s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Eliane Potiguara [Cnsul - Z-SE-Rio de Janeiro-RJ]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Identidade Indgena

Em memria ao ndio Chico Slon

O texto o testemunho das lgrimas de uma indgena vendedora de bananas, sua av a refugiada Maria de Lourdes de Souza, filha do ndio Chico Slon, desaparecido das terras indgenas paraibanas por volta de 1920, quando se instalava ali, a neocolonizao da agricultura algodoeira causando a fuga de famlias indgenas, oprimidas pela escravido moderna.

Nosso ancestral dizia: Temos vida longa!
Mas caio da vida e da morte
E range o armamento contra ns.
Mas enquanto eu tiver o corao acesso
No morre a indgena em mim e
E nem to pouco o compromisso que assumi
Perante os mortos
De caminhar com minha gente passo a passo
E firme, em direo ao sol.
Sou uma agulha que ferve no meio do palheiro
Carrego o peso da famlia espoliada
Desacreditada, humilhada
Sem forma , sem brilho, sem fama.
Mas no sou eu s
No somos dez, cem ou mil
Que brilharemos no palco da Histria.
Seremos milhes unidos como cardume
E no precisaremos mais sair pelo mundo
Embebedados pelo sufoco do massacre
A chorar e derramar preciosas lgrimas
Por quem no nos tem respeito.
A migrao nos bate porta
As contradies nos envolvem
As carncias nos encaram
Como se batessem na nossa cara a toda hora.
Mas a conscincia se levanta a cada murro
E nos tornamos secos como o agreste
Mas no perdemos o amor
Porque temos o corao pulsando
Jorrando sangue pelos quatro cantos do universo.
Eu viverei 200, 500 ou 700 anos
E contarei minhas dores pra ti
Oh!!! Identidade
E entre uma contada e outra
Morderei tua cabea
Como quem procura a fonte da tua fora
Da tua juventude
O poder da tua gente
O poder do tempo que j passou
Mas que vamos recuperar.
E tomaremos de assalto moral
As casas, os templos, os palcios
E os transformaremos em aldeias do amor
Em olhares de ternura
Como so os teus, brilhantes, acalentante identidade
E transformaremos os sexos indgenas
Em rgos produtores de lindos bebs guerreiros do futuro
E no passaremos mais fome
Fome de alma, fome de terra, fome de mata
Fome de Histria
E no nos suicidaremos
A cada sculo, a cada era, a cada minuto
E ns, indgenas de todo o planeta
S sentiremos a fome natural
E o sumo de nossa ancestralidade
Nos alimentar para sempre
E no existiro mais lceras, anemias, tuberculoses
Desnutrio
Que iro nos arrebatar
Porque seremos mais fortes que todas a clulas cancergenas juntas
De toda a existncia humana.
E os nossos coraes?
Ns no precisaremos cat-los aos pedaos mais ao cho!
E pisaremos a cada cerimnia nossa
Mais firmes
E os nossos neurnios sero to poderosos
Quanto nossas lendas indgenas
Que nunca mais tremeremos diante das armas
E das palavras e olhares dos que chegaram e no foram.
Seremos ns, doces, puros, amantes, gente e normal!
E te direi identidade: Eu te amo!
E nos recusaremos a morrer
A sofrer a cada gesto, a cada dor fsica, moral e espiritual.

Ns somos o primeiro mundo!

A queremos viver pra lutar
E encontro fora em ti , amada identidade!
Encontro sangue novo pra suportar esse fardo
Nojento, arrogante, cruel...
E enquanto somos dceis, meigos
Somos petulantes e prepotentes
Diante do poder mundial
Diante do aparato blico
Diante das bombas nucleares

Ns, povos indgenas
Queremos brilhar no cenrio da Histria
Resgatar nossa memria
E ver os frutos de nosso pas, sendo dividido
Radicalmente
Entre milhares de aldeados e desplazados
Como ns.


Y ELLA CONCIENTE CRIA ALAS
Estabamos alli... Todos pintados y pintadas, como si fuesemos para la guerra.

Quando pasabamos por los corredores del Congresso Nacional, en Braslia, en 1988, en ocasin de las atividades polticas que conducian nuestra lucha dentro de la Asamblea Constituyente, las voces hacian un eco y las palmas de las manos batian estridentemente.

