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Ana Damasceno [Cnsul - Abrantes]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
Gato da iluso contente

Procurei, no achei
Estava debaixo do telhado, no encontrei
Um gato, gatinho, listado
Miava tanto, que se ouvia a muita distncia
Ouvia-se ao longe
O miar do querer
Aquele gato malhado, a brincar
Por tanto comer e beber
Ria, ai! Se ria
Gargalhadas, mil
Que chamava a ateno
A todos os que ouviam
E contagiava com alegria quem o ouvisse
Depois ento, desde que se lembravam
Daquele gato cinzento listado malhado
Sorriam
Gato branco e cinzento listado malhado
Traz boa disposio a quem se lembra de ter um bom dia
Comear bem cedo a erguer
Iniciar com tempo tudo o que se tem a fazer
Como bom amanhecer
Como bom reconhecer
Como bom aprender
Como bom se sentir confortvel
Com todo o tempo do mundo para trabalhar
Com todo o tempo do mundo para viver
Com um lindo rosto liso sem preocupaes por resolver
Somente comear por
Colocar um sorriso para oferecer!
E contagiar quem aparecer
Alegrar o dia
Comear por um
E depois todos os outros possveis para iniciar
Cada manh,
Cada alvorada
Cada despertar
Cada segundo que passa e no volta
Mas que fica
Sempre confidente
Segredado pelo fio mnimo do sentir vibrar contente!

Ana Damasceno, cidade florida a 04 de Maro de 2008

Poeira

Estou na lua
Em viagem singular
Habito este cu
Comum
A que todos tolda
Nele encontro estrelas
Pendentes, cintilantes
A que distncia no turva
Sou co$3> astral
Vivo numa via incandescente
E procuro o que de melhor ela tem
Ando em busca do desconhecido
E em troca ganho energia que com inrcia explode
E exalta magnficos raios de luz
Que ilumina meus olhos e que brilha nos vossos, tambm
Neles encontro inmeras esperanas em boto de rosa vermelha e branca
Num azul profundo do espao sideral
Pasmo perante sua composio
Na sua simetria sem contornos
Com foras em sintonia
E em pautas invisveis com notas silenciosas escritas
Transformando-me em poeira
Em gro de areia
Ou gota de gua
Ou numa molcula perdida
Inventada
Que navega ao relento do vento
Mirando a exibio universal em todo o seu fausto.

Ana Damasceno, cidade florida a 10 de Maro de 2008

Tempo I

Deixo-me tocar pela suave, tenra
E fina asa de andorinha

Quero passar
Quero evoluir
Sem deixar passar o tempo
Que me aprisiona a ele

Quero outra realidade
Existir sem esforo
Caminhar sem pisar
E sem ter asas, voar

Quero ouvir o mexer do pssaro no ninho
Sentir o calor do ovo a eclodir
Perceber que existem muitos anos
Onde o tempo no tempo no sentir

Mas muito amor que chega
Como mar que no baixa
Ou mar que no sobe
Onde o passeio na praia
Ao longo da costa aprazvel
Muito acolhedor

Onde o consciente se encontra com o inconsciente
Onde o sonho se mistura com a realidade
Onde tudo se torna possvel
Onde se vira o barco, torneando o cabo

Onde a esperana se cruza com a f
Onde o amor se torna realidade
E se sente na pele o dourado do sol
Suave como seda e tranquila como a gua de um rio

Ana Damasceno, cidade florida pelo tempo, a 24 de Maro de 2008

Manifesto

Os dias teimam em ser pesados
O sol paira em plumas brancas empurradas pelo vento
Tornando o suplicio sustentvel
Renovado e envolto em pompons de algodo
Com risos alrgicos ao passar decore
Viram-se no esplendor de uma cauda de pavo
Que por sua beleza nos pe aos ps da natureza que nos cria
To perfeito
To bem acabado
To simples e pouco prtico
Gtico inflamado, exuberante e mgico
Matemtica que justifica o pormenor ampliado
queda
atraco
o mover de um boto vermelho
Que manifesta o desejo contido num beijo
Multiplica a aco inacabada reflectida
Amarga e doce, bem adormecida
Despertada com um toque fresco de uma lgrima
Como o rio para o mar
Naturalmente
Sem dor
Annima
Brutal
Em flor

Ana Damasceno, arriba Tejo a 25 de Fevereiro de 2008

Biografa:
Ana Damasceno

[Deama]
Abrantes

ana@jdamasceno.mail.pt

 

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