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Aniceto Remisson
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Divergncias

Sendo o beijo sutileza,
o teu beijo j no sinto,
pois ao beijar-te pressinto
que em meus lbios outro beijas...

Se me imploras abraar-te
e em meus braos te enlao,
tudo vo, pois o abrao
no meu: `stou noutra parte...

Com razo ficamos mudos
na frigidez da noite calada.
Sabes que para mim j no s tudo;
sei que para ti tambm sou nada...



Vesturio

Roupas, roupas,
vestimentas,
enganos do corpo,
engodos, farsas.
Panos, panos,
linhos grossos,
fininhos,
obstruo de caminhos...



urea


Fao poemas
em versos negros
e versos brancos
para que todo poema
seja livre.


Nostalgia

Helena? Helena? Onde 'sts agora?
Apesar do pouco tempo da partida,
a lembrana me castiga, faz ferida
e a tristeza solidria me namora.

Onda calma de sono me invade
quando oscilo sobre a rede no quintal.
Teus beijos... teus abraos... teu rosto divinal...
que saudade, Helena! Que saudade!

Tremor vago o meu corpo j domina,
ao sentir que a bela fantasia
s'esvaece logo que o sonho termina.

E quem entende a minha dor, o meu desgosto
e a escassez que h em mim de alegria,
o zfiro que banha o meu rosto.

Transio

to fria a cova e to escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova fria se o corpo morto?
A partir de agora s a alma sente...

Ah! Esta cama rude onde estou deitado
e este quarto escuro e to bem fechado!
Tento levantar, mas estou to cansado...
Que rumor esse ali no quarto ao lado?

H um jardim bem perto: sinto o odor das flores.
Quero levantar, mas estou to cansado...
Estou to cansado mas no sinto dores.
E o rumor aumenta ali no quarto ao lado.

_ Desam o caixo! _ diz algum l fora.
Quem morreu enquanto estive dormindo?
Bem perto da porta ouo algum que chora,
lamentando a sorte de quem vai partindo.

Quero levantar, fao fora tamanha
mas tenho as mos inertes e o corpo duro.
Agora o padre reza numa lngua estranha,
enquanto fico preso neste quarto escuro.

Est caindo terra sobre o telhado.
Parece que o mundo est desabando...
Falta-me o ar neste quarto fechado
e l fora h uma multido chorando.

Sinto um tremor leve, um breve arrepio...
J quase nada mais estou sentindo.
Por que no me tiram deste quarto frio?
Algum morreu enquanto estive dormindo.

to fria a cova e to escuro o horto
onde depositam meu corpo doente!
_ Como a cova fria se o corpo morto?
A partir de agora s a alma sente...

Poesia classificada em 2 lugar no Prmio Cataratas 2006, da Fundao Cultural de Foz do Iguau, e meno honrosa no Prmio Cidado de Poesia, de Limeira - SP

***

Herana

A confeco deste poema foi um caso parte, diferente dos demais poemas meus, que normalmente levam horas, s vezes dias para ser finalizados. 'Herana' veio de uma golfada; nasceu, se muito, em trinta minutos, j pronto pra se mostrar ao mundo.

E eu morro a cada dia
quando cada coisa morre.
Outrora Deus me socorria;
agora j no socorre...

Vai um pssaro, coitadinho,
de hirtas e opacas asas.
Vai com ele um bocadinho
da minha alegria to rasa.

Vo-se o amigo, o co, o gato, o boi,
tudo vai nesta infalvel jornada.
S fica a angstia do que foi
na minha memria cansada.

At um jovem filho se vai
sem mesmo saber p'ra onde,
na v liberdade que atrai
e mil armadilhas esconde.

Nenhuma alegria perdura
e todo gozo passageiro.
S de tristeza h fartura
todo dia, o ano inteiro...

Quando eu me for [e ser breve!]
levarei comigo esta carga.
No quero que algum herde
tanta lembrana amarga.

***

Splica

Reza por mim, amor.
Reza por mim
e no serei um mero gro disperso,
e no serei um anel de Saturno
desgarrado, solto no espao-tempo
da Eternidade.
Que aqui tudo mistrio,
tudo descoberta,
h outro sentido,
outro conceito de Existncia.
Aqui no h espera,
s a lembrana fugaz,
s a vaga imagem do teu rosto
na moldura do Infinito.
No te deixei, amor,
roubaram-me de ti,
despejando-me no vcuo do tempo.
Reza por mim,
fumaa disforme ora diluda,
ora rejuntada,
assumindo formas vrias e inteis,
bailando aos dissabores
da inconscincia.
Reza por mim, amor.
Imagina-me como um lago
de guas puras, serenas,
e assim hei de ser
para matar minha sede
de ti.

biografia:
Remisson Aniceto

Nasci em Nova Era, pequena e aconchegante cidade do interior de Minas, prxima Itabira de Drummond. Desde muito cedo tomei gosto pela leitura, incentivado pelo meu pai que no dispensava nem bula de remdio. Comecei a escrever aos oito anos e pouco depois lia alguns clssicos da literatura brasileira na biblioteca pblica [no tinha condies de comprar livros]. Sempre imaginei que algum dia atravessaria as montanhas para ver o Drummond _ afinal, morvamos bem prximos _ mas, como ele j me havia advertido bem antes, 'tinha uma pedra no meio do caminho'. Alguns anos depois ele viajou e nunca mais reapareceu. Meus textos [poesias, contos, crnicas e resenhas] podem ser lidos em alguns sites, como o Leia Livro, A Garganta da Serpente, Texto Livre, Recanto das Letras... H pouco tempo participo de concursos literrios e em 2006 consegui o 2 lugar no Prmio Cataratas, com a poesia 'Transio' e uma meno honrosa no Prmio Cidado de Poesia, de Limeira, com o mesmo trabalho. Em 2007 tive uma meno honrosa no Prmio Filognio Barbosa [Colatina - ES] com o soneto Classificado. Alguns sites e jornais de pequenas tiragens j esto divulgando o meu trabalho. Descoberto o caminho, agora seguir em frente.

remisson.luz@terra.com.br

 

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