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Tereza Neumann Ferreira [Cnsul - Z-N-Salvador-BA]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
1 - A NATUREZA CHORA A FALTA DE ESTRELAS

Olha, quanta beleza desperdiada!
Chora a natureza,
Os homens fingem no ouvi-la!
Mas, a tua presena depredada,
No tapa os olhos da conscincia!
Cochila a verdade,
Por ordem do dinheiro,
Nem o mensageiro da desgraa,
Acorda o mundo inteiro.
A indiferena a trapaa,
A falta de zelo,
Deixa a fumaa,
Cobrir as estrelas
E a camada de oznio,
Derreter o gelo.
Os ecologistas amargam a tristeza,
Percebem que nada falta,
Pra destruio do planeta.

2 - CAMINHOS SEM AMANH

O sol, a lua e as estrelas,
Perderam a claridade,
O mar secou com a estiagem,
AS florestas queimaram-se...
No existem mais rios nem lagos,
S o frio do inverno nas cidades.
Fecharam-se os olhos pra realidade,
A voz fez alarde, a ambio foi maior,
Ouvidos surdos, olhos cegos,
Para o caminho da humanidade,
Pra que dinheiro agora?
A alegria do consumista foi embora.
No esperem mais a primavera,
No existem mais flores,
Tudo morreu, agora tarde!
Inconseqncia que a humanidade abusou,
Nem restos, nem sobras,
Ningum intimida-se com o horror,
Somos prisioneiros de uma vida sem amanh,
No haver mais aurora,
S caminhos sem volta,
Pergunto-lhes; e agora?

3 - POCALIPSE

Pressinto com o Profeta Jucelino,
'Premonitor' dos nossos destinos,
Seus sonhos reais,
Que revelam nosso futuro fatdico,
Sonhos que querem nos acordar...
Nestes destinos precisamos ter tinos,
Se quisermos um feliz despertar.
Acabar nossos desatinos,
Ouvir o nosso divino,
Reflorestar nossas florestas,
Despoluir nossas guas infectas,
Refazer o que j foi desfeito,
Fiscalizar nossos horizontes,
Antes que o fiscal nos aponte,
O mal...
Cercear depredaes,
Acabar com as ambies,
Seno viramos prisioneiros
Da fria dos furaces.
Ah, profeta,
Os cticos no querem enxergar...
O que fazermos pra que acreditem,
Antes do planeta acabar?
As paineiras assustaram-se,
Os pssaros ficaram tristes,
O mar bate suas guas,
Indomvel ele insiste,
O sol tornou-se brasa,
Queima o nosso arrebol,
Suores escoam na testa,
Ningum impede o furor,
Polticos falam asneiras.
S sei que, nesse terceiro milnio,
O tero ser nossa bandeira!

4 - PEDAOS DE DEUS

Dorme, enquanto puderes dormir,
Oua o rouxinol, antes dele partir,
No tem mais cu azul,
S rstias de luz...
Oh, Deus!
Quanta mortandade,
Tropas da crueldade,
Destrundo a regio...
No respeitam velhos, nem crianas,
Metralham a esperana,
Esses animais!
incoerente,
Salvaguardam uma terra
E destroem tanta gente...
Lbano e Israel,
No quero acreditar,
Que o amor tambm morreu,
O cu sem azul,
A natureza morta,
Crianas torturadas e sem vida,
Tristeza tomando forma,
Em pedaos de Deus!

biografia:

Tereza Neumann Ferreira de Assis
, nasceu em 1954 em Inhambupe/Ba. Filha de Francisco Guedes de Assis Jnior e Roslia Ferreira de Assis, viveu em Inhambupe at 1969, mudando-se para Salvador com a familia. Fez da 4 srie at formar-se pelo ICEIA, em Magistrio em 1974. No atuou na rea de ensino, entrando para a COELBA em 1975, no seu Departamento Contbil, aposentando-se em 2002.
Aps a morte da cantora Maysa, em 1977, escreveu uma Cronica em sua homenagem e publicou no Jornal da Bahia no mesmo ano.
Publica poesias no site: www.recantodasletras.uol.com.br
Participou das Antologias Escritores Brasileiros 3 e 4 Edies e Membro Efetivo da Academia Pooense de Letras e Artes - APOLO.

neumann54@hotmail.com

 

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