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Luiz de Miranda
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
luizdemiranda@terra.com.br
Biografia

Luiz de Miranda

Luiz de Miranda, entre os maiores poetas do mundo e o que tem a obra mais vasta. Candidato ao Prêmio Nobel de Literatura 2013,2014 e 2015

Eduardo Jablonski

         Poeta Luiz de Miranda, três vezes consecutivas Candidato ao Nobel de Literatura, 2015. Comemorou seus 70 Anos no dia 06 de abril, às 19:30 no Espaço Delfos da PUC, com lançamento de seu livro de número 40:”Rumos do Fim do Mundo” a exposição "A Arte na Poesia de Miranda", com 65 obras, com Danúbio, Xico, Elias, Ana Alegria, Vasco ,entre outros, coordenado pelo Dr.Prof. Ricarco Barberena, vai ser apresentada no Segundo Semestre na PUCRS.Terá lançamento da segunda edição de seu livro em francês “Trilogie Du Bleu,  em 15 de outubro em Paris. Depois, na Univerdidade das Ilhas Balears,Palma de Mallorca, Espanha,haverá um cerimonial sobre a obra de Miranda, coordenado pelo Dr. Prof. Perfecto Cuadrado.
Sairá em setembro mais um livro sobre a obra do poeta:"Luiz de Miranda, Vendaval de Poesia", de Eduardo Jablonski.
            Poeta nascido em Uruguaiana e já com mais de 48 anos de carreira literária, Luiz de Miranda tem 40 livros publicados num total de páginas que impressiona pelo volume, sem, contudo, comprometer o conteúdo e a qualidade. De fato, são 4.318 páginas impressas, a mais extensa  obra do mundo, com poemas que mantêm a qualidade estética, tematizando assuntos que vão da esfera social às manifestações eróticas, dirigidos ora a um público adulto e maduro, ora a um público formado por jovens adolescentes. Miranda lançou em maio “Salve Argentina”, em espanhol. 188 páginas. É o maior canto de louvor à Argentina feito no mundo.O poeta em junho viajou para Buenos Aires e entregou o livro à presidenta da Argentina, Sra. Cristina Kirschner. Falou com escritores argentinos e saiu um artigo de louvação da obra num jornal. Em 2014, a Editora Pradense publicou a sua Antologia Definitiva, de 328 páginas, onde se encontra o que de melhor ele produziu na vida.
            Pablo Neruda tem 2.080 páginas, e Ezra Pound, 837 páginas. Miranda lançou em março de 2009 “MONOLÍTICO (Memória Que Não Morre”, 292 páginas de um longo poema sobre o qual Antonio Olinto, da Academia Brasileira de Letras, afirma: “Ourives da palavra, Miranda chega com Monolítico ao patamar da grande obra da Língua.” Saiu em março, em 2010, “Melhores Poemas de Luiz de Miranda”, Editora Global, SP, com lançamento nacional. Saiu em maio “Vozes do Sul do Mundo”, o primeiro volume da coleção Luiz de Miranda editada pela EdiPUCrs. Agora aparece em outubro o segundo volume da coleção: ”Rio de Janeiro, Canto de Luz Mar Adentro”, 130 cantos e 180 páginas. Saiu em abril de 2012 “Salve Portugal, 188 páginas, o terceiro volume da coleção da Edipucrs, quarto volume “Amores Amargos” com “286 páginas”, quinto volume “Salve Argentina”, em espanhol e agora aparece este magnífico livro:”Vastidões da Pampa Inteira”, que encerra a coleção da PUC que levava o nome de Luiz de Miranda.
            Recebeu em 2010 o Prêmio da Academia de Letras, Ciências e Artes Francesa. Saiu em março, na Feira de Paris seu livro “Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania (Trilogie du Blue), que recebeu em 2011  o Prêmio Medalha de Ouro no Senado Francês, por serviços prestados à humanidade. Recebeu em abril o Prêmio 52ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Sairá Antologia Poética na Espanha, coordenada e traduzida por Perfecto Cuadrado. 
            Manuel Bandeira, em seus sessenta (60) anos de produção, era o poeta que, junto com Carlos Drummond de Andrade, apresentava uma quantidade realmente apreciável de poemas, em nosso país; Fernando Pessoa e Camões, em Portugal também escreveram significativo número de poesias. E todos, seguramente, já foram ultrapassados por Luiz de Miranda.que tem 40 livros publicados. 
            Para entendermos melhor a obra Miranda nunca será demais ter-se uma visão continental mesmo que sucinta, mas necessária.
            O ensaísta e professor universitário Perfecto Cuadrado, da Universitat de les Illes Balears, em Palma, Mallorca, Espanha, sobre Luiz de Miranda afirma em Madri 2005: “… é o grande poeta épico que transforma o eu pessoal em coletivo, a voz individual na voz de um povo. Dá prosseguimento ao que fez Rubén Darío, seguido por Gabriela Mistral e Pablo Neruda. É uma voz única na América Latina”.
