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Maria Jos Gomes
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
emegstar@oi.com.br
Pertenece a la Directiva
Biografia

Maria José Gomes

Que adotou recentemente o nome literário de Maria Maria Gomes, nasceu em Currais Novos/RN, em 15 de outubro de 1966. É formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com pós-graduação em Literatura Luso-brasileira, pela mesma Universidade e em Literatura e Ensino pelo IFRN. Aos 14 anos, escreveu os seus primeiros poemas. Aos 16, o primeiro romance. Recebeu menção honrosa no Concurso de Poesia Othoniel Meneses promovido pela Fundação Capitania das Artes, em Natal/RN. Publicou contos e poemas na revista Papangu da cidade de Mossoró/RN. Conta com 10 livros publicados nos gêneros prosa e poesia, além de um dicionário de palavras e expressões usadas no Seridó Oriental. Atualmente organiza os blogs literários Espartilho de Eme e Água de Chocalho. É consulesa do Seridó, título conferido pelo movimento poético Poetas del Mundo, com sede no Chile. É professora de Língua Portuguesa nas Escolas Estaduais do RN em Currais Novos/RN. Brasil. 

 

SOU COMUM DEMAIS PARA SER POETA

 

Todas as manhãs,

quando o sol me saúda,

um passarinho gordo canta

de asa aberta.

 

No outro jardim,

que olha os passantes,

outro passarinho olha o céu

feito profeta.

 

Pego, então, as minhas asas

e percebo...

em desalinho:

sou comum demais para ser poeta.

 

* Poema premiado no Concurso de poesias Luiz Carlos Guimarães, 2015

 

 

MEU ÚLTIMO POEMA          

 

Meu último poema

chegará tarde, muito além

desse tempo de juventude mansa.

 

Dirá verdades que a vida

me obrigou a esconder

como quem esconde um cristal.

 

Saciará a sede de quem vive

e completará a minha história

num universo de alegria e luz.

 

ACESA

 

Um dia

acenderam-me por dentro

e meus pensamentos voaram

em forma de mulheres-asas

e tomaram corpo e vento

e facho de luz.

 

Um dia,

eu me acendi e me vi

pássaro-palavra pousando

sobre a pétala de uma flor

de algodão.

 

Sepultei a borboleta

Sepultei a borboleta!
Meu corpo jaz em silêncio
por sete dias.

As asas em morte,
na pedra opaca do teu tórax,
fazem refrão
da melodia.

Sem crisálida,
sem m℮tamorfose,
sou um facho de luz
em agonia.

Elo Entre a hora do encontro
e a fome de ter-te em mim,
meu corpo- tua casa- em espera,
estado de loucura sem fim.

Por que demoras, meu peregrino?
Que estrada te deserta nesse deserto de mim?

Onde andam as esferas do nosso gozo marfim?

Vem voando, anjo aberto,
vem cá perto,
dá-me a boca feito verso

Tira esse deserto de mim.



Trava

O sol deitava
e o chá cheirava
a tarde.

O cheiro do sol
à tarde lembrava
a chaleira, a broa, a trava

que botaste em meu coração.

Maria Maria


 

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