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Joao Pereira Correia Furtado
Nacionalidad:
Cabo Verde
E-mail:
Biografia
EU E O MEU PARDAL NOVAMENTE!

Eu te vejo muito tristonho
Meu belo pardal confidente e amigo
To calado estas tu que sempre falaste comigo
Tu que sempre entraste at no meu sonho...

Estou muito triste amigo Joo
Venho do Cabo das Esperanas
E na bagagem trago poucas esperanas
As baleias so mortas que di o corao...

E na terra a vida dos pacficos elefantes
No est nada fcil, dizem que o fim
Todo por motivo apenas dos dentes de marfim
O mundo esta a perder os ltimos gigantes

Pardal o mundo sempre foi assim
Que te espanta agora de deferente
O Homem por ser sempre carente
Plantas e animais e at ele prprio d o fim!

A minha tristeza ver, meu amigo
A nossa pouca voz entre os humanos
De crimes acusados e condenados por anos,
Por defenderem o mundo do perigo!

Joo Furtado
Praia, 15 de Setembro de 2010


OBRIGADO A MEG

Meg querida amiga e grande guerrilheira
Que palavras e poemas usas como armas
E com as poesias e as palavras desarmas
Sem fazer grande, quase nenhuma barulheira...

Tu, como eu sabemos a fora da palavra
Na verdade nenhuma arma mais poderosa
Toda a forte armada por mais briosa
S assim pelo domnio da palavra...

Posso te afirmar que j temos connosco
A ndia Libriana da bela ilha de So Vicente
Bem Amiga Meg quero ser muito prudente
Seno diria que outros viro dos que busco

Na verdade este poema para dizer obrigados
E eu c estou a devagar na madrugada silenciosa
Tenho que falar da Arlete, minha outra amiga ditosa
Foi a Fada das Letras que nos fez encontrados

Quis Deus do Alto ou a divina providncia
Que eu e ela na internet conhecssemos
Sem que isto alguma vez imaginssemos
E ela me encaminhou com toda a pacincia

Tambm a fonte da minha prima inspirao
Que de todos os seres poetas constri
O amor que as vezes coraes destri
Quero agradecer a Nelita, o meu corao!

E agora j posso voltar e contigo falar
As palavras podem ser de guerra e de paz
Temos que usar e ser sempre capaz
De com as frases e poemas guerras parar!

No sei o que um Cordel Brasileiro
Aqui somos peritos e ricos em Morabeza
Apesar de todo e escassez e a pobreza
Para todos temos sempre sorriso verdadeiro!

Sempre me senti do lado do mundo
E dos filhos do mundo um irmo
A fronteira est no nosso corao
E ela no existe nos Poetas del Mundo!


Joo Furtado
Praia, 11 de Setembro de 2010


AS BALEIAS MORREM EM CABO VERDE

Porque estas tu to triste Pardalito
Que nem me brindas com tua linda cano
Sinto que di o teu sentido corao
Para estares to calado, to esquisito

E eu, meu amigo irracionalmente dito
Sinto-te num silncio to sofrido
Diga-me, meu amigo o que tens tido
Que em mil acontecimentos eu medito

Dizes que as baleias sufocadas
terra esto a dar aos cinquentas
E que as mortas tristes no aguentas
Ser que no mar as guas esto contaminadas?

Queres contar muito mais amigo
Mas no quero ouvir mais nada
J tenho a vida toda desgraada
Apenas por falar, meu amigo, contigo!

No fcil, te digo eu, Pardal mensageiro
Ser eu teu nico e sempre confidente
E ouvir os sofrimentos tidos por ti mormente
Ainda que volvel como s, todos passageiros!

Meu pardal, ao chorares a morte das baleias
Que em Cabo Verde tristemente se suicidaram
Mais uma vez, meu amigo Pardal, me provaram
Que o homem nico que resume-se as suas ideias!

Joo Furtado
Praia, 18 de Junho de 201


A TERRA SENTE-SE AMEAADA

As cheias e as secas anuais

Tudo do mal acontecem
Estas mudanas climticas
Reparem que so cada vez mais frequentes
Raios Ultravioletas cada vez mais descobertos
A vida na terra sente-se ameaada!

