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Paulo Acencio DE ARAUJO BARBOSA
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
SOMOS CROMOS SOMOS

Ser ou estar,
uma questo de colocao
do fruto advindo da semente,
brotada da incerteza dos homens.
Fruto inseguro;
lembrana do que era;
misria.

Inoportuno fruto do abandono.
Burgo-fisionomia inata,
scio-ideolgica.
Separatividade imatura;
forosamente forado,
se fez to vido
por um licor to puro
de sabor utpico.

Lanai as vozes-lanai,
enquanto o tempo ainda o ,
enquanto a hora se faz mansa,
suspirando atrs dos panos
da algibeira em farrapos.
E os bombardeios - lanai-os
aos buracos profundos
na face escura da lua,
onde os incapazes esperam
os pseudo-privilegiados.

Esta hibernao fatigante
dos que se dizem homens,
no decadente frontispcio
da passagem.
Contempai a putrefao dos vermes;
pois que a chegada se faz.
O fruto advindo da semente
comea a ser e estar,
comea a proliferar no mundo,
a se fazer verbo e voar.

Era uma imensido de concreto
e de l;
se fez ruir e virou p,
e tranformou-se no que era
antes de ser.
E a soma do p e das migalhas
transformou-se no que somos;
preposio indefinida
como somos.
Cor, colores, cromos.
E o macrocosmo nos fez
cromossomos
definitivamente.

HOMOVITA

Sinto frio na alma, criana
sinto frio;
quando penso que o teu futuro est em jogo.
Esses ignbeis seres obscuros
so insensveis tua dor;
a dor de um destino incerto e to frgil.

Sinto um aperto no peito, criana
quando vejo a tua silhueta esguia e triste
oriunda de tanto sofrimento.
Corpinho cansado, coberto de trapos,
e os pezinhos descalos.

Sinto fadiga no corpo, criana
quando olho nos teus olhos
e percebo a profundidade da vida.
Tua pele macia coberta de lama,
encobrindo o teu suor salgado
de tanto trabalho.

Sinto um clangor no esprito, criana
quando ouo o teu choro;
barriguinha vazia, meu Deus,
a canequinha cheia de gua suja;
o poo seco, riacho fundo e poludo

Sinto uma vergonha imensa, criana
por ter nascido humano,
e fazer parte do rol dos irresponsveis,
de contribuir para o cinismo dos tecnocratas.
Sinto vergonha
por ser um dos culpados de tuas feridas
e nada fazer pelos teus anseios de viver.

Oh, eu tenho mos atadas
e com elas que eu liberto os homens
do vazio.

Sinto um amor to grande criana
que o teu futuro poder mudar;
estes grilhes que me consomem
podero ter um fim, e a ento...
ah, a ento saberei conduzir as diretrizes
e te libertar dessa fatigante agonia.

Sinto uma esperana que me invade, criana
e j vislumbro a tua sorte;
o equilbrio entre a tua alma lmpida
e o teu corpo plcido;
o teu esprito ter tanto esplendor
quanto a tua vontade de crescer.
E ento nascer de ti um ser vibrante;
sers homem em sua sntese, criana
sers homem!

RUNAS

Eis o que nos aguarda
neste fim de sculo: runas.
Fragmentos do passado...
Runas em tudo que fazemos,
mesmo que sejam os nossos atos
os mais puros.
Puras migalhas...
migalhas de iluses.
E onde andamos...
andamos com certeza absoluta
de um passo certo;
de peito erguido,
pois temos cincia
do mal que nos empurra
no tropeo indigno.
Em cada palavra,
em cada olhar,
em cada ato, somos
apenas runas de ns mesmos.

Nascemos,
temos direito vida
mesmo indevida.
Nosso corpo padece,
e no fim carne ptrida.
A humanidade no est segura
de seus ideais;
a imagem do espelho frgil
e as runas sero fatais.
As conquistas sero vitoriosas
mas acabaro em runas.
Todo olhar manso cair qual runas
porque as plpebras estaro cansadas
de contemplar o vazio dos homens.

Runas,
palavra que atormenta a prpria dor
que no suporta de ruir.
Mas...
Eis a esperana que sai do fundo da alma.
Toda runa ser runa
e todo aquele que no cair
ver brotar dos escombros
um novo mundo.

biografia:
PAULO ACENCIO DE ARAUJO BARBOSA

nasceu em Juazeiro-BA aos 30 dias do ms de junho de 1944.
Reside em So Paulo desde 1958.
Estudou desenho e pintura no atelier do mestre, descendente de venezianos,
ROMANO ABEDANTE , durante cinco anos.
A formao clssica lhe possibilitou o uso dos mais diversos materiais e tcnicas,
absorvendo uma grande versatilidade na criao e execuo de inmeros estilos e tendncias.
Sua tcnica preferencial o leo sobre tela e o seu estilo atual ,
o REALISMO FANTSTICO.
Tem participado ativamente do movimento contemporneo de arte no Brasil e no exterior. Premiado vrias vezes, desde medalhas a prmios aquisitivos.
Alm das Artes Plsticas o artista tem feito incurses na Literatura, nas Artes Grficas e na Fotografia.
Durante quatro anos ministrou cursos de arte na Galeria de Arte do SESI/FIESP a convite da galeria. Tem realizado inmeros Workshops em Empresas e Centros Culturais.
Desenvolve projetos culturais para o setor pblico e privado.
MEMBRO DAS ENTIDADES:
 UBE-Unio Brasileira de Escritores.
 APBA-Associao Paulista de Belas Artes.
 Jornal O Estado de So Paulo-Colgio Eleitoral do Prmio Multicultural.
 ACCADEMIA INTERNAZIONALE di Lettere, Arti, Scienze - Itlia.
 APAP - Associao Profissional dos Artistas Plsticos - So Paulo-SP.
 Sinapesp/AIAP [UNESCO]- Associao Internacional de Artes Plsticas

acencioatelier@hotmail.com

 

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