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Tho Drummond
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

RECOMPENSA

Espero que algum dia alguém que tenha lido
os versos que escrevi, sem qualquer pretensão,
possa entender que tudo, afinal, haja sido
uma busca sem fim da forma de expressão.

Na verdade a poesia para mim tem sido
um modo de entender, com amor e emoção,
tudo o que na vida possa ter apreendido,
e tenha me servido de exemplo ou lição.

No final o que vale é aquilo que deixamos,
e a poesia é uma forma de se conseguir
passar a muito outros tudo o que pensamos.

Se um dia uma pessoa se sentir serena,
e aprender, com o que escrevo, a chorar e a sorrir,
seja ela quem for - terá valido a pena

Théo Drummond

ARCO-IRIS

A água da cachoeira cai, e nascem bolhas
que logo se transformam em poeira d´água e duram
o tempo de subir, para encharcar as folhas
que em todo o paredão, nas frestas, se misturam.

Grava bem o que vês pois que não tens escolha,
pois só na natureza as belezas perduram.
Olhando-as, os teus olhos deixam que recolhas
a alegria de achar o que poucos procuram.

Lá em baixo o frio lago de águas irrequieta
permite a formação de um veio que começa
a procurar seu leito em meio às plantas quietas.

E antes que te domine a idéia de partires,
de novo olha a cachoeira e não tenhas pressa
pois terás a emoção de ver nascer o arco-íres.

Théo Drummond


SANGUE

Tome o meu coração e dele faça
o que quiser, com raiva ou com despeito.
Jogue-o no chão ou guarde-o numa taça:
foi para isso que o arranquei do peito.

Se desejar destruí-lo então desfaça
os vínculos do amor que foi perfeito.
Deixe-o viver um pouco na desgraça,
ou mate-o de uma vez, que é seu direito.

Mas pode ser que surja, de repente,
um insano desejo de perdoar-me
porque lhe dei meu coração exangue.

Antes que isso aconteça, loucamente,
arranque o seu coração, e ao entregar-me,
peça que afogue os dois, em nosso sangue.

Théo Drummond

BIOGRAFIA:
THÉO DRUMMOND


Nascido em 1927, no Rio de Janeiro, desde os 9 anos, Théo Drummond dedicava grande parte do seu tempo à leitura, principalmente de poesias. Os poetas parnasianos eram os seus preferidos, e ao ler sonetos ficava impressionado com a beleza dos mesmos e, ao mesmo tempo, considerava as dificuldades de quem deveria colocar, no caso dos sonetos, uma história com principio, meio e fim, em 14 versos, com rimas e seguindo regras rígidas.

Desde então começou a tentar fazer seus primeiros versos, que mantinha guardados por achar que eram coisas íntimas e pessoais, que não deveriam interessar aos outros.

Mas, aos 15 anos, resolveu mostrar dois sonetos ao então Presidente da Academia Carioca de Letras. Dois dias depois recebeu a resposta de que havia qualidade e sensibilidade nos sonetos, e que deveria prosseguir escrevendo poesias.

Foi o que aconteceu.

Porém foi somente em 1990 que lançou seu primeiro livro de versos com o título \'Tempo de Poesia\'. Daí em diante publicou, praticamente, um livro a cada ano, fiel aos sonetos e redondilhas, mas também já aberto a outras formas poéticas. Após o lançamento do nono livro de poesias, no ano 2001, resolveu, talvez lembrando os tempos de jornalista no início de sua vida profissional, passar a escrever prosa.

Hoje além de poeta, Théo Drummond é sócio da agência de publicidade “AGÊNCIA3” no Rio de Janeiro



Livros de Théo Drummond

Poesias



Tempo de Poesia [1990];

Palavras de Outono [1992];

Vôo de Nuvens [1993];

Versos Antigos [1995];

Caçador de Estrelas [1997];

As Pegadas de Deus [1998];

Vrindavan [1999];

Dedetize sua Vida [2000];

Adeus a mim [2001]

100 Sonetos [2006] e

Porta do Coração [2008]

Redondilhas [2010] – no prelo



Prosa



Palavras de Observante [2002];

Os Velhos Precisam Morrer [2003];

A Formiga e Eu [2004];

Alfred e sua Tara [2004];

Palavras de Observante II [2006] e

A Paulista que Bin Laden Matou [2006]

Revolução dos Velhos [2009] - no prelo



E-MAIL:
theodrummond@uol.com.br

 

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