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Gideon Marinho Gonalves
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Porque escrevo
Escrevo porque sou livre.
Não porque sei escrever,
Já que sei que não sei escrever.
Escrevo porque não sou dono do meu ser.
E nem tenho o direito de sê-lo.

Escrevo mesmo sem querer escrever.
Às vezes, passo tempo sem me atrever
É preguiça mesmo, e vontade de nada fazer.
Mas, enfim, quando ele, o meu ser,
Quer e insiste em querer.
Não tenho como fugir.
E quando menos me dou conta
Cá estou, a escrever.

Não o faço para que outros possam ler.
Tanto é assim, que não divulgo, jamais, para valer,
Vez outra, para um amigo, conhecido
Ou outra pessoa que julgo merecer,
Me certifico, antes, se gosta de ler.
Se percebo que sim, apresso em escrever
O endereço deste site, e logo me esconder,
Temendo que, quando ler, nunca mais me venha ver.

De fato, percebo que amigos e conhecidos
Que outrora, me tinham como sério
Inteligente, e culto para valer,
Depois que apresento este site,
A sua amizade, penso, nunca mais merecer
Pois, por mais que insista,procure-o, me desculpe,
Mesmo assim, percebo, que aquela amizade,
Que outrora, era tão sólida, linda,
Agora, parece perecer.

Enfim, se você, até aqui,, lendo estas besteiras,
conseguir sobreviver.
Logo vai, sem muito esforço, perceber
Que os demais escritos, aqui,, nada tem a ver,
Com este ridículo, infantil, e ultrapassado,
poema, que escrevi, não sei porquê.

Acredite, podes crer, que quando, este pobre poema,
comecei a escrever,
Não queria rimar, até porque,
Este estilo é coisa do passado e,
mesmo assim, poucos sabem fazer.
Drumond, Pessoa, e outros grandes poetas
que, poucos conseguiram entender
Evoco, aqui, covardemente, apenas
para que o Google, Yahoo, Altavista
e outros mecanismos de busca na web
venham me socorrer.

Enfim, chega, pule o restante, para não se aborrecer
Clique logo no menu ao lado, e comece a ler
Ou se és teimoso, e até aqui chegou,
Um poema de amor, penso, vai tocar o seu ser
E se chama:”O Amor que não aparece“
Mas eu torço para aparecer.

Amor virado
De cabeça para baixo
de baixo para a cabeça.
De cabeça para a cabeça
da cabeça para cima de você.

De cima para o umbigo
Do umbigo para baixo.
De baixo volta ao umbigo
do umbigo pára lá.

De lá para a vida
da vida para a felicidade.
Da felicidade para o gozo
do gozo para a eternidade.

Do prazer para sempre
do sempre até aonde chegar.
Do infinito do sempre
para a vida desfrutar.

Dos lábios para o queixo
do queixo sem parar.
Dos seios para a liberdade
desse amor conquistar.

Dos braços envoltos num beijar
e os pés sôfregos no esfregar.
Do beijo que segue sem parar
nesse intenso acasalar.

De cabeça para baixo
de baixo [novamente] para a cabeça.
De cabeça para a cabeça
nessa onda de se entregar.

De cima para o umbigo
agora quase umedecido
do suor de nossos corpos revolvidos
nesse amor frenético e enlouquecido.

Do lambido volta ao ardor
já enlameado de amor.
De baixo para cima
de cima para a dor.

Dor que rompe das entranhas
revertidas de pudor, que se vão
na explosão de nossos corpos
enlouquecidos pelo amor.

Do umbigo para lá
de lá para a vida
da vida para a felicidade
do gozo da eternidade.

De baixo para cima
de cima para você
de você para o espelho
que reflete a imagem do desejo.

Amor de ponta-cabeça
Que o prazer nunca esqueça
de ter-nos aquecido
nesta noite de terça.

Amor sem rimas

O nosso amor não tem rimas.
Um dia brigamos, outro rimos.
Uma vez amamos outra nem falamos.

O nosso amor não tem regras.
Às vezes queremos estar juntos
outras quando um quer o outro nega.

O nosso amor não tem nexo.
Inclusive esse termo tem um \'x\'
que dá um sentido sonoro e enfático.
É assim o nosso amor, enfático
como o \'x\' do nexo, que sempre desprezamos.

O nosso amor é legítimo mas roubado
de quem agora luta para recuperá-lo
uma vez que o desprezou por não aceitar
uma maneira diferente de amar.

O nosso amor não tem rimas.
Não queremos métricas nas poesias
nem que seja um simples poetrix, e lá vem o \'x\'
que lembra, de novo, o nexo que sempre desprezamos.

O nosso amor não tem pressa.
Prás bufas com o tempo...
Não queremos relógios e nem contra-tempos,
mas lembrei que não posso rimar
pois o nosso amor prá isso não dá tempo.

O nosso amor não tem nexo
mesmo que seja prá vitrine
para os outros apreciarem...
Que se dane o \'x\' enfático desta rima
querendo vir do nexo que sempre desprezamos.

A métrica do nosso amor
não vem da poesia, que não tem nexo,
e muito menos da vida de ponta-cabeça,
que queremos, quando se tratar de amar, pelo menos.

O nosso amor não tem rimas e nem melodias.
Ah, prá descontar às vezes levo um blues de dia
no sax dengoso com som meio que melodioso,
mas sempre abusando das comas
prá lembrar que é assim o nosso amor...
sem nexo, rima, sem métrica, mas com manha.

Ih, quase rimei a nossa vida
pois na estrada dos outros,
pé lá e pé cá, temos que pular
para não ficarmos quadradinhos
parecendo patricinhas e mauricinhos.

O nosso amor não tem rimas e nem piadas
prá fazer rir quando estamos nos tapas
ou quando estamos sem mesadas.
O nosso amor tem algo mais profundo
que faz as nossas vidas fundirem-se no nosso mundo.

Vejam como não tem nexo o que falamos.
Juramos nossa poesia não rimar,
mas quando se trata de amar..
haja esforço para nessa armadilha
não cair e nem tropeçar.

biografia:
Gideon Marinho Gonçalves

A intensidade do dia-a-dia, procuro não deixar fugir de meu olhar. Registro as minhas impressões sobre a vida como que compungido por um compromisso urgente comigo mesmo. A vida no subúrbio e na cidade passa ligeira. Observo o seu rastro buscando situações que seriam efêmeras sob outro aspecto, mas que servem-me como matéria prima para as minhas reflexões.
Não preocupo-me demasiadamente com os estilos literários. Em parte porque não sou especializado em Literatura, e mais, não consigo adestrar o ritmo e a métrica da minha narrativa aos diversos estilos existentes. A vida é ligeira e às vezes a rima que complementa um fato sensível dá-se na imaginação de cada um. Não é preciso registrá-la, necesariamente.

Os fenômenos de minha imaginação e sentimento, mesmo que às vezes intensos e desconcertantes, são narrados em forma de prosa poética, poemas, poesias ou ensaios. Não se choquem, e perdoem-me a impetuosidade, às vezes.

Agradeço os comentários às obras!

gideonmarinho@gmail.com

 

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