            MIRANDA, um dos maiores poetas do mundo “Luiz de Miranda – o Senhor da Palavra” (Edipucrs), 2010, é um livro sobre a obra e a vida de Miranda, considerado um dos maiores poetas do mundo: “Luiz de Miranda, com “Cantos de Sesmaria”, canta sua terra e faz dela um canto universal, tornando-se um dos maiores do mundo.” José Augusto Seabra, Paris, 2003, ex-ministro de Educação de Portugal, e considerado a maior autoridade em Fernando Pessoa. “Como já disse, tua Poesia é única, funciona como um “organum”, como os neo-helênicos de Alexandria (vide Kavafis). Chegas com “Nunca Mais Seremos os Mesmos” ao topo mágico dos grandes poetas. És uma das maiores poéticas do mundo atual. Pena eu andar adoentado e não poder escrever um ensaio sobre isto.” Gerardo Mello Mourão, Rio, 2005. Este livro “Senhor da Palavra” está nas principais livrarias ou pela edipucrs@pucrs.br ou luizdemiranda@terra.com.br.
            Em março, dia 14, de 2011, Miranda viajou para Paris para participar do Salão do Livro de Paris e fazer o lançamento do seu livro “TRILOGIE DU BLEU”, da Editora francesa Yvelinedition pela Divine Colletion, recebeu Prêmio Mérite et Dévoument, a Medalha de Ouro no Senado Francês. Esteve também na Espanha, em Palma de Mallorca, na Universidade das Illes Balears para conferência e recital.
            Sobre o autor: Nascido em Uruguaiana, em 6 e abril de 1945, com mais de 48 anos de poesia, Luiz de Miranda possui um vasto trabalho, que contempla 40 livros publicados, com o tema sempre voltado a nosso continente e suas belezas.
            Raul Bopp, o celebrado autor de “Cobra Norato”, em 1978, no Rio de Janeiro, disse do autor aqui focalizado: “A poesia de Luiz de Miranda revela a sensibilidade do verdadeiro grande poeta. É uma contribuição definitiva à literatura brasileira”. Já o professor universitário, crítico e poeta, Affonso Romano de Sant’Anna, registrou no Rio em 2002: sua Trilogia da casa de Deus é forte, é um verdadeiro “Canto General”, de Pablo Neruda, cheio de generosa amizade. A Poesia sopra com a força mítica de Orfeu. Um Orfeu dos Pampas. 
            Na verdade, nesses mais de 48 anos de trajetória poética, Luiz de Miranda jamais perdeu de vista a realidade continental americana. E bem antes de iniciar-se como poeta em letra e forma, pode-se falar dos contatos com a realidade poética das Américas pelas leituras que o passar do tempo foi-se encarregando de tornar mais intensas de um Edgar Alan Poe, Walt Whitman, Inés de la Cruz, Octavio Paz, da América do Norte, passando pelos centro-americanos José Martí, Rubén Darío, para chegar aos sul-americanos Zorrilla de San Martín, José Hernández, Juana de Ibarbourou, Pablo Neruda, Gabriela Mistral, Jorge Luís Borges, Rubén Darío, dentre tantos, importantíssimos outros de língua castelhana, sem descurar dos patrícios. Em seu trabalho poético, de forma recorrente tem tratado de lugares e de pessoas, formadores desta realidade americana que tanto o envolve. Vultos políticos, entre os quais Salvador Allende, Martin Luther King, Che Guevara, João Goulart, e artísticos, como Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Mario Benedetti, Joan Manuel Serrat, Antonio Machado, Garcia Lorca .Rafael Alberti. Miguel Hernandez, Eliot e Paund têm merecido de Miranda não apenas o reconhecimento, mas eloquente distinção.
            O número que fala da produção intensa desse escritor que vive para a poesia, pode-se dizer sem exageros, é reflexo de uma mudança de rota que acontece quando Miranda publica Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonias, 384 páginas (1999), Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania, 304 páginas (2000), galardoado com o “Prêmio Nacional 2001 da Academia Brasileira de Letras”, Trilogia da Casa de Deus, 280 páginas (2002), Canto de Sesmaria, um longo poema desenvolvido em 280 páginas (2003) e Nunca Mais Seremos os Mesmos, com 416 páginas (2005. Saiu “Melhores Poemas de Luiz de Miranda”, 207 páginas, pela Ed. Global-SP, em março de 2010. Selecionado e apresentado pela Prof. Dra. Regina Zilberman.
            Miranda recebeu outro grande prêmio internacional da Itália:
LUIZ DE MIRANDA MASTER IN INTERNATIONAL POETRY
Prêmio de distinção da Comissioni di Lettura Internacionale, com sede in Trento, Itália 04/04/2013.
            À mercê do seu trabalho, tem vindo o justo reconhecimento. Miranda tem 12 prêmios no Exterior: Estados Unidos (4), Paraguai (2), Panamá (2), Itália (2) e França (2).
