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Amrico Conte
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

UM ROMANCE COMPLICADO

A mosca e o mosquito
se apaixonaram no primeiro olhar.

Depois de um namoro conturbado
ainda se amavam e resolveram casar.

Com gostos tão diferentes
muitas concessões tiveram de fazer
e numa malcheirosa lata de lixo
com sua mosquinha, o mosquito foi viver.

Cada um bem lá no seu íntimo
achava que o outro, iria modificar.
Tudo era apenas uma questão de tempo
com jeito, amor e carinho, muita paciência e esperar.

Não sei se foi o desgaste
da convivência mútua, que se acirrou.
O fato foi que as diferenças
cada vez mais fortes, lhes atropelou.

O mosquito só reclamava, do diversificado cardápio
com que a mosca tentava lhe agradar.
E ela não se conformava, com o velho hábito
de beber sangue, que ele não se esforçava em largar.

Durante o dia, sempre muito acesa
nos chiqueiros e potreiros, ela queria passear.
Ele muito boêmio, entre serenatas, desaparecia na noite,
e só de manhãzinha , cheirando a sangue, lembrava de voltar.

Então, não houve mais jeito,
e o relacionamento deles chegou ao fim.
E o mosquito e a mosca muito magoados
culparam um ao outro, por tudo terminar assim.
Américo Conte

NO CÉU ENTRE MANSÕES

Zé Ninguém cruzava aflito
com seu filho pela mão,
o cerne de um bairro nobre
cravejado de mansões.

Problemas de carestias
sempre urgentes, sem soluções
de imediato o que mais urgia
era a falta de alimentação.

Dentro de brutal realidade
sonhar não custa cifrão,
Zé Ninguém acariciou Joãozinho
acalentando a situação.

Meu filho, um dia no céu
não viveremos só de oração,
cada um terá com certeza
seu carrão, sua mansão.

Joãozinho era famigerado
mas burro não era não,
perguntou de imediato
a seu querido paizão.

Mas, papai quem vai cuidar
destes imensos jardins?
Quem vai limpar estas casas
e fazer quitutes pra mim?

Você nunca ouviu falar
que os últimos serão os primeiros.
Os que hoje nos subjugam
serão os nossos faxineiros.

Joãozinho pensou um pouco
nesta estranha condição,
argumentou com papai
esta exótica negociação.

Mas então, será papai
que não estamos no paraíso?
nós somos hoje os que outrora
causaram os prejuízos?

Zé Ninguém ficou sem resposta
deu um nó na sua razão.
Nem nos sonhos os miseráveis
encontram satisfação.

Américo Conte

FANTASMASIAS DE MARIA

Maria pensava em ser cantora,
não tinha voz.
Quem sabe então, ser atriz?
Faltava o Xis.
Pintora? Nem de abstrato.
Escritora? Melhor lavar prato.
Para ser santa
tem que ser anta.
Oficial das forças armadas?
Insensível a patriotadas.
Médica, Pedagoga, Dentista?
Nem jeito para repentista.
Atleta, Política, uma Altruista?
Acabou como balconista.
Para ser alguma coisa
é tanta chatice e exigências,
Ela queria só desfrutar da vida
sem ninguém a torrar sua paciência.
Achou melhor fazer um filho
e transferir suas pendências.
Seria tudo uma maravilha
se não fosse outra armadilha.
Acabou todo o seu sossego
sem ter tempo ao arremedo
Passou anos assim envolvida
com merda, mijo e comida.
Quando acabou a infância
pensou respirar tranqüilidade,
vieram os problemas da adolescência
repletos de indecências.
O que um dia ela sonhou
os filhos não iriam retribuir,
não foi nada do esperado
o mundo a enganou um bocado.
Mas quando surgiram os netos
voltaram novas as esperanças,
Os ideais que por ela, seus pais e filhos passaram ilesos,
certamente eles manteriam acesos.
Maria sofria dessa ansiedade
de se sobrepor na sociedade.
Os netos riam de sua conduta,
A velha estava era caduca.

Américo Conte

Biografía:
Américo Jesus Quoos Conte
[Mauro Jose Da Rocha ]

Nasci em são Borja [RS], no dia 05 de maio de 1953. Em 1982 me formei no curso de Comunicação Visual pela UFRJ. Desde os 19 anos escrevo contos, crônicas e poesias sem maiores preocupações quanto a publicações. No desenho e pintura, estou envolvido desde a infância, com participação em algumas exposições. Trabalhei durante 21 anos como bancário no Banrisul. Vários meses em pesquisa de mercado para a empresa Expressão e outros bicos que não vale a pena mencioná-los. Aprecio a arte em todos os seus aspectos: como música, cinema, teatro, escultura, literatura e pintura tendo nestas últimas especificações revelado os meus dons e talentos.

Américo Conte

mauro68@terra.com.br

americo_conte@terra.com.br

 

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