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Fernando Reis Costa [Cnsul - Coimbra]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
NATAL O Verso & O Reverso

Causa-me certa impresso
Falar-se tanto em Natal,
Como um dia especial,
Em que se trocam lembranas,
Se fazem grandes festanas,
Nas famlias abastadas
Quando h tantas crianas
E famlias desgraadas!

...Tanto se esbanja e consome!
Quando se esquece, afinal,
As criancinhas com fome
[e tantas h neste mundo!]
Tantos velhos e doentes
Que no podem ter Natal!
Os sem-abrigo nas ruas
Num sofrimento profundo
Passando a noite ao relento
Tantos que no tm nada
S o frio, a chuva, o vento
E a cama numa calada!

...E tanto po que se estraga!
Basta ver os contentores
Do lixo, no outro dia,
Bolos e po com bolores
Brinquedos caros, flores...
- Quanta fome saciava!
Papel de enfeitar, s cores,
Que s d pra agasalhar
Esses pobres, sem amor,
Sem famlia, sem NATAL!
Numa vida marginal!...

...E tantos com mesa farta
Na rua da hipocrisia
No chal da falsidade
Nos palcios, na cidade...
Mas outros, sem alegria,
Sem famlia, sem ter nada...
Nada tm nesse dia:
- S as pedras da calada!

...Mas o homem no percebe!
Que o outro homem merecia
Tal como Deus o concebe
Tratado igual por igual!

...E o homem, na hipocrisia,
Apenas v um Natal
Quando o Natal bem devia
Ser Natal em qualquer dia:
- Qualquer dia ser Natal!...

A VOZ DO POETA


Eis aqui o meu grito de desgosto
Contra aqueles que pretendem atacar
A voz e o sentimento do poeta!

Para quem surdo ou se recusa a escutar,
Eu quero afirmar que, por to nobre
Nenhum covarde cala nem vai silenciar
O que, a alguns, incomoda e inquieta:
- A voz e o sentimento do poeta!

E... por mais que tentem disfarar...
Por mais que escondidos e frustrados
Queiram covardemente a nossa voz calar...

Ser sempre a fora da razo
Que, com firmeza e bem sonante
[chegue essa voz perto ou distante]
Ao mundo vai gritar:

- Os poetas...Sim, os poetas que o so...
Esses, eternamente vencero!
E nada nem ningum os vai calar!

NO MEU SANGUE H POESIA!

Tempos idos, quem diria...
Que no meu sangue corria
Sangue do meu corao
Composto de poesia!
E o sangue, principalmente,
Que a vida da gente,
Feito glbulos, plasma,
Onde correm sentimentos,
Plaquetas e coisas mais!...
Tantos so os elementos
Que, se bem analisado...
Tantos so! - At se pasma!
...cidos gordos totais,
Carbono, clcio, minerais,
colesterol, bilirrubina
ferro e creatinita
glucose, adrenalina,
Tantas coisas Tantas mais!...
- Quem alguma vez diria
Que o composto do meu sangue
Tem muito de poesia!?

Sem ela, no viveria...
Porque no meu corao
Mora a saudade, o amor,
Como se fosse alquimia,
Tal como diz Paracelsus...
O blsamo p'ra toda a dor
Da qumica e da medicina
Que corre pelos meus versos!

No meu sangue corre o amor...
Corre muito, em demasia;
Em versos soltos, sem rima,
No meu sangue existe amor.
No meu sangue... h poesia!

VERSOS TRISTES
[escrito para a Ciranda com este Tema]


Os meus versos so tristes - eu bem sei!
So tristes porque a alma assim o sente!
So versos tristes, de saudade, porque amei
E perdi quem tanto amava, de repente!

E hoje, um novo amor, por mais que tente,
Jamais ser como o que tive, de algum
Com quem vivi feliz, intensamente
Mas que Deus a Ele chamou para o alm!

Os meus versos so tristes verdade!
Mas um novo amor me despertara, certo dia,
Algum, que por carncia e amizade...

Me fez acreditar que o amor no tem idade!
E os meus versos, tristes, sorriram d'alegria,
Sem esquecer quem tanto amei: e com saudade!

ESCOLA DA VIDA
S sei que nada sei [Scrates]


Por tanto amar na vida,
Confesso que j nem sei
Sinda posso dar guarida
A outro amor dalgum!

A vida d-nos lies
No viver do dia-a-dia...
Que parecemos sabiches
Na prtica e em teoria!

Mas a vida me ensinou
Que nem sempre um dito 'amigo'
o que a gente pensou
Antes de nos ter trado!

A vida a universidade
Onde h tudo que aprender:
Cada dia a realidade
D-nos um novo saber!

E em cada dia que passa
Muito de novo aprendemos
Mas a vida... Por pirraa,
Diz-nos que pouco sabemos!

Esse pouco que sabemos
tudo quanto nos resta
Depois do que j esquecemos
Que aos poucos se manifesta


2.Nov.06

ME NATUREZA

Fernando Reis Costa

estirpes que se extinguem da beleza
Que a me Natureza ao homem deu!
Vemos hoje que a prpria Natureza
Est sendo destruda. e se perdeu!

E o homem, ambicioso e com frieza,
Quer mais e muito mais em cada dia:
Destri cada vez mais a Natureza
Buscando tostes na tecnologia!

Lembremos a paisagem, outrora linda;
Hoje. terra de cinzas, to queimada;
No ar, o oxignio quase finda.

E se a destruio continuar ainda
No ritmo que leva, acelerada.
Do homem-suicida fica 'nada'!

biografia:

Nasceu em Oliveira do Hospital, e reside desde h cerca de 45 anos em Coimbra, onde estudou e se licenciou em enfermagem - rea de sade mental, com ps-graduao em Administrao.
Frequentou o Curso de Direito na Universidade de Coimbra, que no chegou a concluir, por razes de ordem profissional e familiar.
Exerceu o cargo de chefia na rea hospitalar e, mais tarde, optou pela carreira do Ensino de Enfermagem, que exerceu durante cerca de 20 anos at sua aposentao.
Comeou a escrever alguns poemas numa fase algo crtica da sua vida - falecimento trgico e inesperado de sua esposa, em 2003 - cujos poemas agrupou num pequeno livro - 'Desabafos' - [edio impressa por processo informatizado, expressamente feita para familiares e amigos ntimos], e que foram essencialmente escritos em memria da mulher com quem viveu 42 anos de um casamento muito feliz.
Nesse livro se incluem 'Triste Madrugada', 'Cravo Vermelho' e 'A minha Dor', entre outros. Porm, s a partir de meados de 2006 se dedicou mais poesia, tendo colocado na Internet, em 27 de Julho desse ano, o Site 'Ventos que Passam': www.ventosquepassam.com.br
Tem textos de sua autoria em vrios Sites e Blogues.
membro efectivo de:
- 'AVSPE' - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores.
- 'Recanto das Letras' - Poesias. Contos.Crnicas';
- Casa da Cultura, Literatura e Poesia, Org.Br.,
- Luso-Poemas
No tem trabalhos publicados; sair em breve a sua primeira publicao numa Antologia, e tem em perspectiva a edio de um Livro de Poesia.
Tendencialmente mais voltado para temas em predomina a saudade, o amor, a nostalgia. - talvez em virtude do seu temperamento romntico e sentimental , apesar disso, uma pessoa de esprito jovem, divertido, escrevendo tambm alguns temas sob a forma de 'trocadilho, pardia, cordel', etc.

freiscosta@gmail.com

 

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