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Maju Guerra
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
No silncio da noite
Maju Guerra

A noite vem e como um vu escuro
toma de sbito as cores do poente.
Sozinha estou, apreensiva e silente,
sua espera, meu querer indolente.
Temo que voc se perca em outras paragens
atrado pela luz que brilha em outros lugares
como j aconteceu em outras noites tristes.
No silncio da noite chego janela,
meus olhos buscam o cintilar de uma estrela.
Escolho uma, luminosa e bela,
oro baixinho com todo meu fervor.
Peo que voc venha e me abrace forte
a sussurrar com carinho que sou seu nico amor.

Mgoa profunda
Maju Guerra

H no meu peito uma imensa mgoa
que no se cala e no me d paz.
Mgoa profunda que criou razes,
que a todo custo tentei sufocar.
Por to antiga e to sofrida ser
j me perdia nos seus meandros tristes.
Mas apesar de todos os meus esforos,
de repente aflorou, passou a me molestar.
insuportvel com ela conviver,
ela leva consigo a minha melhor parte.
Para que minha alma sentida se acalme,
quero que o homem que amo chegue bem perto
e pergunte certo: o que posso fazer pr tornar voc feliz?
No me lembro de algum que em mim estivesse atento,
e que tenha notado nos meus olhos aguados
que eu precisava tanto de alento e de afagos.
Culpa minha que fao do 'eu me basto' o meu mote,
para ocultar de todos o quo frgil sou?
Culpa minha por me mostrar audaz e decidida,
a evitar passar desapercebida ou ser ferida?
Ou ser que realmente creio que no mereo
algum que me cuide, que me ame tanto,
que nossa ventura seja o seu viver?
Quantas carncias e penas, quanto desperdcio,
estou dando um basta a este malquerer.
Devo me livrar do jugo de tanta incerteza,
calada e humilde as respostas encontrar
para que valha a pena a vida que me restar.

Criana de Rua
Maju Guerra

Criana de rua sem destino e sem lar,
sem afeto e proteo, por a a vagar.
Da famlia no sabe, cedo foi abandonada,
como um traste qualquer prpria sorte deixada,
chegou na hora errada, era criana no desejada.
Do amor no conhece, arrimo e carinho desconhece.
Inocncia perdida nas cruis vielas da vida.
Conhece a dor, a fome, a peleja, a indiferena.
Conhece a violncia, o frio, o sexo, a intolerncia.
Quase nada compreende da vida e da morte,
vida e morte esto sempre entrelaadas,
estar viva ou morta pura obra da sorte.
Droga no perigo e nem delito, logo aprendeu
que amiga e poder, companhia e abrigo.
Cada dia de vida milagre que no tem noo.
Seu destino vida breve, talvez libertao,
pois a faca, a doena, a bala perdida lhe pegam.
Criana de rua, debaixo da armadura que veste
frgil e carente, mas precisa se mostrar forte
para se defender das mazelas da vida que lhe deram.
Criana desvalida que no conhece o futuro e a esperana,
minha alma doda chora e se entristece por voc.
Peo-lhe desculpas por to pouco poder fazer,
por no poder lhe dar a mo da maneira que preciso
para que no caia no abismo com qualquer empurro.

biografia:
Maju Guerra

Nasci no Rio de Janeiro e h vinte anos vivo em Salvador. Sou graduada em Direito, hoje aposentada, e amante da poesia. Muito gostaria de contribuir para tornar nosso mundo melhor. Ano passado tive a grande alegria de ser av, nasceu a Maria Fernanda, meu xod.

mariajuliagg@yahoo.com.br

 

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