Recentemente, recebeu o título de Membro de Honra do Instituto Literário y Cultural, com sede na Califórnia, USA, passando a figurar ao lado de nomes ilustres como Jorge Luis Borges, Isabel Allende e Ernesto Sábato, por exemplo. E a revista Alba de América (800 páginas), editada pela citada entidade, publicou poemas de Miranda e um ensaio de Antonio Olinto sobre a obra do uruguaianense. Luiz de Miranda ganha em 2009 um dos maiores Prêmios mundiais, o do Instituto Literário e Cultural Hispânico, que já agraciou nomes internacionais como Augusto Roa Bastos e Mario Benedetti. Miranda recebeu o Prêmio em 12 de agosto na Argentina no XXXII Congresso Mundial da Entidade. Miranda recebeu em 2009, da Secretaria Municipal da Prefeitura de Porto Alegre, o Prêmio Açoriano de Melhor Livro de Poesia do ano, com “Monolítico”.
            Foi lançado dia 7 de outubro de 2014: Palavra Revelação em Luiz de Miranda, mais um estudo do crítico e ensaísta Eduardo Jablonski. “Vale a pena conferir estas acuradas reflexões sobre o universo poético mirandiano, expostas através de retórica cristalina, eloquente e apaixonada do crítico literário gaúcho Eduardo Jablonski.” Zilá Bernd (UFRGS/UNILASALLE/CNPq)
            Sempre voltado para nosso continente, ainda no mês de julho de 2007, em sua cidade natal, a fronteiriça Uruguaiana, redigiu o poema intitulado Salve a Argentina, composto por 103 cantos, certamente o primeiro cântico de louvor à pátria-irmã escrito por um brasileiro.Foi eleito para Pen Clube do Brasil, em 2012 no Rio de Janeiro. Todo o acervo poético de Luiz de Miranda foi entregue ao Projeto Delfos – Memória Cultural da Pontifícia Universidade Católica do RGS, em dezembro de 2009. Lá estiveram Erico Veríssimo e Mario Quintana. Está lá sua biblioteca, com 2 mil volumes.
            A obra de Luiz de Miranda tem um grande reconhecimento em outras áreas da cultura. Em 1995, quando completou 50 anos um grupo dos maiores artistas plásticos de Porto Alegre homenagearam sua poesia colocando-as em suas pinturas, gravuras, desenhos e esculturas. Isto passou a chamar-se “A Arte na Poesia de Miranda” que estará a partir do segundo semestre de 2015 no espaço Delfos da PUCRS . Luiz de Miranda e o único poeta vivo no mundo com busto em Estádio de futebol, é no Sá Viana Futebol Clube de Uruguaiana, onde o poeta jogou e tem foto da sua equipe na sede social do clube, a obra é uma criação do grande Xico Stockinger, inaugurado em 2005, quando o poeta completou 60 anos. E isto está no Guinness Record.
            Em 1999 o pintor português João Manta fez 30 gravuras com a poesia de Luiz de Miranda. E isso virou a Exposição “Constelação” que percorreu várias cidades gaúchas e se acha hoje no Palácio Borges de Medeiros, a Câmara de Vereadores de Uruguaiana.
            Luiz de Miranda nasceu em Uruguaiana/RS, fronteira com a Argentina e Uruguai. Sucesso de público e de crítica. “Amor de Amar” vendeu 1.860 exemplares em dois meses; Livro dos Meses vendeu mais 30 mil; Livro do Pampa, 20 mil. A maioria de seus livros está com a edição esgotada. Para Ary Quintella: “Miranda é o melhor poeta vivo do Brasil”Rio,1989. LM é verbete da Enciclopédia Biblos da Europa, a pedido da Universidade de Coimbra, Portugal, com texto composto pela crítica e professora doutora Regina Zilberman.
            Em 1987, foi eleito para a Academia Rio-grandense de Letras e em 2000 para a Academia Sul-Brasileira de Letras, localizada em Pelotas/RS. Já pediu demissão da Academia Rio-Grandense de Letras. Em 2009. É Sócio Honorário do Instituto João Simões Lopes Neto.
            Luiz de Miranda é Secretário da Noite de Porto Alegre há  mais de 40 anos, nomeado por Lupicínio Rodrigues em 1973, tendo como testemunhas Demósthenes Gonzalez, o Rei da Noite e Danilo Ucha, o Dono da Noite.
            Miranda participou da luta armada contra a ditadura militar. Reproduzo o verbete de “Dicionário Ilustrado da Esquerda Gaúcha” (João Batista Marçal e Rosângela Martins, Editora Palmarinca, 2008):
            “Um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Jornalista e intelectual. Militante socialista. Natural de Uruguaiana, cidade em que nasceu em 6 de abril de 1945. Fez curso de guerrilha na China para onde foi encaminhado por Ulysses Villar (ver VILLAR, Ulysses) em 1966.
            Atuando na luta armada que se contrapunha ao golpe de 1964, foi preso em Uruguaiana, em 1969, e no Teatro de Arena, em Porto Alegre, em 1971. Mesmo caçado pela polícia política dos militares, participou em São Paulo de ações do POC, da ALN, da VPR e do MRT. Coordenou a estratégia da última expropriação bancária em Porto Alegre (1970). Possui 27 livros publicados. Segundo o poeta e crítico Gerardo Mello Mourão ”Luiz de Miranda é o poeta medular do Rio Grande (Rio, 1999).”
           
