar.

Este teatro esteve a dizer,
Que dias piores se podero ver
Quando a educao busca melhorar
Com um MELIANTE a iludibriar.

Se a classe pensante ESTA DANANTE
Presenteando um ser ilariante,
Como exigir da populao,
O valor da conscientizao.

VAMOS LA PROFESSOR
VOCE PRECISA ACREDITAR
PARA LIVRAR-SE DE SUA DOR
SEU TRABALHO DEVE AMAR.

INDIRETAMENTE teve-se o afirmar,
Que os professores eram fracassados.
Muitos nem pararam pra pensar,
No quanto foram enganados.

Disto tudo a lio:
No mundo da capitalizao,
O que importa o acumular dinheiro,
Nem que seja de MODERNO-PISTOLEIRO

H se houvessem mais desses mgicos,
Que do a receita do sucesso,
Nosso mundo no seria trgico
O riso, a alegria, um manifesto. [Ser?]

Como esto PROLETARIZADOS os docentes,
POBRES MAGISTRADOS, esto doentes.
Agora um LOUCO vem responsabilizar
Os MESTRES pelo seu no acreditar.

Quando se faz necessrio,
Para o problema da educao resolver,
A fala de um PAPAGAIO
que dias piores esto a aparecer.

A palestra do AMIGO INTERNAUTA
Instalou nos professores a contradio,
Estavam a rir do palhao ou da pauta?
Ou ser que riam da prpria condio?

Os que no participaram deste Espetculo de hipocrisia,
Levaram falta e perderam de constatar a anomalia:
A EDUCAAO ESTA EM CRISE E A SANGRAR
COM MERCENARIOS A LUDIBRIAR E COM ISSO ENRICAR.

A populao esta cada vez mais
Carente de reflexo. [SEPULCRAIS]
URUBUS se aproveitam de nossa misria,
A educao-crtica no levada sria.

Enquanto necessrio se faz,
Contratar uma estrela,
A educao subjaz.
REVOLUCIONRIO RECEB-LA.

O homem comunicao
Veio para aumentar a motivao,
Com seus rebolados eloqentes,
Deixou professoras contentes.

Agora sim, temos motivos,
Tudo enfim, vai melhorar,
Vamos baixar E-MAILS DA NET-SEDUTIVOS
E palestras pra ficar ricos tambm VAMOS DAR.

Mas antes preciso ter,
De um deputado um parecer,
Deste patro SER UM CAPACHO
Fazer dos outros CARA DE TACHO.

Alegremo-nos, um mgico trouxe a soluo
Para quem busca feliz ser:
O EGOISMO suprema condio
Individualisticamente se deve viver.

O malabarista incentivou a concorrncia
Todos devem disputar para serem os MELHORES,
Com esse BAM-BAM-BAM veio conivncia.
De quem vive mais espinhos que as flores.

Absurdo, ridculo, uma ignomia,
Nunca se escutou tanta baixaria.
O pouco que se pode aproveitar,
Na INTERNET se cansou de OLHAR.

Disse ele que vai cursar,
Mais uma especializao,
Sua Palestra ento vai custar.
Perto de 6.000 reais, que extorso!

Ele avisou que vai voltar
Para os professores ensinar:
Como o dinheiro economizar,
Mas como, se primeiro preciso ganhar?

A concluso plausvel,
Que quanto mais idiotice se fala,
Ou mais se faz PARECER UM MALA
O pblico se conquista, incabvel?

Disto tudo a certeza,
A ignorncia ps-se SOBRE A MESA;
Todos estivemos a olhar,
Talvez por isso o tanto gargalhar.

Muitos riram para no chorar,
Do FANTOCHE a nos instigar,
ECONOMIA DOMESTICA vamos receber,
Pois, nem isso sabemos fazer.

Este o tipo de formao
Que ao professor OFERECIDO,
Um festival, SHOW DE ENGANAAO,
O comediante sai ENGRANDECIDO.

Com um banquete e finalizou,
Bolo, torta e frutas, nada faltou.
O POVO todo se regozijou,
A MASSA se fartou e se dispersou.


O INCLUIR PARA EXCLUIR

Inicialmente se chamou a ateno
Para as possibilidades de viso,
De um tema igual a este apresentar,
Tudo depende de onde se quer falar.

Falar de incluso
sempre um desafio
Frente a tanta excluso
Revela a curva do rio.

Discursos feitos no ar
Em nada vo adiantar
A realidade deve ser pensada
A partir da vida encarnada.

Porque muitas pessoas, seres
Vivem na marginalidade
Sem acesso aos prazeres
Sofrem com a mediocridade.