Simplesmente tudo de mal acontece e nada,
Enchentes, Casas e cidades submersas
Ningum parece saber porque
Tudo se desmorona e se destri
E a soluo nem parece difcil, respeitar a natureza
-
Sabemos que somos culpados
E podemos com simples acto, tudo resolver?

Amor, dedicao e civismo pela TERRA
Mortes e guerras rejeitar definitivamente
Estar certo que todos seres vivos
A TERRA pertence e devem viver
Cada um ao seu jeito prprio e natural
Ajudando para o equilbrio terreno, e, nos
Devemos ns os seres humanos esquecer
A riqueza fcil e pessoal desejada, no violar a Natureza!

'O PLANETA TERRA PEDE SOCORRO'.

O Homem precisa ter conscincia!

Parar de ser to egosta
Lembras que para nascer
A vida formar e poder viver
Necessitou de condies nicas
Estar coberto pelo Ozono em Lenol,
Ter oxignio em dose prpria
Agua pura e plantas saudveis!

Tudo que a ambio desmedida
Esta a por em causa, o homem a
Romper o lenol da sobrevivncia, o ozono
Raios ultra violentas, livres nos atacam e no s
A TERRA sentisse por nos ameaada!

Por barragens aqui construdas, abrir canais ali...
Estamos a mudar a natureza perfeita
Depois vem as cheias e as secas constantes
Embora culpados, nunca arrependemos!

Socorro pedem os aflitos, enquanto que,
Os bafejados da sorte festejam alegremente
Como pode ser o homem, ser superior, se
O maior inimigo da vida ele o homem ?
Recorrer a guerra e a destruio
Reclamando ser necessrio e inevitvel, quando,
O amor, a Paz, a compreenso e o respeito caminhos certos so!

LOBISOMENS E AS BRUXAS
Voltaram os lobisomens e as bruxas
A noite tornou-se tenebrosa de novo
E o medo se imperou aos homens de boa vontade
Tudo se repete de novo
Voltaram os lobisomens e as Bruxas
Mas a diferena que deixam marcas
As vitimas so marcadas
E as marcas so visveis
Voltaram os lobisomens e as Bruxas
Tudo se repete de novo
E o medo se imperou aos homens de boa vontade
Veio a electricidade e a evoluo
Matou o podogo e com ele os lobisomens e as bruxas
As crianas deixaram de ser comidas
E os rapazes da noite dia fizeram
Mas tudo se repete de novo
Voltaram os lobisomens e as bruxas
E o medo se imperou aos homens de boa vontade
Armados e em bandos
Andam os lobisomens e as bruxas
Entre si se esgrimem e marcam territrios
Com rotulas de TAG colocados
Ou tenebroso THUG denominados
Ou simplesmente TUG
So os lobisomens e bruxas
Armados e em bandos marcam territrios
Veio a electricidade e a evoluo
Com ela a rdio e televiso
Para matar o podogo e candeeiro de pulga
E com eles as bruxas e lobisomens
Mas tudo se repete de novo
Voltaram os lobisomens e as bruxas
Armados e em bandos
Matam e assaltam e deixam marcas
Marcas da evoluo, marcas do desenvolvimento
Voltaram os lobisomens e as bruxas
A noite tornou-se tenebrosa de novo
E o medo se imperou aos homens de boa vontade
Tudo se repete de novo
Voltaram os lobisomens e as Bruxas
E eu fico com saudades
Com saudades dos meus lobisomens
E eu fico com saudades
Com saudades das minhas bruxas
Terror do antigamente
Vividos nas historias de embalar.

Joo Furtado

SELVA URBANA
Sem rosto, sem cara, sem face
Esta selva urbana
Torres altas tocas humanas
Animais primatas pensadores
Carentes acumuladores de bens
Sem ticas nem morais
Ditos inteligentes
Pobres criminosos
Feras ditas feras perigosos
Cordeiros mansos que para sobreviver
E proteger a espcie matam
Se a fera humana se comparar
Matas alcatroadas, passadeiras asfaltadas
Ar viciado, aguas venenosos
De cidades chamadas
Selva urbana
Peneiras peneiradas, buracos de ozono
Pobres criminosos
Fim da humanidade pela humanidade
Ser civilizado
Ser egosta senhor da terra
Terra de todos
E terra do nada
Selva urbana.