 
            Breve Fortuna Crítica
 
            Nunca Mais Seremos os Mesmos, esta epopeia que resume toda a sua mitologia pessoal como poeta e que nos descortina aquilo em que consiste a herança dos que nascem nos Pampas. Trata-se de um poema de raiz e que, como tal, mergulha fundo e viscoso na alma de quem o lê.
 
                                                                       Ivan Junqueira – Presidente da Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro, 17 de Abril de 2005.
  
            Sua Trilogia da Casa de Deus é forte, é um verdadeiro Canto General de Pablo Neruda, cheio de generosa amizade. A Poesia sopra com a força mítica de Orfeu. Um Orfeu dos Pampas. 
 
Affonso Romano de Sant’Anna, Rio de Janeiro, 2002.
 
            Miranda é o grande poeta épico que transforma o eu pessoal em coletivo, a voz individual na voz de um povo. Dá prosseguimento ao que fez Rubén Darío, seguido por Gabriela Mistral e Pablo Neruda. É uma voz única na América Latina. 
 
Perfecto Cuadrado, Madrid, 2005.
  
            Luiz de Miranda é o grande poeta do Pampa, no mesmo lirismo épico de José Hernández, num tom mais alto que o próprio Martín Fierro. 
 
Gerardo Mello Mourão, Rio de Janeiro, 2005.
  
            De fato, analisando com vagar e atenção os livros até hoje publicados de Luiz de Miranda, sem qualquer dúvida é possível afirmar que se trata de um dos grandes poetas brasileiros de todos os tempos, dando segmento às grandes produções no idioma português, de Camões a Fernando Pessoa, passando por Antero de Quental e Carlos Drummond de Andrade.
 
José Édil de Lima Alves, Porto Alegre, 2005.
 
            Luiz de Miranda é tão autêntico quanto a sua arte. É impossível não gostar dele, como é impossível não gostar de sua poesia. Luiz de Miranda, poeta maior deste país.
 
