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Susana CUSTDIO [Cnsul - Sintra]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia

ESCREVER OU NÃO ESCREVER UM POEMA DE NATAL

Que se poderá escrever num poema de Natal
Que outros poetas já não tenham escrito
São sempre as mesmas palavras
Que jorram no mesmo caudal
Papel brilhante, laços coloridos
Ruas enfeitadas, luzes multicores que piscam
Musicas de grandes compositores
Que aos meus ouvidos soam como um grito
Mas afinal que se poderá escrever num poema de Natal?
Que outros poetas já não tenham escrito?
Os ricos têm mesa farta, nada lá falta
Os pobres têm o que podem
E outros nem têm um abrigo,
Também existem os que estão doentes
Lembrando Natais de tempos já idos
Mas afinal que se poderá escrever de novo num poema de Natal?
Vamos então celebrar a data de nascimento
Deste Menino que afinal só queria ensinar-nos
O verbo Amar em todos os seus tempos
E não só agora neste dia mas em todos os dias
Por isso vos proponho que na mesa
Onde todos nos reunimos
Comemos, bebemos e rimos
Nos lembremos d ’Ele
Que esta festa é em sua memória
Para isso vos convido a colocarmos
Nessa mesa uma cadeira vazia
E se alguém nessa noite tocar na nossa porta
A convidemos a entrar e à mesa se sentar
Nunca saberemos se por acaso
Jesus nos virá visitar
E connosco quererá o seu aniversário celebrar

_________________
Dezembro 2007


O Tempo Passa
[Susana Custódio]

Quando estou só, o tempo passa lentamente...
Os minutos, as horas, os dias! O tempo enfim...
Lentamente vai passando, passando lentamente...

O tempo passa lento por mim...
Quando estou só, terrivelmente só!
Os ponteiros do relógio giram fatigadamente.
No céu sobe tristemente o Sol,

E o tempo passa por mim lentamente!
Quando estamos juntos e oiço o murmurar da tua voz,
O tempo corre rapidamente!
Os ponteiros giram loucamente!

Quando estamos juntos o tempo corre veloz,
O Sol brilha esplendorosamente no céu
Quando estamos juntos, os dois tão juntos
Como se os dois fossemos um só!

Sonho. O tempo pára! tu és meu!

Acordo. Vem a realidade e sei, quando estamos juntos,
O tempo corre tão rápido! tão veloz...

Tu vais-te!!!
E eu? Eu volto a ficar terrivelmente só!!!

Poema de: Susana Cusódio
[1980]


BEIJOS

Se a caneta que tenho na mão
Escrevesse o meu sentir…
Mas que ilusão!
Quantos anos perdidos em vão!
A esta inércia tu me votaste,
Fizeste de mim um ser sem sentir!
Nem imaginaste!

Que os beijos que me não deste,
Levaram-nos os anjos ao céu azul celeste!
E para os lá ir buscar, é longe…
E não consigo voar!
As asas do amor estão quebradas,
Não consigo sair do chão!
Dói-me a alma rasgada de ilusão,
A boca desfigurada de emoção!

Os beijos que me não deste,
São o sonho do desespero arrastado p’las ruas
Frias e nuas de amor ardente!

Os beijos que me não deste
São dor! Dor na alma, no coração que apodrece…

Os beijos que me não deste
São como estrelas cadentes,
Que meus olhos olharam!
E na minha boca não poisaram…
São dor afiada,
Batendo a esta morada
Despertando dores alucinantes,
No meu corpo de ninfa encantada!
Que num momento me leva ao fim de tudo,
E me lembra o esquecimento,

Dos beijos que me não deste!
Como o sofrimento
Da dor que não sei onde dói!...

*****************
Autor: Susana Custódio
Ano: 1979


QUANDO

Quando
Naquele jardim, te afastaste
E já longe gritaste!
Corre para mim...
Eu, louca fui correndo,
Abriste os teus braços...me agarraste...
Rodopiando num louco frenesim!

