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Jos Albano Ferreira [Cnsul - Guarda]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia

O TEU NU

O teu nu
A olho nu
A meu ver
Dá gosto ver.
Faz muita cobiça
A quem cobiça
Um bom encanto.
Eu bem me encanto
Com este namoro,
Não te namoro
Mas quero um caso
Contigo não caso
Nem é teu desejo.
Mas o que eu desejo
É aquele abraço
De quando te abraço
Sentir-me mais macho
Por que m´acho
Com força na verga
E quem se não verga
Em qualquer coito
Onde me a…coito!

ACRÓSTICO “AS MULHERES DO MEU TEMPO”

Ai! Como eu sinto a nostalgia…
Sempre que as vejo, que rebeldia!

Meninas eram belas e formosas…
Umas de idades na nossa geração,
Lembro-me delas, bem cheirosas
Hostilizando a minha provocação.
E os anos que fomos contando,
Responsáveis quanto baste,
Erosivos a tanto encanto
São os maiores agentes do desgaste.

Dilatados os seus corpos pelos partos
Os seios tornaram-se mais fartos.

Mas que direi eu próprio, de mim?
Era um zero ao pé de vós…
Uma vez que vos vejo assim!

Tenho pena, sinto-me o pior de todos nós.
E ao ler o meu manual da saudade
Mesmo mal, eu gosto bem delas,
Por isso recordo da mocidade
Os sonhos da minha luxúria, pôr-me nelas.

ABRI O LIVRO

Estou gasto e quase mudo
A isto cheguei, não sei como…
Certamente já não mudo
Com o pouco que tenho não como.

Com aperitivos à farta
Acelera-se o que eu desejo,
Barriga que não come, estar farta
A ninguém eu o desejo.

Falam do tempo vivido
Com a idade tudo se forma
Ora se eu era um rapaz vivido
Como é que eu perdi a forma.

Criado no tempo apertado
Onde havia vontade à larga,
Hoje o que está apertado
Da minha parte já não alarga.

Mas de que vale o meu chorar
Ou a isto eu dar voz,
Por mais que eu veja chorar
A crise chega a todos vós.

BIOGRAFIA

José Albano Ferreira
, nasceu a 2 de Janeiro de 1951, no telúrico ponto da terra beiroa, freguesia do Fornotelheiro no concelho de Celorico da Beira.
Estudou, muito embora viesse a completar o curso geral dos liceus com trinta e três anos.
Viveu ligado ao meio agrícola, até que aos 18 anos de idade emigrou para França, onde permaneceu três anos como operário da construção civil.
Regressou e em 18 de Julho de 1972, apresentou-se numa Unidade do Exército em Leiria, para cumprir o serviço militar obrigatório.
Em 25 de Abril de 1974, a prestar serviço no Regimento de Infantaria nº 12, na cidade da Guarda, toma parte no Golpe Militar que derrubou a ditadura, tendo a seu cargo as comunicações entre Vilar Formoso, local da operações e o M.F.A.
Em 8 de Janeiro de 1976, ingressa nas fileiras da Guarda Nacional Republicana, onde viria a sair em 17 de Setembro de 2003, com a patente de sargento-mor.
Neste corpo militar, foi dos primeiros colunistas, da revista “PELA LEI E PELA GREI”, escrevendo assiduamente nas primeiras tiragem.
Como poeta, teve uma certa projecção, nos poemas por si elaborados no seu último curso de promoção em 1980.
Em finais da década de noventa aparece a escrever acrósticos, quer usando a palavra-chave, com o nome de amigos, quer usando frases brejeiras, servindo como chacota.
Em 2000. publica o seu primeiro livro “PAÍS LUSO”, em 2001 lançou três livros, o “ÁGUIA E TRUTA” lançado na Feira do Queijo em Celorico da Beira, o “CEM POEMAS - GNR” lançado no Hotel Turismo na cidade da Guarda, e, o “EROTISMO” que teve o lançamento num encontro literário em Linhares da Beira.
Em 2002, Lançou dois livros em simultâneo, em Abril no Pátio Alfacinha em Lisboa, com os títulos de “RETRATOS DE CELORICO”, “UM SÉCULO DE GLÓRIA [BENFICA]”. Em Agosto e dedicado à sua família, editou “AQUILO QUE SEI” e em 8 de Dezembro em Miuzela do Côa, no concelho de Almeida foi lançada a obra “JOSE PINTO PEIXOTO”, em homenagem a este grande cientista e escritor, natural desta localidade, já na situação de falecido.
Em Maio de 2005, no Hotel Lusitana Parque, na cidade da Guarda e em homenagem ao maior evento desportivo em terras lusitanas, lançou o “EURO DOIS MIL E QUATRO”. Estes nove títulos, são todos escritos em “Acrósticos”.
Entretanto em Maio de 2007, no HOTEL TURISMO da cidade da Guarda, foi o lançamento da sua única obra em prosa, homenageando o futebol do distrito, a que veio a titular de “BILHETE DE IDENTIDADE DA ASSOCIAÇÂO DE FUTEBOL DA GUARDA”.
Desde 2005, tem sido um dos mais assíduos colunistas do semanário “O NOVA GUARDA”, publicado na cidade mais alta.
Em Julho de 2007, pela mão de uma amiga, entra no Recanto das Letras. Por aqui estabelece contacto com vários poetas, portugueses e brasileiros.
Em 25 de Agosto de 2007, toma parte num encontro de poesia em Almeirim, a convite da Fada das Letras, Arlete da Piedade. Entra para a União Lusófona de Letras e Artes ULLA vindo mais tarde a fazer parte dos órgãos sociais, na qualidade de vice-presidente do Conselho Fiscal.
Seguiram-se outros encontros de poetas, como o de Abrantes, Coimbra e Laranjeiro.
No ano de 2007 no dia Mundial do livro, foi o escritor convidado pelo Estabelecimento Prisional da Guarda, para falar de livros aos reclusos daquela Prisão.
Embora escreva em vários estilos, são os acrósticos que mais o evidenciam.



ze-albano@sapo.pt

 

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