Moacyr Scliar, Porto Alegre, 1997.
 
            Luiz de Miranda é uma das poucas grandes vozes da poesia brasileira atual.
 
Nelson Werneck Sodré, Rio de Janeiro, 1996.
 
            Do tempo e da circunstância, do amor dos outros e da vida, de fiapos da existência dilacerada destas horas, do efêmero cotidiano que os poderosos creem que não fique, dessa  matéria  fluida e perdível, da captação desse lixo da história e da exploração do homem, do sensível e emotível e comovível, destas coisas aparentemente irrelevantíssimas, Luiz de Miranda ergueu este seu canto de eternidade: bem haja!
 
Antônio Houaiss, Rio de Janeiro, 1987.
 
            A poesia de Luiz de Miranda fala de todos nós. 
 
Ferreira Gullar, Buenos Aires, 1976.
           
            O essencial da poética de Luiz de Miranda, um dos mais altos momentos da Poesia Brasileira Contemporânea, se inscreve na grande tradição lírica da Língua Portuguesa e na esteira da revolução das linguagens do nosso tempo, aberta ao futuro pelo modernismo dos dois lados do Atlântico e prolongada por sucessivas gerações deste século.
 
José Augusto Seabra, Paris, 1997.
 
            Como já disse, tua poesia é única que funciona como um “organum”, como os neo- helênicos de Alexandria (vide Kavafis). Chegas com Nunca Mais Seremos os Mesmos ao topo mágico dos grandes poetas. É uma das mais poderosas poéticas do mundo atual.Pena que eu ande adoentado e não possa escrever um ensaio sobre isto.
 
Gerardo Mello Mourão, Rio, 2005.
 
            Luiz de Miranda, com Cantos de Sesmaria, canta sua terra, e faz dela um canto universal, tornando-se um dos maiores poetas do mundo. 
 
José Augusto Seabra, Paris, 2003.
 
            Luiz de Miranda, ápice da poesia brasileira. 
 
Moacyr Scliar, Porto Alegre, 2006.
 
            Sou suspeito para falar, porque desde jovem fui apaixonado pela riqueza e complexidade das sinestesias de Luiz de Miranda. Considero-o maior que Pablo Neruda, mas, para não causar polêmica ou estranheza, poderíamos colocá-lo no mesmo grupo dos grandes da história, que também teria a participação dos portugueses Camões, Fernando Pessoa, afora José Saramago. O prosador-poeta. Luiz de Miranda é um dos melhores poetas do mundo.Também estão num grupo inferior ou no mesmo time, poeta como Dante e Virgílio, Camões e Pessoa, Eliot e Paund, mais Whitman. Em 2012, um professor do Peru, me disse “Não deixaste pedra sobre pedra, quando afirmaste que Luiz de Miranda era melhor que Neruda. Luiz de Miranda - O Maior Poeta do Mundo.
 
Eduardo Jablonski, Porto Alegre, 2014

 

ELEGIA DA LONGA AUSÊNCIA

Este lugar é meu lugar no mundo,

por isso te escrevo

com encanto e dor.

A ausência perdura

e perfura

o escondido da alma.

Estou só,

mas estou vivo

e empurro

para bem longe

a tristeza que há

nos dormentes da memória.

Estou sossegado

no descampado,

onde moro em meio da noite,

antiga companheira de martírios

e estrelas,

as conto no céu abafado

de fevereiro.

O oleiro trabalha

o barro da existência

num cavalo azul.

Eu o olho com doçura

nesse momento madrugadeiro.

Sou guerreiro

detrás daquelas nuvens

que passam ligeiras,

e aumenta a ausência

que se alonga no horizonte

num largo caminho

sem pontes.

Perquiro o que me sobra

dos meses,

passo os calendários

montando a vida

meu bem      meu mal

quando saio

pela porta do inferno

e vou dar em lugar algum,

mas um dia

me trará o mar,

minha pequena salvação,

depois voltarei a terra

na ogiva

de seu esplendor,

contarei os anos

que tenho guardado,

noite

meu jeito de viver

vicissitude

à margem do caos

possuído

de amores amargos,

dureza

que não ama

e abalroo

o que soa

como grito

no infinito

do meu olhar

e fabrico aros de ouro,

meus brinquedos velhos

no fundo da casa,

lírica rosa nascia

onde tocava

tua mão macia,

era dia bom

para o meu pobre coração,

eivado de medo

e protegido por cordão

de ouro

da Virgem Maria.

