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Jos Lucas de Barros
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

O MENINO E OS PASSARINHOS

Menino de minha terra,
larga a “espingarda de soca”,
vai brincar pelos caminhos!
Vai tomar banho de rio,
vai colher flores no campo,
deixa em paz os passarinhos!
Se matas nossos cantores,
quem cantará para nós?
quem vai cuidar de seus ninhos?

O POEMA E O VENTO

Como Anchieta,
fiz um poema
na areia branca
de minha praia,
porém a saia
de um vento louco
varreu meus versos
e foi levando
como poeira,
em longa esteira...
Nem sabe o vento
que os grãos de areia
eram meus versos
cheios de amor!
A imensa dor
de um menestrel
é um grão de areia
que o mar revira,
enquanto a lira,
mar de emoções,
novos poemas
vai rebuscando.
É a teimosia
da poesia,
que vara o tempo,
jamais esgota.
Com a ternura
de uma criança
canta a esperança
que o mar traduz
no seu eterno
bolero de ondas.
No mar risonho,
solto meu sonho
de aventureiro
que, vento em popa,
leva a jangada
do peregrino
ao seu destino.
Há tantas coisas
que o vento leva,
mas nunca traz!
Vento que passas,
traze-me as graças
da juventude!
Leva a saudade,
e a vida inteira
serei vassalo
do teu embalo!

TROVAS

Eu te pergunto, Maria,
como pobre pecador,
que santo suportaria
tuas tentações de amor?
****
Quando estou em meu terraço,
olhando os astros risonhos,
a Lua atravessa o espaço
puxando o carro dos sonhos.
****
Na trova, de longe venho
e, apesar de toda a lida,
inda me falta o desenho
da trova de minha vida.
****
O tempo chegou de leve,
com um pincel de bom tamanho,
e pintou de branco-neve
o meu cabelo castanho.
****
Mesmo que eu mude de estilo,
não mudarei, nem de leve,
uma vírgula daquilo
que a mão do destino escreve.
****

Faz-se o verso com carinho
e ele só atinge a $3>
se passar pelo caminho
do coração do poeta.
****
Quando revi, monte a monte,
os campos de minha terra,
parece que a alma da fonte
cantava no altar da serra.
****
Esses pequeninos traços
que no céu deita fulgores
são estrelas ou pedaços
de sonhos dos trovadores?
****
A menina seminua,
presa, disse ao detetive:
- Eu não me queixo da rua,
mas do lar que nunca tive!
****
Não fumo nem por esporte,
porque o cigarro fascina,
mas deixa um gosto de morte
no travo da nicotina.

biografia:
José Lucas de Barros


poetazelucas@uol.com.br

 

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