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Lilian Reinhardt
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

A DEBULHA DA PALAVRA

Como uma tenra espiga
se debulha em grãos,
da fundura da palavra
desde sempre nasce a farinha,
renascem os mortos e suas raízes
e novos berços choram
entre os mortais deuses.
Há nessas planuras de grãos
o ar livre
da aldeia recém-desperta,
o verde útero donde sempre
se gestam as folhas,
até a descida das trevas às cisternas
e a brotação do sumo das ramagens.
- Que, o furacão escurece o sol do mundo
e na debulha úmida da seiva
a resina se faz cio de grão.
Como uma anoitecente veladura,
as tuas palavras em minha alma!
.....
MINHA ALDEIA

No vitral do mundo
fundem-se as montanhas.
Mas, a minha aldeia por onde
caminho
me habita e me acompanha.
As areias povoam-se,
as soleiras revestem-se
de musgos e líquens,
mas, eu me singro pelos rios,
nas raízes dessas veias,
barcas da minha aldeia.
Toda a palavra pode flanar
como folha ao vento,
sob a dobra dos juncos.
Mas, só no corpo da minha aldeia
filtra-se a água da alma do meu silêncio,
quando pousado o coração,
o sangue escorre a velada saudade
e chora a fugacidade do jasmim e do sal,
na eternidade do agora,
do barro deste chão...
.....
FOLHAS E VERSOS

Caem as folhas...
O silencioso rio serpenteia
por entre pedras e caniços,
enquanto a suave luz da noite
despe-se,
estilhaçando-se sobre
o vitral da mata.
Só o murmúrio dos versos
em coral plange das cascatas,
dos véus que d\'água cadenciam
ecos da noite em sonata.
O caudaloso rio
serpenteia entre raízes,
a brisa morna tinge
as folhas, os matizes
a esparramar-se
sobre o dorso escuro das colinas.
O silencioso rio
reflete tênue luz sob a neblina,
poemas em multidão
caem das folhas,
versos explodem das rimas!...

biografia:

Advogada e artista plástica,natural de Curitiba, Paraná.
www.lilianreinhardt.prosaeverso.net
www.abrali.com

lilianreinhardt@gmail.com

 

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