Joo Furtado

GLOBALIZAO

POR TI CHORO CABO VERDE
E SINTO SAUDADES
TUAS, SINTO SAUDADES DO BADIU
QUE APENAS MATAVA
PARA SUA HONRA GUARDAR
CHORO POR TI CABO VERDE
POR VER-TE TAL FARROESTE
AS COBOIADAS E AJUSTES DE CONTAS
E SINTO SAUDADES DA TUA IGNORANA
E DA TUA PEBLEIA VIDA RURAL
SINTO SAUDADES DOS PINICOS
QUE OUVI MINHA MAE CONTAR
E DAS LATAS DO DECREMENTOS
QUE NA UNICA SANITA PUBLICA ERA DESPECHADA
A GLOBALIZAO E MODERNIDADE
OS AVIES TORNARAM PEQUENAS AS DISTANCIAS
E OS CARROS LEVAM A INTELEGENCIA
E COM ELA A MORTE, MORTE MINHA
QUE DE CAMA, COMO TODO O AMOR
ERA ESPERADA ENFIM
AGORA SOS NOS BARES E CAFS
NAS RUAS E NOS CARROS
QUE VEM, MINHA CALMA MORTE
E SINTO SAUDADES, SINTO SAUDADES
DE FORA E DE PRAIA
DE PONTA BELEN E DAS HISTORIAS
DOS FINANDOS MORTOS POR CANSAO
E QUE VINHAM CONVIVER COM OS VIVOS
MORTOS DE NADA TER PARA FAZER
MAS ENFIM, A GLOBALIZAO
E COM ELA A TELEVISO
E A MORTE ANUNCIADA
E O TERROR NOTICIADO
CANSANDOS DE SER APENAS MIRAGEM
VIERAM CONVIVER CONOSCO
QUE FAZER, SIM TEMOS QUE PAGAR
O PREO DA CIVILIZAO
E O QUE TEMOS DE PAGAR
PARA NO SERMOS IGNORANTES
E DEIXARMOS DE SER BADIUS DESCALOS
E EU TENHO SAUDADES
SAUDADES DE BURRO E DE GALINHAS
SAUDADES DE GROGUE E DE PILO
SAUDADES DE PAZ E DE ATRASO CULTURAR
MAS O PREO DA CIVILIZAO
CHORO POR TI CABO VERDE
POR TE TORNARES PARTE DO MUNDO
DAS COISAS BOAS E COISAS MAIS BOAS AINDA
QUE TE TRANSFORMARAM EM GOMORRA!

JOPER

biografia:
Joao Pereira Correia Furtado


Joo Pereira Correia Furtado [Joo Furtado], nasceu em 1958 na Ilha do Prncipe, S. Tom e Prncipe e reside na Cidade da Praia, Cabo Verde. casado e tem 4 filhos, dois masculinos e dois femininos, dois netos, uma neta de dois anos de idade e um neto de tres meses, mais duas sobrinhas que cria [juntamente com a esposa] desde os 2 anos de idade.
filho de pai Cabo-Verdiano e Me Guineense, e nasceu e cresceu na comunidade emigrante Cabo-verdiana. Confessa que se sentiu sempre um estrangeiro na terra onde nasceu. Tem vrias formaes profissionais de Meteorologia e de Companhia area, sendo estas, formaes comerciais.
Escreve como passatempo e quando sente vontade, no se considerando poeta ou escritor.Confessa-se muitssimo tmido. J participou com poemas no jornal Cabo Verde connections, no Liberal online, entretanto com conto e tem participado com contos e poemas no Jornal RAIZ ONLINE . Participou com dos contos e um poema no livro 'ANTOLOGIA DO AMOR' da autoria da U.L.L.A.
membro da U.L.L.A Associao Lusfona das Letras e das Artes.
membro da SOCA - Sociedade Caboverdiana de autores.




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