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Eugnio de S
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia

A nossa pena
Eugénio de Sá

A pena que desenha a amizade
em breves linhas feitas de ternura
é a mesma que escreve a desventura
de ver partir amigos de verdade

É uma pena leve de tormentos
Se a vida nos premeia com amor
E que assina por nós como penhor
As decisões dos mais belos momentos

Mas o seu peso dobra quando a dor
Emerge do desprezo e da traição
Torna-se rude o traço da desilusão
Ao queremos descrever o desamor

Ingente e nobre quando quer expressar
Os tons de ouro da vida que já percorremos
Ímpio o trato ao papel se então escrevemos
Que a solidão nos pesa e veio para ficar

***********

Ser poeta é ser diferente

[Eugénio de Sá]

Quem escreve, sabe bem, que a criação
É mais nobre com a alma amargurada
Mas se não se peça grandeza ao coração
Daquele que se condena à prostração
Não se enternece a mão que foi ferida pl\'adága

Mas.
A poesia é feita de ternura, de amor, de redenção
E, mesmo com a revolta sufocada
A mão que a escreve não devolve a agressão
Porque o dom do poeta é feito de perdão
E do amor ao sonho, pelo sonho, e mais nada

*******

Sextilhas

Ensaio sobre a tristeza
Eugénio de Sá

De estio vestiu-se o dia e eu gelado
Implacável a dor manteve-me acordado
Até que com promessas de calor
O sol vem sacudir-me a letargia
Mas esta mão inerte nega a guia
Do meu frio coração morto de dor

E assim renego o verso salvador
Que a tristeza é demais e o desamor
Inda me zurze a alma desumano
Fustigando-me a esperança envergonhada
De nada serve quere-la alevantada
Na frustração lhe pesa o desengano

Horas passam imunes à razão
Que teima que a poesia é solução
Na tarde já emerge o sol poente
E o olhar volta a cair na pena
Mas a dor inda não é pequena
P\'ra que me dote o gesto tão dormente

Cai a noite e o seu manto estrelado
Cobre de brilho novo este meu fado
E a mão ligeira como por encanto
Faz alçar-se da mesa a pena leve
Que desliza num verso inda que breve
Para contar a história deste pranto

NOTA BIOGRÁFICA:
Eugénio de Sá


Nasci em 1945, no típico bairro da Ajuda, em Lisboa, Portugal.
Lá do alto, pode ver-se parte do belíssimo estuário do Tejo e ainda se vislumbra o espaço vizinho da Torre de Belém, que assinala o local de partida das naus portuguesas a caminho da epopeia dos descobrimentos.
Lisboa está-me nas veias, tal como a literatura e a poesia, que sempre me cativaram o espírito.
Todavia, e por circunstâncias da vida familiar, cedo conheci Sintra, onde vivi e estudei durante toda a fase do ensino secundário. Uma vila encantada, que ainda hoje visito regularmente.
A frequência do Instituto Comercial e da Faculdade de Economia levaram-me, de novo, ao quotidiano da capital, até que chegou o tempo de cumprir o serviço militar. Corria então o ano de 1966.
Cinco anos volvidos, e depois de uma breve passagem por uma multinacional norte americana, tomei rumo na redacção de um jornal que então havia iniciado a sua publicação. Começava aí a tomar forma a minha natural vocação pelo mundo da comunicação, onde evoluí durante mais de trinta anos, divididos entre a escrita, a vida comercial e a publicidade. Sempre na cidade de Lisboa.
Conheço parte da Europa e alguns países do norte de África, onde a minha natural apetência pela história dos povos me foi levando.
Hábitos de leitura, a que uma avó querida não é alheia, dotaram-me de vontade e gosto pelo conhecimento. Entre os momentos que lembro em que o espírito mais se deliciou, avultam os consagrados à leitura dos grandes mestres portugueses; de Luís de Camões a Eça de Queiroz, de Alexandre Herculano a Camilo Castelo Branco. Todos contribuíram muito para o meu enriquecimento espiritual.
O deslumbramento pela poesia chegou em 1968, trazida num livrinho que recebi das mãos de José Saramago, ao tempo colaborador do Jornal A Capital, onde iniciei a minha actividade de comunicador. Ainda guardo esse exemplar autografado pelo meu amigo e nosso prémio Nobel. Chama-se: \'Provavelmente Alegria\'.
Já reformado e após ter assegurado cerca de uma ano o pelouro da Cultura e Comunicação em Alverca, decidi instalar-me em São José do Rio Preto, no Brasil, onde assumo, na AVPB - Academia Virtual Poética do Brasil, a vice presidência e a assessoria literária e edito o espaço Poesia & Literatura deste importante site.

Eugénio de Sá

eugesa@gmail.com

 

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