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Messias Nunes
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Amor ao efêmero

Deus fez do efêmero sua pátria.
Ensinou-me a não buscá-lo.
Hoje tenho não mãos uma folha
Sei que ela é plena como o mais santo dos livros.
As formigas, todas elas, o conhecem por não ter consciência.
Sem teologias, elas apenas comungam e sentem o que compõe as folhas.
Decifram às letras veladas no efêmero como cartas de amor.
Vendo-as, torno-me descrente e insisto em não querer Deus.
Ele é a relva que está sempre saltando e colorindo as folhas.
Qualquer pergunta a seu respeito
Não é mais que a estou por fazer
Do que se compõe às flores? Apenas de instantes.
De beleza e perfume.
Elas existem sem almejar o céu
A terra com úmido calor beija seus corpos.
Desconhece todo significado e não traz notícias de Deus.
Gosto de igreja ornada de flores
Elas me capturam
Me fazem esquecer o padre e seus discursos.
As vozes que sempre apontaram Deus
Silenciam dentro de mim
Formigas e flores são efêmeras
Não possuem verdades
Por isso, são belas.

Pôr do Sol

O sol, todo dia prende-se à copa da árvore.
Fixa-se por um tempo efêmero
Até que o vento cante para a árvore
E em estado de valsa
Seus galhos lançam o sol para o horizonte.

Lua minguante

O céu negro piscou
pra mim
A lua era minguante

biografia:

Messias Nunes
, poeta, graduado em Filosofia e graduando em História na Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, Bahia. Atualmente reside em Itabuna.
Sua poesias expressam a vida em sua essência e o amor ao efêmero como manifestação do belo.


http://www.messiasessencias.blogspot.com

messiasnc@hotmail.com

 

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