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Tlio Henrique Pereira
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

INDEPENDÊNCIA OU MORTE
Unidade Mínima Distintiva no Sistema

Independência ou morte para os fracos
Independência para os sábios ou morte
A flâmula no seu peito se acende
Quando olha displicente a vitrina
Sabe ou não sabe a decisão que enfim
Dependa de uma simples decisão que lhe defina

Quimicamente dependente de uma história
Coerção que envolve e dá-lhe o elo
Para o céu e para a terra com horizontes
Onde as escolhas são feitas para o bem viver
De quem se cansa diuturnamente
Por morrer da conseqüência cansativa da dependência

Independência ou morte para os poemas
Independência para os gemidos ou morte
À consciência calada e surda aos murmúrios
Obscuros pelas eruditas palavras transcritas nos poemas
Que já não discorrem sobre a dor da morte
Nem tão somente do prazer da vida
Não narra o odor das flores, sequer a cor das feridas

Independência ou morte para os dependentes
Independência para os dependentes ou morte
Independência ou morte à independência
Independência é morte da dependência
A independência independe da dependência
O dependente depende da independência
Para ser dependente e morte

ECCE HOMO

O papel é dispersão
A TV dispersa
A política é controle
O político varre
O natal é disperso
As mães são inquietas
O shopping é descontração
A escola controla
O mundo desperta
O samba anima
De depressão se dispersa
A droga limita
O capital aniquila
A existência dispersa

UNAUTHORIZED I

Se todas as pessoas existem
Suas consciências inexistem
Num habitat cíclico e dual

Numa transposição fajuta
Monocórdia e dúbia elevação
Porque as pessoas existem

E se todas as pessoas existem
Por que correm contra a multidão?
Por que atentam contra elas?

UNAUTHORIZED II

Caminham percebidos pelas calçadas
A espera de serem despercebidos
Num centro unitário irrelevante

Perdem o tempo à espreita de pilastes
Donde param automóveis pro futuro
De ontem, anteontem, mês passado...

Estão apressados para caminho nenhum
Ter dinheiro no bolso, prazer sem esforço
Abdicar gostos: sentir solidão ao dormir

biografia:
Túlio Henrique Pereira
é historiador formado pela Universidade Estadual de Goiás [UEG], escritor desde os 15 anos de idade, fez da poesia a sua forma de expressão literária mais recorrente. Brasileiro, nasceu na cidade de Itumbiara, no interior do Estado de Goiás e reside atualmente na Bahia onde segue com sua pesquisa acadêmica na linha da História da Arte e identidade humana no CNPq a partir do GRUDIOCORPO - Grupo de Estudos sobre o Discurso e Corpo. Publicou seu primeiro livro de poemas \'O observador do mundo finito\' em 2008, pela Scortecci Editora, com o apoio da Casa Pai Joaquim de Aruanda, através do escritor paraibano Zeilton Feitosa. No primeiro semestre do mesmo ano teve dois contos e um poema publicados na coletânea portuguesa [Portugal] Amante das Leituras 2008.

Acompanhem a carreira do escritor a partir de seu Blog: tulioh.blogspot.com.

tulioh@pop.com.br

 

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