Varias formas de bocas, dientes y sonrisas. Pero un mismo corazon pulsaba: La esperanza de que esa Asamblea Constituyente viniese a traer avances para la garantia de los derechos humanos de los pueblos indgenas. Las seoras y los seores ejecutivos, funcionarios, parlamentares, todos nos miraban de la cabeza a los pies admirados y curiosos como si fuesemos seres de otro planeta, pero con cario, ciertos de desconocer la propia realidad de su pais. Estabamos emocionados y emocionadas. Todos se emocionaban, los ojos brillaban como estrellas y esta emocin se mesclaba al olor del caf de la cantina del lado, a los lindos dibujos indgenas, y al olor de la pintura de jenipapo en la cara, al olor del aceite de la castaa de Par, y al olor del rojo urucum que untaban y abrillantaban los largos cabellos de los Kaiaps, liderados por Megaron y Raoni. Las miradas de los guaranies y el mirar sabio de la ndia Dona Marta, llenos de esperanza que titilaban apretados en la capital del pas. El mirar de lince de los Terenas y Tukanos mostraban la esperanza por las decisiones. Miradas desconfiadas de los indgenas del Nordeste questionaban el futuro, por sus pajas bravas resecadas por la seca del monte. Las mujeres miraban sobresaltadas, pero resueltas. Marta estaba ah. Hoy esta muerta la primera mujer indgena en tener el coraje de criar una Asociacin de ndios sin aldea: Kaguateka. Marta queria ser Diputada por el Partido de los Trabajadores [PT]. Algn partido poltico apoya indgena en el Congreso?, en el Senado? Algn partido poltico, sea de derecha o de izquierda, apoya indgenas para la Presidencia de la Fundacin Nacional del Indio [Funai]? Un dia la FUNAI va a ser de los indgenas, es una questin de tiempo, como dice Marcos Terena. Antnio Apurin, lderes de la Coiab y Apoime esperan la 'palabra del Gobierno', confian, y en el mismo momento, un no-indgena asume la Presidencia de la Funai, el, [el recien-Presidente] .El no va a conseguir hacer nada, absolutamente nada.

Cuando Marta Guarani y todas las mujeres pioneras que all estaban junto a los hombres en 1988, apesar de los esfuerzos y esperanzas, estaban creyendo en los polticos. Ahora, 2004, poco se avanz en lo referente a las conquistas.

Indgenas brasileras, asuman sus lugares. Lleg la hora!!!

Que MARTA GUARANI descanse en paz, as como todos los guerreros y guerreras que ya se fueron sin ver sus derechos asegurados. Estos derechos, en un gobierno mas sensble, de inmediato, veria que es hora de una poltica compensadora, reparadora. ES UNA QUESTIN TICA, PRIORITRIA E HISTRICA.

Texto de Eliane Potiguara






EL SECRETO DE LAS MUJERES

En el pasado nuestras abuelas hablaban fuerte
Ellas tambin luchaban
Ah, lleg el hombre blanco malo
Matador de ndio
E hizo nuestra abuela callar
Y a nuestro padre y a nuestro abuelo bajar la cabea.

Un dia ellos entendieron
Que debian unirse y quedar fuertes
Y a partir de ah ellos lucharon
Para defender su tierra y cultura.

Durante siglos
Las abuelas y las madres escondieron en la barriga
Las histrias, las msicas, los nios,
Las tradiciones de casa,
El sentimiento de la tierra donde nacieron, las histrias de los viejos
Que se reunieron para fumar la pipa.

Fue el mayor secreto de las abuelas y de las madres.
Los hombres al saber del secreto
Quedaron mas fuertes para el amor, lucharon

Y protejieron las mujeres.
Por eso, hombres y mujeres juntos
Son fuertes
Y hacen fuertes sus hijos
Para defender el secreto de las mujeres.

Para que nunca mas aquel hombre blanco
Mate la histria del ndio!

[Texto publicado en la cartilla de apoyo a la alfabetizacin de autoria de Eliane Potiguara/1994/apoyo Unesco/UERJ

Biografa:
Eliane escritora indgena, professora, me, av, 54 anos, remanescente Potiguara. Conselheira do Inbrapi, [Instituto Indgena de Propriedade Intelectual] e Coordenadora da Rede de Escritores Indgenas na Internet e o Grumin/Rede de Comunicao Indgena.

Eliane foi indicada para o Projeto internacional Mil Mulheres Para o Prmio Nobel da Paz. uma das 52 brasileiras indicadas.

Formada em Letras [Portugus-Literatura], licenciada em Educao pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, participou de vrios seminrios sobre Direitos Indgenas na Onu, organizaes governamentais e Ongs nacionais e internacionais.