Um toldo longo

me protege do vendaval

que se anuncia

no avental

das horas.

Quero melhorar

dessa melancolia

que me atordoa

nesta urbe

de cimento e cinza.

A besta,

o grito das ovelhas

me cercam.

Peço perdão

e sigo adiante,

chuva e areia

na praia

que não existe,

como jamais viste.

É um auroral estranho,

o que me ajuda

levar o rebanho.

Sou um potro abandonado

que trabalha só

nestes descampados da pampa.

Penso nos teus olhos

e às vezes choro,

não por mim

que fui abandonado,

mas sou amado

dos que me cercam,

e assim me salvo.

Talvez a vida

seja só isto,

e assim de sobressalto

no alto

do cadafalso

colocar meu corpo,

armo meus alforjes

de esperança

e não salto.

Permaneço imune

diante do adeus,

os florins da guerra

ainda são meus.

Terço uma pampa

branda,

mas brava

numa avenca branca

que abraça o desamor

dos meus itinerários,

neste diário sobrevivo.

Viver é ir à deriva

com face altiva.

 

Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2010. Do livro Amores Amargos.

 

PEQUENA ELEGIA DO QUE PERDI

Perdi tudo que tinha

na linha alva da alvorada,

me levaram a lugar ermo

e roubaram meu silêncio

e a melancolia que trazia.

Uma velha fotografia

de teu amor

foi-se nesta tarde

que aturdia

minha memória,

fico agora mais livre

para o espanto,

é bem presente

em livro

léxico

aberto

certo

de todo o escuro.

Vazo os muros

da estrada

e procuro no campo

meu lugar e meu encanto,

onde canto forte

e desenha da vida,

em estrada só de ida.

 

Porto Alegre, tarde de 2 de fevereiro de 2010. Do livro Amores Amargos.

 

O Que Conheço é Pouco

O que conheço é pouco,

mas já me basta,

é haste de roseira

que abre flores brancas

antes da primavera.

Dou-me a tudo que vejo

na ladainha

da linguagem,

esta viagem,

onde estou metido,

desde que nasci.

Fico quieto,

muito quieto,

para que brote o poema,

esse é meu tema

bem dileto,

ordeno na página

conforme morada,

a forma e o conteúdo.

Sou Miranda, o homem

me pertence,

os Goulart,

açorianos, franceses,

dos primeiros que pisaram

o solo do Rio Grande,

em Rio Pardo,

onde há o cemitério dos Goulart.

Meu bisavô, Perseverando Goulart,

de mil oitocentos e cinquenta e seis,

é o mais antigo

de que tenho notícia.

Depois rumaram para São Borja,

se espalharam por Itaqui e Uruguaiana,

onde vim ao mundo

para navegar esse mar

sem fundo.

Cruzei milhares de cidades,

nessa vontade de andar

que me deu

minha vó Francisca Goulart.

Depois tenho andado sozinho

por alqueires de pampa

de verdes indomáveis,

vão junto meu cão e meu cavalo,

adivinho o eito da solidão.

Porto Alegre, tarde de 3 de fevereiro de 2010. Do livro Amores Amargos.

 

A UM DIA DA ETERNIDADE

Para onde vou não há retorno,
os ventos zunem nas distâncias,
nas lonjuras mais ermas.
Estou a um dia da eternidade.
Mas há ainda um ranger de dentes
das plenas rebeldias.

Teu amor não vem,
teu amor vem tarde,
como a paisagem da janela de um trem
já não vem.
Teu amor
amortece
na mesa vazia de um bar.

Esguia e bela,
somes nos nomes
que a paixão não traz.

O que bebo é vinho
e ventania,
loucura dos santos,
que se perderam na procura
do que nunca tive.

És bela,
o desejo é belo,
e basta.
Longe de casa,
eu moro na rua Lima e Silva,
em Porto Alegre,
no fim do mundo.
Só o coração compreende,
que a paixão não traz,
o barco da ternura jaz,
neste rio Uruguai
da minha vida inteira,
correndo para o Mar del Plata,
onde ainda se ata
a dor da vida e a dor da morte,
linho na bruma da manhã,
metade sonho, metade morte,
apenas um cesto de romã.