Quando
Naquele barco
Que lento ia cortando as águas do Sado,
Com a tua viola...
Dedilhando nas cordas \'Les feuilles Mortes”

E a tua voz grave cantava a doce melodia!!!
Esquecemo-nos de tudo e de todos,
E de olhos nos olhos eu te ouvia...
Amando-te cada vez mais!!!

Quando
Nas dunas da praia nos deitámos
E nos amámos,
Entre beijos, carícias e gemidos!!!
Quando
Hoje olho para ti...
A saudade me invade...
EU continuo a ser EU!
E TU já não és TU!
És a sombra daquele,
Quando
No jardim...
No barco...
Nas dunas...
Me amaste!!!

[AUTOR: SUSANA CUSTÓDIO]

DESAPEGO

É este não saber o que quero, que me amargura,
Que me dá este desassossego
Que me persegue e em mim perdura
A vontade de tudo querer, e logo este desapego!

Esta vontade não sei de quê, é dura!
Sinto o meu peito em chaga…
Eu queria tanto um amor doçura,
É que esta falta que sinto me esmaga…

Todo o meu ser é confusão,
Quero pensar e não me compreendo…
Toda esta vida é uma ilusão
Só eu sei como estou sofrendo!

Ah! Seu eu tivesse alguém a quem beijar,
Que me tirasse este desejo,
Esta ânsia de amar!
Eu daria a minha vida por esse beijo

***************
Autor: Susana Custódio
Ano: 1980


BIOGRAFIA

SUSANA CUSTÓDIO
nasceu em Lisboa em Maio de 1949 ,reside em Sintra desde os 18 anos.
A ausência de carinhos e afectos por parte de um dos progenitores levou-a desde muito cedo [aos 14 anos] a escrever alguns “rabiscos” a que ela chama “ESTADOS DE ALMA”.
Estudou em Lisboa., depois de acabar os seus estudos viajou para Londres onde foi aprimorar a Língua Inglesa, depois viajou para África mais propriamente Moçambique, País pelo qual viria a ter uma “Grande Paixão”.e que ainda hoje perdura.
É uma apaixonada por línguas estrangeiras, contínua ainda hoje a estudar e está a completar o último ano da língua Holandesa.
Leccionou durante muitos anos a língua Inglesa.
Gosta muito de viajar, conhecer outros costumes, outras pessoas e seus estilos de vida.
Os seus “rabiscos” como ela lhes chama nunca teve vontade de os compartilhar com ninguém até ao dia em que conheceu um poeta que a incentivou a divulgá-los.
Tem um filho, o Pedro que é a razão por quem tem vivido. Agora com o filho já um homem está a tentar fazer aquilo de que gosta e a tentar ser feliz.
Aos 27 anos ganhou um prémio de literatura ao responder a um desafio feito pelo Inspector Varatojo na RTP o qual desafiou os
Espectadores a escreverem um conto inédito sobre a grande escritora inglesa de ficção policial AGATHA CHRISTIE.
Tem vários contos escritos e poesias.
Foi no ano de 2007 que se integrou num grupo de poetas e começou a frequentar “Encontros de Poesia”.
No recantodasletras.uol.com.br podem ler-se algumas das suas poesias.
Tem um Blog em: www.susanacustodiosusana.spaces.live.com/

Alguns dos seus poemas já foram lidos em:
- Momento Poético – Rádio DigitalFM
- Radio Arinfo [Argentina – Poesía y Algo Más

Não tem livro publicado, por enquanto, contudo leia-se:

“Susana é uma pessoa inteligente, de uma sensibilidade extrema, de uma vontade de tudo querer aprender tão grande que logo me chamou a atenção assim que frequentou as minhas aulas. Sempre a incentivei a escrever e a acompanhei na procura do seu desejo de aprender.
Embora nos seus escritos se note uma grande tristeza ela sabe ser alegre e divertida. É um privilégio tê-la como amiga”.

[Prof.Dr. Manuel de Lima]

susana.0555@gmail.com

 

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