A ideologia capitalista os penaliza,
Responsabiliza e isto os fragiliza.
No mundo desigual, meritocracia
sinnimo de demagogia.

incluso vem vida resolver
Dos sem emprego, sem escola...
Mas tudo que esta a fazer
a estes sem, dar esmola.

Ora, se numa competio
Uns vo a p e outros de avio
Absurdo exigir do perdedor
Que aplauda o vencedor.

Aderimos o discurso da incluso
Que sem a prtica fica oco
Pois, longe de sua realizao
Excludos s levam coco

Com o discurso ideolgico, a prtica,
Numa sociedade do fazer, esttica:
Todos so movidos a correr atrs
Neste jogo ningum tem paz.

IN-CLUIR colocar para dentro
EX-CLUIR colocar para fora
O capitalismo o parmetro
Sua lgica exclui toda hora.

Este poema busca revelar o mal
Que existe num mundo desigual:
A lei esta continuamente a prender
Negros, pobres esto a sofrer.

No h igualdade
Quando na sociedade
Duas escolas se tm
Diferencia-se os seres tambm.

No passado pessoas deficientes
Sobretudo, se de famlias carentes
Eram lanadas no precipcio
Consideradas como um malefcio.

Com o desenvolvimento histrico
Sobreveio um fato notrico.
Mascarou-se esta realidade
Com o apoio da cristandade.

A partir dos anos trinta
O Estado volta intervir
Direitos sociais, pinta
Para o capital persistir.

Agora na atualidade
Vivemos reformas, na desumanidade,
Direitos so retirados, dos trabalhadores,
Com discursos encantadores, libertadores.

Hoje o cidado se encontra,
Sem direitos, se desmonta.
Claramente, a tica no permite matar
Ironicamente, o povo esta a sangrar.

Ser cidado nada garante
Direitos esto cada vez mais distantes.
No entanto, somente atravs da unio,
Cambiaremos esta situao.

Outrora seres deficientes
Trancafiados, eram ausentes.
O problema incluso era particular
Cada famlia tinha que se virar.

Mas, aos deficientes se afirmou,
E direitos a eles se doou,
Se isto no se concretizar
Esta mentira vai se revelar.

A sociedade criou este problema
E por isso ela ter de resolver
Ela pai e me deste dilema
A isto chamada a responder.

Resolver o problema da incluso
resolver o problema da capitalizao
Quem domina sabe que nada vai resolver
E, beneficiado, continua a todos entreter.

O princpio comunho, comunista
Parte de cada um em sua possibilidade
Respeitando a diversidade, singularidade
Verdadeira soluo, princpio humanista.

Somente a unio dos trabalhadores
Romper com os opressores
Esta uma condio
Se queremos a transformao.

Por trs destes discursos
Incluso ou excluso
Reina a dominao
No existe in-exclusos

Se todos fazemos parte
Da totalidade social
Este discurso uma arte
Que a todos faz mal.

O que deve ser alterado
o capital inalterado
Problemas sempre vai haver
Enquanto o capital for poder.

Poemas de uma menina
Que se chama Mariana.

Mariana um belo dia
Com toda sua simpatia
Colocou-se a pensar
Na vida que esta a girar.

No seu mundo interior
Onde ningum senhor
Ela ps-se a refletir
Sobre o que estava a sentir

Queria ela fazer
Todas pessoas entender
Que a unio da famlia
Trs pra criana alegria.

Para atingir este objetivo
Mariana de modo definitivo
Comeou a poetizar
E, assim, se comunicar:

Os pais para as crianas, angelicais,
Nas suas infncias, fundamentais.
Todas querem ver os pais juntinhos
E serem tratadas com carinhos.

Muitas crianas s adoecem
Quando os pais desaparecem.
Elas precisam ser amadas
Em qualquer das suas caminhadas.

O mundo individualista
Derivado do sistema capitalista
Esqueceu esta grande lio
Que criana precisa de ateno.

Precisa de amizade
De momentos pra sonhar
Quem entende esta verdade
As crianas esto a ajudar.

Criana gosta de correr
Pular, amar, gritar [...] viver.
Este direito de se desenvolver
Todo pequeno est a merecer.

Criana no um boneco
Um qualquer coisa, um treco.
Deve ganhar um peteleco
Quem no respeita este ser moleco.

Uma infncia bem vivida
Deve ser garantida
Se amada vai amar
A experincia esta a mostrar.


Biografia:
Helio Clemente Fernandes


Sou um cascavelense
Do Estado paranaense
Deste Brasil Varonil
De encantos mil.

Trabalho noite e dia
De moto-taxis, correria
Quem quiser me conhecer
Ser um grande prazer.

Agora tenho que ir
E fico ento a pedir
Comente os meus poemas
Sabero dos meus dilemas.

h_clefer@hotmail.com

 

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