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Mnica dos Santos
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Quimeras

Quisera eu ter a sabedoria do matuto
e não uma consciência forjada
ter nas mãos as marcas da enxada
na lembrança os tantos tombos na estrada
e levar n\'alma os calos do sentimento bruto!

Que o saber não fosse um bem tão disputado
que sábio fosse aquele por quem a vida floresce
que das mãos caridosas faz brotar uma prece
que pelo amor do passado inda a alma padece
E que sobre a terra derrama suor e cuidado!

Que o homem não quisesse do outro usurpar
que só me bastasse o que de meu eu tivesse
que só me valesse o que a natureza me desse
que dela eu cuidasse e em troca eu pudesse
apenas banhar-me de Sol e Luar.

Que nua eu andasse, sem medos ou visgos
que o corpo não fosse mais que a morada
da alma liberta do que fora embotada
por medos, preceitos, conceitos, por nada
que valha as dores de uma vida sem viço.

Que o verde do campo fosse meu leito
e o céu estampado de belas estrelas
me fosse um presente...e eu pudesse tê-las
não em prisão qual um pássaro em gaiola
mas em minha mão...qual um sonho de outrora!

Que do seu lume incandescente, eu ganhasse
uma chispa que fosse pro mundo alumiar
que de minhas mãos uma tocha brotasse
que de luz estelar um caminho eu criasse
onde em paz os homens pudessem trilhar.

Ah, quem dera meus versos tudo pudessem!
Ah! Quimeras...quimeras de um poetar!

Des[construção]

Diante do espelho
há um ser complexo

Homem exato
Homem empírico
Homem matéria
Homem cético
Homem Deus

Do outro lado
vê-se o reflexo

Insatisfeito
Incompleto
Inconsistente

Imagem somente

Por destino ou ironia
em busca de complemento
o Ser descobre a poesia
que da alma é alimento

Que constrói
Que transforma
Que renova

O homem antes complexo
torna-se um ser desconexo
em plena desconstrução
encontra-se na contra mão

E diante do espelho
vê-se em novo reflexo:

Homem sensorial
Homem lúdico
Homem transcendental
Homem humano
Homem alma

Desfeito do que antes havia
curva-se então à poesia
e Ele, que era só reta
torna-se enfim um poeta!

Quem são esses meninos?

Quem são esses meninos descalços
desnudos, na rua jogados
perdidos e sem ilusão?

São filhos da indiferença
da falta de poesia
da falência do sentimento
da hipocrisia, da exclusão.

São o retrato escarrado
do cuspe no próprio prato
da ignorância e mau trato
do não ser de fato
herdeiros do próprio chão.

São nossa vergonha perdida
no som das moedas douradas
que prometem e não cumprem nada
que fazem da vida um mercado
onde se compra aos bocados
e nunca se enche de fato
o vazio do coração.

Vazio de sentimentos,
de valores e pensamentos
que façam valer a sorte,
de não se saber da morte
que à quem sofre trás o alento
mas à quem erra, não deixa tempo
pro arranjo ou redenção.

biografia:
Mônica dos Santos

Nascida na cidade de São Paulo, no dia 18 de agosto de 1970, vivi pouco tempo na capital, tendo passado a maior parte da minha vida no interior, na cidade de São José do Rio Preto, onde resido hoje com minha família.
De origem humilde, as oportunidades foram poucas, concluí o segundo grau, cursei um ano de Ciências Sociais na Universidade de Brasília abandonando os estudos por falta de recursos financeiros.
Sou auxiliar de enfermagem, mas não exerço a profissão.
Tenho há mais ou menos dois anos me encontrado entre os sonhos e devaneios da arte de escrever.
Mantenho no site orkut uma comunidade de escritores,o Café das letras, onde reúno pessoas que assim como eu, são apaixonados por esta arte.
Não tenho livros publicados. Participo de uma coletânea com outros escritores da internet, a coletânea Poemas e outros encantos, que será lançada em breve, e também preparo a primeira Antologia da nossa comunidade.
Tenho na poesia e nas crônicas que escrevo minha forma de externar meu amor pela vida, minhas indignações e inquietações com a desumanização do homem e com o desrespeito pela vida, e também uma forma de deixar transbordar meus sentimentos.
Sou nestes caminhos que percorro, \'poesia derramada, poema completo, e sou nada.\'

Abraços literários aos Poetas del mundo!

moniquinha.san@gmail.com

 

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