Um dia irei além do impossível,
serei ainda o barco de um só rio.
A nudez é plena,
a nudez da água navega.
Quem me conhece pensa que sabe,
mesmo assim, não sabe
da solidão da porta dos hospitais,
onde nunca entrarei.
Prefiro a morte súbita,
alma voando,
num repente,
um breve momento,
frente a Deus.

Tudo é solitude.
nos descampados da pampa,
minha lei e minha origem.
As flores crescem para além
dos muros da minha cidade,
liberdade
em tudo o que arde.

Sereio o que sonhei,
a mil anos daqui.
Serei,
como a pérola
que vive encantada
na sua concha,
no fundo do mar.

Irei ao mundo,
como fui um dia
à escola.

Só os deuses
entendem dormir
entre estrelas,
e acordar sem elas
e poder vê-las
em cada vão da tarde.

Porto Alegre, noite de 21 de março de 1998.
Do livro “Quarteto dos Mistério, Amor e Agonias, 1999. Considerado obra prima, no prefácio que faz Gerardo Mello Mourão, único brasileiro indicado ao Nobel de Literatura, el 1979, pela Universidade de New York.

 

XXIV

Tu tens que tentar
tocar as estrelas,
destina toda a tua
vida para esta sorte.
Não fiques somente em vê-las.
Acorda-as com o brandir do verso,
que sobe do amor, antes imerso,
e vai luzir com elas
no esplendor da eternidade.

Olho lasso diante da amplidão,
dou mil passos além da solidão.
Meia lua gris, morte e incêndios,
ao esmeril do vento.
O tempo dorme e é inútil,
enorme é a dor que me assedia,
e não estanca esta sangria.
Rosa branca, rosa branca,
és meu mistério e missão,
és quando abril assume
o tendal alto das estrelas.

Aí estou coberto do que amo,
sirvo a mesa e proclamo
que o amor reina mil anos,
e um pouco dele, talvez muito pouco,
passa por nossa alma,
que é lavada no orvalho da manhã
e resplandece na sombra branca
da minha mão magra,
que escreve, dolorosamente, o poema,
esse dilema de uma vida inteira.

Minha covardia é amar demais,
e depois chorar a perda de quem se ama.
Mas sem isso a vida não bate na alma.
Melhor amar e ir morrendo nos seus sulcos,
do que deixar para outro dia o que é diamante,
mar, azul, manto de pérolas, ramo de flores,
que nos envolvem por dentro do corpo.
Sou às vezes navio sem porto,
mas navego os milagres da paixão.

 

Ponto de Partida

A Alceu Valença

Não sonharei o impossível
nem aurora
a luz vem luzindo
sua desesperada agonia
o passado move
sua chuva de caspa e cinza

Não me queiram cordato
sou sempre o reverso
o horizonte incabado
quando me julgam morto
renasço com os caídos e mato
para morrer de novo
à lucidez das palavras endurecidas

Alerta, neste quarto emprestado
à beira do coração
me sustento de miudezas
substantivos, verbos, adjetivos
complementos do cotidiano
e construo a esperança
como quem se salva
para salvar

Alerta na pampa
casa e coração
cinza no osso da dor
cinza no rosto do amor
arsenal da solidão
arreios da vida inteira

Não sonharei o impossível
revoa a angústia
como pássaro sem prumo
nossos mortos, nossa morte
escuro silêncio
espaço sem ar
desequilibrando no céu
o algodão das palavras

Desequilibrando no céu
as aves de pouso alto
o alarme geral
das armas e das canções

Desequilibrando, desequilibrando

Estado de Alerta

 

 

CANTO 13
[LUIZ DE MIRANDA] escrito em domingo 06 abril 2008 00:50
Porto Alegre Porto Alegre


alegria pra nós que
precisamos
tenho saudade em
demasia
das coisas que nunca tive

Rio Guaíba
a grande alma da cidade
retrato do sol
caindo na noite
arco de sangue no
horizonte
nos abraça
como se fosse
o único barco
que se esgalha
na linha da água

Mas este rio
é maduro demais
nele pulsam alguns
peixes
e mais é lodo
rolando sobre
os raros seixos
do seu fundo
o mais é lodo
vagorosa morte.


Site: http:||luizdemiranda.wordpress.com 

Email: luizdemiranda@terra.com.br

 

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