Eliane Potiguara foi nomeada uma das Dez Mulheres do Ano de 1988, pelo Conselho das Mulheres do Brasil, por ter criado a primeira organizao de mulheres indgenas no pas: Grumin [Grupo Mulher-Educao Indgena], e por ter trabalhado pela Educao e integrao da mulher indgena no processo social, poltico e econmico no pas e por ter trabalhado na elaborao da Constituio Brasileira. Com a bolsa que conquistou da ASHOKA em 1989 [Empreendedores Sociais] mais seu salrio de professora e o apoio de Betinho/IBASE e os recursos do Programa de Combate ao Racismo, [o mesmo que apoiava Nelson Mandela ], ela pde prosseguir sua luta, alm de sustentar e cuidar de seus trs filhos, hoje adultos.



Em 1990, foi a primeira mulher indgena a conseguir uma PETIO no 47. Congresso dos ndios Norte-Americanos, no Novo Mxico, para ser apresentada s Naes Unidas. Neste Congresso, havia mais de 1500 ndios. Por isso, participou durante anos, da elaborao da Declarao Universal dos Direitos Indgenas, na ONU, Genebra, por essa razo recebeu em 96 , o ttulo Cidadania Internacional, concedido pela filosofia Iraniana Bahai, que trabalha pela implantao da Paz Mundial.



Defensora dos Direitos Humanos, alm de vrios Encontros, e criadora do primeiro Jornal Indgena e Boletins conscientizadores e cartilha de alfabetizao indgena no mtodo Paulo Freire com apoio da Unesco, organizou em Nova Iguau/RJ, em 91 outro Encontro indito e histrico, onde participaram mais de 200 mulheres indgenas de vrias regies, tendo como convidados especiais a cantora Baby Consuelo e vrios lderes indgenas internacionais. Organizou vrios cursos referentes Sade e Diretos reprodutivos das mulheres indgenas e foi consultora de outros encontros sobre o tema.



Em 92 foi Co-Fundadora/Pensadora do Comit Inter-Tribal 500 Anos [kari-oka], por ocasio da Conferncia Mundial da ONU sobre Meio-Ambiente, junto com Marcos Terena, Idjarruri Karaj e muitos outros lderes do pas, alm de ter participado de dezenas de Assemblias indgenas em todo o pas.



Discutiu a questo dos Direitos Indgenas em vrios fruns nacionais, e internacionais, governamentais e no governamentais, diversas diretrizes, estratgias de ordem poltico-econmica, inclusive no frum sobre o Plano Piloto para a Amaznia, em Luxemburgo/1999.



No final de 92, por seu esprito de luta, traduzido em seu livro A Terra a Me do ndio, foi premiada pelo PEN CLUB da Inglaterra, no mesmo momento em que Caco Barcelos [Rota 66] e ela estavam sendo citados na lista dos Marcados para Morrer, anunciados no Jornal Nacional da Rede Globo de Televiso, para todo o Brasil, por terem denunciado esquemas duvidosos e violao dos direitos humanos e indgenas.



Em 95, na China, no Tribunal das Histrias no contadas e Direitos Humanos das Mulheres/Conferncia da ONU, Eliane Potiguara narrou a histria de sua famlia que emigrou das terras paraibanas nos anos 20 por ao violenta dos neo-colonizadores e as conseqncias fsicas e morais desta violncia dignidade histrica de seu bisav, avs e descendentes. Contou tambm o terror fsico, moral e psicolgico pelo qual passou ao buscar a verdade, alm de sofrer abuso sexual, violncia psicolgica e humilhao por ser levada pela polcia federal, por estar defendendo os povos indgenas, seus parentes, do racismo e explorao. Seu nome foi jogado na lama nos jornais do Estado da Paraba. Tudo isso frente de suas trs crianas na poca.



Eliane no ltimo governo foi Conselheira da Fundao Palmares/Minc, FELLOW da organizao internacional ASHOKA, dirigente do Grumin e membro do Womens Writes World. Eliane participou de 56 fruns internacionais e para mais de 100 nacionais culminando na Conferncia Mundial contra o Racismo na frica do Sul, em 2001 e outro frum sobre Povos Indgenas em Paris, 2004.

Eliane do Comit Consultivo do Projeto Mulher_ 500 anos atrs dos panos que culminou no Dicionrio Mulheres do Brasil.

autora de seu mais recente livro $3>de cara, $3>de mscara, Global, pela GLOBAL EDITORA que aborda a questo indgena no Brasil.

www.grumin.org.br
http://www.elianepotiguara.org.br [site oficial da escritora]
http://fotolog.terra.com.br/elianepotiguara
http://groups.yahoo.com/group/literaturaindigena

ELIANE POTIGUARA
E-mail: elianepotiguara@uol.com.br
E-mail:


elianepotiguara@uol.com.brelianepotiguara@yahoo.com.br

elianepotiguara@uol.com.br

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s