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Hiago Rodrigues Reis de Queirs [Cnsul - Lapa-SP]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Enterro do meu amor

Trago rosas mortas
na lapela do chapel
onde a morte te confortas
encaminhando-te à porta do céu.

Venho com a foice molhada
de sangue coalhado,
de esperança esquartejada,
do sonho dilacerado.

Caminho com a vela derretida
orada pela noite agonizada,
vem de lágrimas refletida,
vem pingando a madrugada.

Chego com dificuldade,
rastejando pela dor,
depois de tanta saudade
por você... morreu meu amor.

Seu poema meu amor.

Seu olhar me traz a luz
que preciso para caminhar,
seu brilho intenso traduz
o amor que faz o mundo se amar.

Sua falta tanto que maltrata,
me faz esquecer que preciso viver,
para esperar, o sentimento me resgata
para as novas estrelas do anoitecer.

Quero no mundo apenas você,
sem mar, nem chuva, para as lágrimas rolar,
para não chorar quando te ver
partindo sem um beijo me deitar.

Lindos lábios os que se foram de mim
e se a vida me tem alegria: tinha
não tem mais, pois ela me chegou ao fim,
pois solitário, meu coração tristemente caminha.

Fora da gravidade...
totalmente fora de ter direção,
apenas dentro da saudade,
que abomina o meu coração.

O coro do fim.

É como se a morte,
morresse quando você,
com seu olhar forte,
que só você sabe ter,
sobre as chamas
da vida querida
magoada e sofrida
maldosa em tramas,
se mostrasse perdida
ao som que reclama,
conclama e racha minha ferida,
num intenso corte
num truque de sorte
te lembrasse... esquecida.

É como se a alma,
se fizesse de calma,
num toque reluzente,
um sorriso estridente,
olhar transparente,
entre o medo da solidão,
entre a dor da indeclaração,
vem você novamente,
seu sorriso estridente,
pingando veneno,
e eu deitado no sereno,
e me deitas um beijo...
e no frio eu rastejo...
já me fecho, olho pro céu...
já sinto o gosto de féu,
por um sorriso, arquejo,
por um segundo me vejo...

É como se tudo bastasse.
Num longo caminho,
se lá eu chegasse..
me visse sozinho,
e um abraço me desce...
uma lágrima umidesce
o meu brado espeitar
ante a vida trucidenta,
entre a mágoa sedenta
de lágrimas, sangue e suor...
e a marcha eu sei de cor...
caminham entre o murmurar,
entre o desejar, entre o vagar
do sopro do coro
fedendo a desaforo
de quem está... a se obrigar,
a caminhar... a cantar...

É como se tudo passasse...
e nada mais valesse
além desta lágrima na face,
ou um descer, como esse
velas, flores.. choro,
eu conheço este coro...
eu sei de cor esta marcha - sim...
é o começo do imenso,
o esquecer espesso e intenso,
o desconhecido é assim...
é a minha coroa de rosas... lúgubres...
é o coro de vozes... fúnebres...
me descendo no caixão..
me coroando em vão...
cantando o coro... do fim.

biografia:

Hiago Rodrigues Reis de Queirós
, o principal fundador do Realtragismo é, sem dúvida alguma, uma das maiores promessas para a Literatura e um dos poucos herdeiros do realismo brasileiro; com seu jeito trágico e irônico de traçar suas histórias e com elas criar uma intriga desordenada ao entendimento primário do leitor, é tido internacionalmente como uma obra de arte em si. Suas histórias começam onde o entendimento do leitor termina, e o silêncio deste entendimento, é um pedido de aplausos ao leitor.

hiagorrdequeiros@ymail.com

 

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