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Badu Santos
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
ME! APAGA A LUZ.

Badu

Me! Apaga a luz, encosta a porta...
No sinto medo, tampouco vou me esconder.

Recolha as estrelas, nesta noite serena meu olhar aquietou luar.

Guarde na estante os livros com histrias de era uma vez, e nessa magia fazemos de conta que eu j cresci.

Espia embaixo da cama tem monstrinho s esperando mame falar boa noite para vir me assustar.

Feche as cortinas, e apague o sol, no me olhe triste assim, eu quis enganar uma manh, que traioeira, de qualquer maneira quer me ver sorrir.

Feche a gaveta, aprisione soldadinhos de chumbo, aprendi que nessa brincadeira de adulto menino pode se machucar.

Suavize o impacto do bater da porta e a rispidez da palavra dor ,canta para mim e talvez eu encontre a bola de meia, pano velho preenchido de alegrias onde eu jogava no quintal.

No me leve a mal, esse silncio no me entristece parece uma prece, suave ladainha lembranas minhas.

E certa vez eu deixei algum segredo em algum lugar, acho que foi um beijo, um brinquedo ou um olhar.

Nem lembro onde acontecia, ou foi janeiro ou em uma manh to fria de setembro.

Respingavam gotas de garoa, anjo chorando em nuvem escura, luz to pura que coloria em arco-ris.

Acho que este meu quarto, mas agora espera um pouco, algum me chamou, penso ser voc.

Esquece tudo e fica aqui! Est to frio e eu sou criana, estou com medo nesse momento!

Me apaga a luz, encosta a porta...

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ME! ACENDE A LUZ

BADU

Me! Acende a luz ,eu quero gua...
E ento me abraa,j no tem mais graa fingir que eu cresci.
E a lua clareou na cortina , enevoada minha lgrima apagou seu brilho.
Conta-me quela histria diferente de um menino valente que ganhou asas e no sol queria chegar.

Enxugue meu corpo mergulhado no mar me fazendo acreditar que encontrei a liberdade

Conte ao bicho papo que sou menino bom, se ele for meu amigo cantarei uma cano e no estarei em perigo.

Pede para o sol entrar de mansinho tocar meu corpo franzino me fazendo carinho e pela janela observarei o resplandecer da cor mais bela.

Eu j nem sei que guardei na gaveta, se um ursinho de pelcia j faz tantos anos e nessa angustia precisava esquecer.

E quando a porta se abre e traz com o vento verdades de dor que guardava em silencio, troco tudo de lugar.

E a cano suavizou em doce ave-maria que naquele dia rezei por aceitar, sempre foi assim tive tantos medos.

Me! Fala pra mim, onde esto as flores daquele jardim?

Olhou e sorriu,colocou no vaso de vidro,flores do campo que colheu para mim.

Rudes brinquedos espalhados pela casa, e o pio rodava na mo, ps descalos sentindo o cho.

Menino tinha asas e sabia voar, em cada olhar parece que vejo um pedido de beijo.

o calendrio na parede mostrou,hoje fria noite de seis de setembro e eu preciso dormir ..

Quantas vezes chorou comigo, me meu anjo protetor.

Acho que meu quarto tem tanta luz,e o dia nem amanheceu,sei que o brilho dos olhos seus..

Me! Acende a luz, eu quero gua...

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ENTO SONHEI

BADU

Abri meus braos e esttico fiquei, como um espantalho, ali me implantei.

E toda indiferena por vezes nos orienta, por entre tufos de feno uma essncia, um corao a bater.

Remendei os trapos que me vestiam, um mundo que girava e eu observava a vida representar.

Ento sonhei...

Acho que sonhos so imerso da alma onde a dor acalma em doce lio.

Quantas tardes se despiam entregando cu azulado ao poente de um sol dourado.

E a noite trouxe estrelas e romantismo, at a aurora pedir licena para despertar.

Nesse mesmo luar reparei o sereno em desespero tornar-se orvalho e fazer chorar uma flor.

Em cada manh vinha em diversidade de mistrios para desvendar.

Frias estaes, e os pssaros, to sbias criaturas,encontravam razes para cantar.

Pousou em meu ombro, desejos de buscar liberdade, limitado aos movimentos procurei construir asas para voar.

Olhei to vasto campo de inquietante beleza, asas de palhas delicadas que o fogo solar no poderia queimar.

Eu um espantalho, continuo aqui a observar outras estaes.

Quando fechar meus braos, ser para lhe abraar!

Em cada cu, um outro horizonte para planar, em ecloses de aventuras abri minhas asas ,voei!

Ento sonhei...

biografia:

Sou de uma cidade muito pequena, gua Santa RS.
De uma famlia grande e humilde.
Deficiente fsico desde menino, aos oito anos comearam meus problemas de sade
e aos dezesseis anos parei de andar.
Nesse tempo fiz muitas cirurgias e tratamentos,
passei minha infncia e adolescncia entre
hospitais e minha casa.
Em cada trgua que eu tinha de dor,
vivia intensamente em meu solitrio refgio
na beira do riacho.
Em minhas poesias, relatos reais de minha vida,
fatos por mim vivido.
J estou adulto e a minha vida se resume em
'meu quarto meu mundo'.
Tenho muitos amigos de idades variadas meninos e meninas, jovens e velhos, que gostam
muito de mim.
Amo viver, e minha deficincia me mostrou na simplicidade, outros caminhos para seguir.
Amo minha vida, famlia, amigos e amo a Deus.
Acredito que deficincia maior no saber amar!
Eu amo e sou feliz!
Com carinho

yesbadu@yahoo.com.br

 

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