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Carlos Conrado [Cnsul - ZC-Aracaj-SE]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
04-jun Deus e a Amrica
-Olha para baixo, Amrica,
Fixa teus olhos naquela cena...
O que vs?

-Vejo ossos andantes,
Seres desvairados!

-Esses ossos so retratos da fome,
Esses seres so teus filhos chateados...
Tua gula alimentou a minha ir,
Tu no s digna deste espao...

-No me culpes por um erro teu!

-Qual seria este erro
Inspirao de tuas aes?

-Deste a ns tamanha liberdade,
O poder de ter poderes.

-Um pai que ama no dar
Correntes de presente,
No oferece smbolos da desgraa.

-Como podes falar em desgraa
Se todas as tuas palavras so dissimuladas?

-Inadmissvel aceitar que te criei,
Que blasfmia desonrar o prprio pai!

-s vezes, quando mais preciso de ti,
Tu viras a face e some nas sombras...
Se isto amor, sou as rosas do campo
E a beleza de teus orvalhos.

Carlos Conrado

Novo Mundo

Para iludir o tempo, criei,
Tempestuosas obras ao relento,
Como Salvador Dali, em,
Seus momentos descontentes,
Criei a surrealidade germinadora
De volteis e ociosos mundos...

Criei uma identidade para a febre,
Materializei viagens astrais,
Transformei-me num deus clebre...

Quis revestir a esttica
Deste novel mundo presente,
Com pinceladas fortes e jorradas
De sombra, carmim e spia...

Pintei o mundo ao meu modo,
Depois o habitei com minhas criaturas,
Seres humanos desfigurados
Para aprenderem a amar
No que agora se assemelham...

Mais nenhuma idia de pudor,
Nada agora pecado,
O passado e o futuro
Foram cruelmente exterminados,
Sem contagens de tempo
Tudo agora presente...

Me

Tu que colhes os ermos deste cemitrio,
Vem colher a vscera deste corpo,
Louco e desvairado carne do fracasso...
Tu que amamentas um feto menino,
Derrama o teu leite num leito de flores,
Vem, entrega-te ao arroio...
Tu que andas nesta noite,
Vem visitar-me, estou a sete palmos,
ser excomungado pela lua...
Tu que choras nesta tumba,
Deixa que o teu pranto invoque estes restos,
Esses ptridos esquecidos pela vida...
Tu que a saudade quem guia,
Nunca me esquea!
Busque-me algum dia...
Tu que os sonhos acompanham,
Nunca te esqueas,
Dos dias em que ramos um s...
Tu que levas esta carcaa depressiva,
Vem dar-me o ltimo beijo,
O abrao do adeus...
Tu que s musa de um desgraado,
Feio, morto e sepultado,
Traz-me o teu colo, me querida.

biografia:

Natural de Jacobina - Ba, Carlos Conrado iniciou nas artes a partir dos 12 anos, no colgio, costumava fazer retratos das colegas e dos seus professores. Aos 16 comeou a produzir quadrinhos. A partir da, no parou mais, buscou em seguida ampliar o cenrio de suas tcnicas, despertou seu interesse pelas telas e outras mdias. Hoje, j podemos defini-lo como um porta-voz da Arte simbolista, suas pinceladas e seus traos bem originais nos envolvem. Possui trabalhos publicados em sites franceses, participou de Vrias coletivas em Sergipe: XIII Salo dos Novos, Festa dos Arteiros-ASAP, Tribus Visuais-2005, Coletiva de Esculturas do Cultart - Linguagem e Forma na Matria, Coletiva da ASAP-Cultart,Identidade-Coletiva de Artistas Sergipanos -Cultura Inglesa, Mostra de Artes Visuais da ASAP e etc. Possui obra no acervo da Academia Sergipana de Letras, tem obras compondo alguns cenrios dos programas da TV Caju e Tambm autor de alguns artigos sobre a arte publicados no jornal 'O Capital.' Participou da Antologia Eldorado- v.II,Celeiro de Escritores da Antologia Impresses-Poetas da Arcdia, autor do livro-solo Poesia Condenada. membro das seguintes instituies: Casa do Poeta Brasileiro em Aracaju, Arcdia Literaria Estudantil, Clube de Poetas do Litoral- Baixada Santista.

conradoart@yahoo.com.br

 

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