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Rita de Cssia Nogueira Sovatti
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

LIMITE

No primeiro dia, a morte me rondava.
Não havia cor no céu, nem luz.
Não podia ouvir qualquer som, além do abafado pranto em meu peito teimando por sair.

No momento segundo, tomei-me de todos os objetos que me te traziam à lembrança e os fechei em uma caixa.
Fixei-a em terra, para que somente eu pudesse levá-la e deixei a chave esquecida em um canto conhecido apenas por mim.

No momento seguinte, busquei arrancar da alma e do peito as memórias boas e más, o que fora desbravado e o que fora escondido - bem mais, ainda, da tua invasão avassaladora - bem mais, ainda, de ti, inteiro.

Arranquei de mim os dias e as noites de amor e os de desespero, as marcas de todo o prazer e de toda a dor.
Desprendeu-se tua voz da minha memória,
teus escritos afastei dos meus olhos
e tua essência tirei do meu coração.

Li e reli, vi e revi tua bipolaridade;
percorri tua ternura e o teu rancor;
teu sabor acre e doce;
tuas lágrimas verdadeiras e as dissimuladas;
minha devotação e o teu descontentamento.

Restou jogar fora a caixa e perder dela a chave;
desalinhar meus pensamentos de ti e de nós;
despistar a morte da alma e lembrar que ainda há vida
para mim e para quem me abrace forte.

*****************************

LUA FRIA

Ó Lua branca, branca e fria,
Tens os cristais gélidos da dor.
Condensadora da agonia,
Da aflição e pungente torpor.

Gotejavas orvalhos prateados,
Cintilavas, fulgurando alva, o amor.
Giravas brumas, olhos irisados,
Falavas de cantos, tal era o ardor.

Ó Lua branca, branca e fria,
Tens as gemas frias do dissabor.
Cristalizadora da desvalia,
Da desilusão e tépido fulgor.

Invadiam-nos seus lumes clareados,
Brilhavas, harmonizando, neve, o calor.
Entornavas marfins, risos orquestrados,
Embriagava-nos de néctares, tal era o esplendor.

Ó Lua branca, branca e fria,
Tens os opalas glaciais do desamor.
Corporificadora da avaria,
Da descrença e triste amargor.

Ó Lua branca, branca e fria.
Serás sempre branca, branca e fria.

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SONETO HELÊNICO

Tal o cavalo de Tróia, inventado por Odisseu,
Recebemos amigos, feito um presente,
Sem saber aquele querido ente
Vilão com quem a mão lhe estendeu.

Hipócrita, de alma vil e impotente,
Não passa do Minotauro derrotado por Teseu.
Astuto e dissimulado, cedo mostra o dente,
Velhaco com quem mais lhe acolheu.

O que fazer diante de voz tão pequena,
Se sinto-me como, de Zeus, a Helena,
Homenageada de Virgílio a Giraudoux?

Teu chiste, bem fraco, supera a cadena?
Diante dele, coitado, não faço cena
Não passas daquela de Pompadour...

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biografia:

Rita de Cássia Nogueira Sovatti
, nascida à zero hora de 16 de setembro de 1964, na Capital de São Paulo, Brasil.
Graduação em Psicologia Clínica pela Universidade Paulista no ano de 1986. Especialização \'lato sensu\' em Ludoterapia.
Graduação em Direito pela Universidade Mackenzie. Especialização \'lato sensu\' em vários ramos do Direito, especialmente Penal e Eleitoral.
Possui um blog: http://cinzasdecarvalho.zip.net
Pseudônimo de escritora: Bárbara Carvalho.
Aguardando publicações por parte de alguns editores.

rcnsovatti@uol.com.br

 

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