s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Guilem Rodrigues da Silva [Cnsul - Lund]
Nacionalidad:
Suecia
E-mail:
Biografia
Tocata e adgio para uma deusa morta
[para Liana Mller]

Por cada rvore assassinada
Morrem flores insetos ninhos
De passarinhos orqudeas
Assassinadas morrem pedras
Bem-amadas
Morre o indio
O verdadeiro dono DA terra
E morrem tambm nessa guerra
fraes de nossos pulmes

Por cada rvore assassinada
Engordam OS deuses dos cifres
Por cada rvore assassinada
Enchem-se OS cofres-do-mal
Morre pouco a pouco o AR
O AR que respiramos

Por cada rvore assassinada
Morre uma ona pintada
OS bichinhos que ns amamos
Por cada rvore assassinada
Morre a gua do Rio e at mesmo
Morre o mar
Morrem as populaes
Pouco a pouco envenenadas

Por cada rvore assassinada
Morre mesmo amordaada
A alma dos nossos bosques
Morre a beleza DA terra
E at parece que a serra
Se curva de tanto chorar

No mais rvores queimadas
Em nossas florestas sonho
De pssaros beija-flores
E orqudeas de mil cores
Bebendo o orvalho DA vida.

Guilem Rodrigues DA Silva [Aramis]

COM DESESPERADA RAIVA

Mudas minhas mos
Meus ps dormem inquietos
Glido fogo sobe em minhas pernas
Consumindo meus joelhos
Procuro pensar nos pssaros
Acuso-OS de terem deixado de cantar
o fim de agosto
O vero na Sucia foi miservel
O fogo continua sua escalada
como se eu afundasse
Num desses Lagos glidos DA Lapnia
Recordo Verissimo
Gato preto em campo de neve
Meus joelhos no existem mais
Joelhos surdos insensveis
Golpeio meus reflexos
A culpa minha
Ningum espera quinze anos
Seria impossvel parar
Esse passar de carros sobre mim?

Carros de combate
Carros de passeio
Barcos de guerra
Barcos a vela
Uma vela se acende
Para quem?
Para mim?
Quem morre em Rio Grande?
Quem morre em Lund?
E esse maldito gelo que sobe
Eu subi por muitas escadas DA vida
Senti muitas mortes
Chorei muitas prises
Aqui estou malditos!
Pretendo esculturar em imperecvel granito
Minha raiva meu grito
Para que todo aquele que passar por estas
Ruas do exlio possa ler o crime cometido
Em nossas almas

In: SILVA, Guilem Rodrigues, Saudade e uma cano
Desesperada. Salvador: CABINCLA Casa Baiana
Para Integrao Cultural Latino Americana.





SOBRE O BRASIL MINHA PEQUENA
[para minha filha Zoyra-Lyra, nascida no exlio]

Sobre o Brasil quero contar-te minha pequena
A terra bem amada
Cheia de paz de sol e de beleza
Onde uma generosa natureza
Desenhou rios vales e montanhas

No Brasil minha pequena
So todos felizes
Ali h justia trabalho po e escolas
A misria e o analfabetismo
J no existem pertencem ao passado
Nenhum estudante desaparece nas cidades
No h mais presos polticos e reina a liberdade
As companhias estrangeiras no so mais
Proprietrias
Dos nossos enormes recursos naturais
J no h mais golpes de estado e nem torturas
E em suas casernas e quartis os nossos generais
Esqueceram h muito os atos institucionais

Para ti minha filhinha que nasceste no exlio
E brincaste na neve longe de nossa ptria
Eu escrevo estes versos cheios de esperana

Oxal quando as leis no entardecer dos meus anos
No mais sejam quimeras nem v utopia
Mas se eu te minto perdoa
Quero apenas que durmas
Embalada em meus sonhos

[escrito no duro ano do exlio de 1968]


UMA VIDA... UM APRENDIZ DE MARINHEIRO..,
UM EXILADO... UM HOMEM


Um marinheiro iniciando uma vida
Um aprendiz de marinheiro
Uma vida j bem iniciada e vivida.
O comeo de uma histria
Quantas estrias j tinha pra contar!...

Do bero da famlia pra farda
Da farda para o exlio.
Farda, uniforme da vida,
Vida, se ainda no sabia,
Aprendeu a viver
E por isso
Que tu s um exemplo de vida...

Professor, Juiz, Grande Poeta, Escritor
Professor para muitos,
De um pas de lngua estranha.
No!
O Rio Grande seu corao
Sua lngua Ptria at hoje machucada
Continua sendo sua Ptria Me.
Lnguas costumes
Lnguas Idiomas
Para essa forte personalidade
tudo a mesma coisa
No fazem diferena,
Nem mesmo dialetos e esquisitismos.

As letras
Seus poemas
Canes
Num todo
Entoadas em vrias lnguas ou como queiram, Idiomas
Nada mais vem ser
Que o aprendizado
De um... Mas vrios... Aprendizados.
E assim quem o l, aprende!
E assim quem o v... V um homem,
Verdadeiro homem
Filho,
Irmo,
Pai,
Amigo,
Mas que droga! Ele tambm brasileiro...

Biografa:
Guilem Rodrigues DA Silva

Sucia / Lund, Rio Grande do Sul / Rio Grande, BR
Sou natural de Rio Grande, RS. Servi na Marinha Brasileira, no Rio de Janeiro, onde reivindiquei o direito de casar, usar roupas civis quando desembarcado, e estudar, coisas proibidas aos marinheiros, ento. Em 1964 fui preso por isso, fugi e exilei-me no Uruguai, de onde emigrei para a Sucia em 1966. Formei-me fillogo na Universidade de Lund, com especializao em Lnguas Neolatinas. Sou autor de um compndio de lngua portuguesa para suecos que usado nas escolas. Tenho publicados 8 livros de poesia, pelo que tive a honra de receber alguns prmios literrios. Sou o presidente DA Associao de Escritores do Sul DA Sucia, desde 1989 - fui o 1 estrangeiro [e at agora nico] a presidi-la. Sou um promotor DA cultura brasileira e gacha na Sucia. Fui o 1 brasileiro eleito vereador aqui. Elegi-me 3 vezes pelo Partido Verde. Moro em Lund, cidade universitria, fundada no ano 990, vizinha cidade de Malm, onde exero as funes de juiz. Recebi perseguidos polticos e OS auxiliei a estabelecerem-se aqui. Casei-se algumas vezes e tenho 8 filhos.



guilemr@hotmail.com

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s